H1N1 e Zika Vírus entram na rota de estudos dos alunos

H1N1 e Zika Vírus entram na rota de estudos dos alunos

Surto de doenças preocupa escola e estudantes, e integra cronogramas de disciplinas e trabalhos

Colégio Rio Branco

05 Abril 2016 | 18h03

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O verão mal foi embora e logo veio uma nova preocupação: um surto do vírus H1N1, que neste ano chegou antecipadamente, pegando órgãos públicos, médicos e agentes de saúde de surpresa, já que a doença geralmente ataca com mais agressividade no inverno.

Durante todo o verão, e desde então, a sociedade brasileira decretou uma verdadeira guerra no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor das tão temidas: Dengue, Zika vírus e Febre Chikungunya, além de também ser um dos culpados pela ocorrência da Microcefalia em bebês e de outras consequências para a saúde.

A discussão em torno dessas doenças movimentou diferentes grupos sociais em discussões sobre a prevenção e os riscos trazidos por elas, agora, com a gripe Influenza A/H1N1 não é diferente.  Bebês, crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido estão mais expostos à doença, que dependendo de suas complicações pode ser letal.

As escolas, por ter um contingente maior de crianças em diferentes faixas etárias, que correm maior risco, e por serem ambientes propícios à difusão da educação e da informação, como multiplicadoras, passaram não só a adotar suas próprias medidas de segurança e prevenção, como a inserir esses temas nos conteúdos de aprendizagem.

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No Colégio Rio Branco esses temas têm sido trabalhados durante as aulas de Ciências. Em diferentes períodos escolares, oficinas especiais estão acontecendo com a presença de especialistas.

Além disso, cartazes sobre o H1N1, por exemplo, estão por toda a parte da escola, bem como, dispositivos com álcool gel em todos os andares e próximos a banheiros e bebedouros, que também contam com copos descartáveis. O ambulatório da instituição também está atento a qualquer suspeita, já que conta com médica e enfermeira à disposição dos alunos e profissionais.

Manter os ambientes ventilados e orientar para que as mãos estejam sempre limpas são cuidados essenciais que estão sendo redobrados durante esse período.

No final de março, os pais e responsáveis, professores e toda a comunidade escolar também foram alertados por meio de comunicado preventivo enviado pela direção do colégio. Ainda sobre as atividades, o cronograma escolar prevê que as atividades continuem, inclusive durante os próximos meses, inseridas nos temas próprios das disciplinas de Ciências e Biologia.

Dentro desse contexto, além do Aedes Aegypti e suas doenças, a infecção por H1N1 também entrará na rota das pesquisas escolares.

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Como os alunos dos 7º anos estudarão a matéria Vírus nas aulas de Ciências, realizarão um trabalho em equipe que terá como etapa de finalização o intercâmbio de ideias e a troca de conhecimento com os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I, que também estarão estudando o tema afim, no mesmo bimestre.

O objetivo é aproveitar o conhecimento de cada faixa etária para o crescimento coletivo e para a valorização das relações de respeito e colaboração entre os alunos. Os 8º anos, atualmente estudando Sistema Imunológico nas aulas de Ciências, estão finalizando um trabalho em equipe sobre o Zika vírus e a Microcefalia.

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Os alunos do 1º ano do Ensino Médio também estudarão Vírus no 2º bimestre, e para aprofundar os conhecimentos, farão um levantamento de dados em postos de saúde e clínicas de vacinação. Número de casos, tratamentos, campanhas e orientações de saúde pública serão levantados para a produção de trabalhos.

No início de março, um dos temas também marcou o Clube de Ciência Rio Branco, na Unidade Higienópolis, onde alunos do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio assistiram a vídeos com depoimentos sobre casos de bebês com Microcefalia e com suspeitas da doença, leram notícias e discutiram quais fatos e dados podem comprovar a ligação do Zika Vírus com a Microcefalia. A partir dessas informações, puderam avaliar as notícias que circulam na mídia e nas redes sociais, discutir ideias e entender o que é verdade e o que é mito sobre essas doenças e suas formas de contágio.

Colaboração: Carolina Sperandio, coordenadora pedagógica na Unidade Granja Vianna, do Colégio Rio Branco.