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Desenvolvimento socioemocional dos alunos é essencial para volta às aulas

Colégio Salesiano

26 de junho de 2020 | 17h36

Liceu Coração de Jesus promove rodas de conversa entre alunos e psicólogos durante Semana da Juventude; especialistas indicam como eles podem explorar suas capacidades a partir de agora e se adaptar às mudanças que virão após o isolamento  

 

De acordo com especialistas do Liceu Coração de Jesus, resiliência e capacidade de se adaptar às mudanças são algumas das habilidades que devem ser estimuladas para prevenir impactos emocionais negativos entre alunos e colaboradores após o período de isolamento social. “Apesar da previsão de reabertura das escolas ser apenas em setembro, já precisamos auxiliar os estudantes a fortalecerem habilidades socioemocionais, que vão ajudá-los a passar por todo esse processo com mais tranquilidade”, explica Fabio Aurélio de Moraes, coordenador pedagógico do colégio.

O Liceu Coração de Jesus sempre desenvolveu atividades focadas no bem-estar e na saúde mental dos alunos, mas desde o início da pandemia tem dado ainda mais atenção para o tema. Entre os destaques estão as rodas de conversa, durante a Semana da Juventude, com psicólogos e profissionais de diversas áreas, que mostram como os jovens podem enfrentar as dificuldades do dia a dia, se adaptando e contando com a ajuda e com a solidariedade de quem está por perto.

“As crianças são extremamente flexíveis, elas só precisam ser incentivadas a procurarem novas alternativas para lidarem com a situação atual, inclusive, pedindo ajuda de outras pessoas. O nosso objetivo é mostrar como os alunos podem usar as próprias ferramentas emocionais para superar os desafios que se apresentam. Esse também é um trabalho de prevenção, para que não haja um choque quando esses estudantes voltarem para a escola, já que eles não vão se deparar com a realidade a que estavam habituados”, conta a psicóloga Claudia Zanchin.

Na prática, os jovens participam de conversas abertas em que podem compartilhar as dificuldades do dia a dia, enquanto os especialistas indicam como eles podem explorar suas capacidades emocionais. “Nós estamos vivendo um momento de incertezas e a verdade é que ninguém tem as respostas para todas as perguntas nesse momento. O que queremos mostrar é como os jovens podem criar resiliência para se adaptarem às mudanças, sendo flexíveis, abertos a conversas, pedindo e oferecendo ajuda, ou até mesmo, criando redes de suporte”, explica Cláudia.

Um dos exemplos citados pela psicóloga é o relato de um aluno, que sempre gostou muito de dançar e estava sofrendo com o isolamento social, já que não tinha espaço suficiente no apartamento. Sem poder dançar, ele decidiu aprender a tocar violão, fazendo aulas online, e está feliz, pois descobriu um novo interesse.

“O que estamos tentando mostrar é isso: não podemos controlar ou mudar o que acontece do lado de fora, mas todos podemos encontrar ferramentas dentro de nós para lidarmos com as mudanças externas da melhor maneira possível. O retorno para as escolas será diferente e as crianças terão que aprender a lidar com novas transformações, por isso é tão importante realizar esse trabalho desde já”, finaliza Claudia.

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