Especialistas do Colégio Salesiano debatem o papel dos professores na trajetória escolar
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Especialistas do Colégio Salesiano debatem o papel dos professores na trajetória escolar

Colégio Salesiano

21 Fevereiro 2018 | 17h17

A necessidade e intervenção desse profissional é cada vez mais essencial para contribuir para o letramento, alfabetização e uma efetiva prática motora das crianças na chamada primeira infância.

A educação da criança não depende só dela para que o desenvolvimento ocorra e, sim, de um conjunto de estruturas: os pais, os professores e a vontade espontânea do pequeno, que deve ser estimulado pelos dois primeiros elementos. Ou seja, se tais “engrenagens” não se comunicam, quem tem a perder é o aluno. Nesse sentido, a primeira infância – período entre 0 e 6 anos – cada vez mais tem se destacado em diversos pontos quanto a sua relevância. A atuação dos professores em relação ao desenvolvimento psicomotor na primeira infância é essencial para contribuir para o letramento, alfabetização e uma efetiva prática motora das crianças. “A pré-escola é uma fase determinante para a aprendizagem e a formação da personalidade da criança, que se desenvolve até os 7 anos de idade. E é justamente nesse período que ela busca uma imagem para se espelhar além dos pais, já que é quando começa a se reconhecer”, explica Marilda Martins Pereira de Souza, diretora pedagógica do Colégio Salesiano Santa Teresinha, sediado na Zona Norte de São Paulo. Saiba mais sobre esse unidade clicando aqui.

A alfabetização, sobretudo, é um processo que começa muito antes da entrada da criança na escola, quando é submetida a mecanismos formais de aprendizagem da leitura e da escrita. No entanto, o professor é a base que sustenta essas práticas, cabe a ele o papel da incluí-las no planejamento e desenvolvê-las conforme as realidades que emergem das escolas públicas e privadas. Nem sempre é fácil decifrar se a proposta pedagógica de uma instituição está à altura do esperado. É importante estar atento aos sinais dos pequenos estudantes para saber como está a relação deles com o mestre. Quando começam a manifestar alguma resistência para ir à escola, por exemplo, é bom ficar de olho!

Esse é o momento exato de investigar o que realmente acontece no ambiente escolar. Primeiramente, converse com o seu filho. Em seguida, procure as mães dos coleguinhas de classe para verificar se essa reação é geral. O motivo de tal preocupação é de extrema importância, já que qualquer trauma nessa idade tende a acarretar danos na personalidade, aliás, difíceis de serem removidos, seja no presente ou na fase adulta. “Toda a criança tem o seu perfil, umas são mais quietas e outras mais levadas. Se o professor chamar a atenção dela na frente dos coleguinhas, ela pode se sentir humilhada. E se essa atitude é feita com frequência, então, além de não surtir efeito algum, pode torná-la uma pessoa retraída, insegura e com a autoestima fragilizada”, complementa Angélica Biazioli, coordenadora do Ensino Infantil, Fundamental 1 e Integral do Liceu Coração de Jesus, unidade do Colégio Salesiano que funciona há mais de um século no Centro da capital paulista.