Primeira infância: a importância da adaptação escolar

Primeira infância: a importância da adaptação escolar

Colégio Rio Branco

20 de fevereiro de 2020 | 11h57

Deixar uma criança pequena na escola, quase sempre é  algo difícil para as famílias no início da vida escolar dos filhos. Por isso, esse primeiro mês de aula pode ser determinante para o desenvolvimento da aprendizagem  das crianças nas próximas etapas, das relações e dos laços criados com a escola a partir das primeiras impressões e sensações vividas.

Para os pequenos, a ida para a escola é a primeira situação real de “separação” dos pais ou dos cuidadores e do ambiente doméstico por um período mais prolongado do dia e com rotina diferenciada, o que pode gerar insegurança e preocupação para todos os envolvidos.

O ideal é que a adaptação escolar seja feita de forma gradativa e em conjunto, apostando em confiança mútua, parceria, otimismo, acolhimento e muito carinho.

No Colégio Rio Branco, a Educação Infantil é oferecida para crianças a partir de um ano e meio de idade, além do Período Integral Modular Bilíngue, nas unidades Higienópolis e Granja Vianna, que trabalha com uma proposta pedagógica inovadora e dinâmica, além de espaço, infraestrutura e horários adequados para cada faixa etária.

Em todas as etapas da Educação Infantil, a instituição utiliza abordagens pedagógicas internacionais e também proporciona a imersão parcial na Língua Inglesa, com a vivência do idioma nas atividades cotidianas.

Para falar um pouco mais sobre adaptação e esse início das vivências  no ambiente escolar, a professora polivalente do Infantil 3, da unidade Higienópolis,  Maíra de Cássia Duarte Rissutti,  compartilha algumas experiências e aspectos importantes:

Professora Maíra Rissutti, do Infantil 3

 1. Qual a importância da adaptação escolar para as crianças e como isso influenciará nos anos seguintes?
M: A adaptação é importante para que a criança se sinta segura no ambiente escolar, onde ela terá prazer em aprender durante todo o percurso. Se a adaptação é “forçada” e não tem a parceria da família, não passa segurança para as crianças e pode acarretar traumas futuros no processo de aprendizagem.

2. Qual a diferença entre as crianças que ficarão em período regular para aquelas que ficarão em período integral na escola?
M: Qualquer adaptação escolar deve ser feita gradativamente, ou seja, um dia a criança fica duas horas, no outro, três horas, e assim por diante, para que ela sinta vontade de querer voltar e não fique cansada logo de cara da escola.

3. Como os pais ou responsáveis podem fazer a diferença nesse processo?
M: Os pais e responsáveis devem trabalhar sempre em parceria com a escola, respeitando os combinados com professoras, coordenadoras ou orientadoras, além de passar segurança para a criança e mostrar que a escola é um lugar legal e cheio de descobertas. O pai ou mãe que está inseguro acaba passando esse sentimento para a criança, o que pode fazer com que ela não queira ficar na escola. Temos alguns combinados com os pais para que eles sempre avisem o filho que está indo embora ao invés de “sair de fininho”.

4. Quais as principais atividades realizadas com os pequenos no processo de adaptação?
M: Atividades de acolhimento que façam com que a criança se interesse pelos momentos propostos. Brincar com massinha, fazer desenhos e pintura são atividades que chamam a atenção dos pequenos. Misturar glitter com massinha, por exemplo, fez o maior sucesso na primeira semana.

5. Quanto tempo leva para as crianças começarem a se adaptar?
M: Depois de duas semanas de adaptação as crianças já não pedem mais pela mãe e já estão mais acostumadas com a rotina. Começam a sentar em roda, a expressar opiniões sobre o que estão vendo, prestar mais atenção nas histórias contadas que acontecem ao redor deles, então a convivência já começa a ficar bastante harmoniosa e legal para todos.

6. Como os coleguinhas “veteranos” podem ajudar? Eles participam?
M: Participam muito. Acolhem os novos, mostram os lugares da escola, ajudam com os materiais, etc. Normalmente os veteranos amam ajudar os alunos novos!

7. Qual o papel do professor e da escola no acolhimento dessas novas crianças?
M: Proporcionar um ambiente acolhedor ao aluno novo. Dar atenção, carinho e respeitar a individualidade de cada um. Conversar e principalmente escutar as famílias é muito importante.

8. Quais os desafios nos horários da alimentação? Como esses períodos podem ser aproveitados para gerar laços?
M: No Colégio Rio Branco, a hora do lanche é o “snack time”. As professoras aproveitam o momento para falar o nome dos alimentos em inglês, trabalhar expressões, etc. As crianças são incentivadas a levarem frutas. Os alunos sentam-se com colegas em grupos. Cada um escolhe um lugar à mesa e tem a oportunidade de conversar com outros amigos, em um momento descontraído.

9. O Colégio Rio Branco utiliza alguma metodologia pedagógica especial para a adaptação dos pequenos ou aplica um protocolo próprio e institucional?
M: Utilizamos um protocolo institucional próprio, baseado em artigos e estudos realizados sobre o tema adaptação e acolhimento.

Maíra de Cássia Duarte Rissutti
Graduada em Pedagogia e Letras e pós-graduada em Psicopedagogia.
Tradutora e intérprete, participou de intercâmbio nos Estados Unidos para o aprimoramento da Língua Inglesa, onde realizou cursos de ESL (English as a Second Language) e General Psychology no Essex County College. Atua como professora Bilíngue há mais de 10 anos.  É autora de artigo publicado no livro “Educando no Século XXI – Inovar para Educar, Educar para Inovar”.