Alunos do 7º ano participam de projeto sobre a África
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Alunos do 7º ano participam de projeto sobre a África

Colégio Salesiano

10 de junho de 2019 | 13h59

A educação salesiana pretende formar cidadãos conscientes, que valorizem a pluralidade étnica, e aposta em atividades educativas, pedagógicas e artísticas que potencializem esse aprendizado. Partindo desse objetivo, o Colégio Salesiano Santa Teresinha criou o Projeto África, que integra a disciplinas de História, Língua Portuguesa e Artes para estudar este continente, tão vinculado à história do Brasil e, ao mesmo tempo, ainda tão desconhecido.

A primeira atividade do projeto ocorreu em março e envolveu as disciplinas de Artes e História. Após a explicação e a exibição de uma animação sobre a história das bonecas Abayomi, os alunos(as) confeccionaram o brinquedo, reutilizando retalhos de tecidos trazidos de suas casas.

As bonecas Abayomi são um símbolo de resistência, como conta a professora de História Mônica Gaboni. “Durante viagens nos navios negreiros, as mães africanas criaram o brinquedo para acalentar suas crianças. Rasgavam pedaços de suas roupas e, a partir deles faziam pequenas bonecas, que se transformavam também em amuletos de proteção”, explica ela. Elas ficaram conhecidas como Abayomi, que significa “Encontro Precioso” em ioruba, uma das maiores etnias do continente africano.

O projeto prossegue com outras duas atividades: a leitura do livro Mzumgu, do autor queniano Meja Mwangi, que tem como eixo central a amizade de um menino africano e negro, e um europeu branco. Diferentemente da oficina, a leitura não é optativa, e integra as grades curriculares de Língua Portuguesa e História.No final de agosto será a exibição do filme “O Aluno”, no teatro da escola, encerra as atividades do projeto. Baseado na história real do também queniano Kimani Maruje, a história relata sua luta para vencer o analfabetismo e frequentar uma escola aos 84 anos. “Com este projeto, a escola permite aos alunos entender melhor toda a complexidade da cultura africana, dando um passo importante para ajudar a romper as barreiras do preconceito”, finaliza a professora.

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