O que os estudantes podem fazer para enfrentar os conteúdos que menos gostam?

O que os estudantes podem fazer para enfrentar os conteúdos que menos gostam?

assessoriaimprensa

25 de julho de 2022 | 10h00

É preciso impedir que o desgosto por algum conteúdo paralise os estudos e a realização de atividades

Na escola, as crianças e adolescentes entram em contato com diversos conteúdos, que vão desde a prática de desenhos abstratos até aulas expositivas sobre a história do país. Cada indivíduo tem traços únicos de personalidade e, a partir disso, pode se identificar mais ou menos com um componente curricular.

Dessa forma, a simpatia em relação a um conteúdo nunca será unânime entre a turma. Um colega pode amar exercícios de álgebra, enquanto outro considera aqueles testes uma verdadeira tortura. No campo acadêmico, cada um terá suas forças e dificuldades. O importante é, precisamente, não deixe que os componentes que menos agradam se tornarem um obstáculo para o bom desempenho, ou motivo de grande estresse.

“O componente curricular que menos agrada, geralmente, é aquele que faz pouco sentido para o estudante, que não o faz pensar, ter vontade de querer saber mais”, explica Rosângela Guedes, orientadora educacional do Colégio Rio Branco. Quando existe um desgosto sobre um conteúdo, é essencial avaliar as razões que levaram a esse quadro.

“Procure descobrir o que te fez pensar assim. Sua dificuldade? Um professor que não foi uma boa experiência? Uma nota baixa? Um conteúdo sem sentido?”, propõe a profissional. Na maioria dos casos, durante o percurso de aprendizagem, o tema foi apresentado de uma forma que não cativou, de fato, o interesse do estudante.

O que costuma acontecer quando o estudante não gosta de um conteúdo

Para os estudantes que gostam menos de algum componente, a disposição para aprender conteúdos relacionados ao tema costuma ser mínima. Existe uma falta de motivação grande, o que leva à negligência de lições de casa e atividades, bloqueando o aprendizado e, assim, fortalecendo o ciclo de descontentamento com o componente curricular.

“Quando o aluno ‘se fecha’, acaba, por vezes, se boicotando inconscientemente, colocando barreiras para uma aprendizagem efetiva”, comenta Rosangela. É fundamental quebrar esse padrão, ou seja, em algum momento, encarar, ou reinventar, aqueles estudos.

Dicas para lidar com todos os conteúdos

Por mais que o estudante não goste do componente, ou de um conteúdo específico, não há muito como fugir. Se um assunto foi incluído no currículo, existe um motivo, o qual, normalmente, é guiado por parâmetros nacionais. No entanto,  o componente não precisa ser visto como desinteressante de modo permanente.

Ao mudar a abordagem, o jovem pode se surpreender e pegar gosto pelo tema. Para ajudar os estudantes nessa missão, a orientadora Rosangela Guedes separou algumas dicas:

  • Estudar o conteúdo que menos gosta quando estiver mais descansado, num ambiente favorável e confortável;
  • Buscar uma razão para aprender aquele conteúdo e entender onde poderá usar o conhecimento adquirido;
  • Definir o estudo como um desafio de superação. Se esforçar para algo difícil e ter êxito pode ter um efeito maravilhoso para a autoestima;
  • Tentar ir por partes. Busque o que for mais fácil e vá juntando os conhecimentos;
  • Buscar formas de aprender que combinem com seu estilo. Se você gosta de vídeos, por exemplo, assista videoaulas;
  • Bons professores, com aulas dinâmicas e práticas, podem ajudar muito.

Cabe a cada um identificar como aprende melhor – se o seu forte for a audição, ouvir outra pessoa explicando é uma boa estratégia; se prefere meios visuais, mapas mentais são uma excelente alternativa. “Não existe receita, existem tentativas e muita determinação. O importante é não desistir”, finaliza.

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