Estudante e influencer lança versão 3.0 de cartilha para ajudar jovens a estudarem para o Enem

Estudante e influencer lança versão 3.0 de cartilha para ajudar jovens a estudarem para o Enem

A iniciativa visa colaborar com educadores e alunos em todo o país, principalmente em um cenário de pandemia e dúvidas sobre a realização da prova.

Colégio Rio Branco

13 de julho de 2021 | 07h00


Desde que tirou a nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2018, o estudante universitário Lucas Felpi vem criando conteúdo gratuito para a internet em seus canais no Instagram, YouTube e TikTok, o que o transformou em um influenciador na área da educação, com milhares de seguidores.

Felpi é ex-aluno da Unidade Granja Vianna do Colégio Rio Branco e além do sucesso no exame, também passou em vestibulares e processos seletivos de universidades públicas nacionais e instituições internacionais. Optou pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, onde cursa Ciência da Computação e Ciência Política.

O bom desempenho na área acadêmica e o sucesso nas redes sociais foram oportunidades que o estudante encontrou para ajudar outros jovens de todo o Brasil, com dicas sobre estudos, dia a dia escolar, provas e vestibulares.

Como resultado dessas iniciativas, um dos projetos do universitário é a “Cartilha Redação a Mil”, que reúne uma coletânea com as redações que obtiveram a nota máxima na última prova.

No início de julho, depois da primeira e segunda produzida nos anos anteriores, foi lançada a terceira edição da publicação em versão online – gratuita e disponível para download.

“A cartilha tem sido cada vez mais importante para o cenário educacional do país, ainda mais em tempos de pandemia. Esse ano pude perceber, ainda mais, o quanto esse material se transformou em peça fundamental para estudantes, professores e instituições”, explica.

Segundo Felpi, a nova edição está ainda melhor, já que ganhou a parceria da professora de Língua Portuguesa, Débora Menezes, responsável pelas análises de 24 dos 28 textos que obtiveram 1.000 pontos na redação da prova realizada em janeiro e referente a 2020, com o tema “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”.

“Agora os alunos têm a oportunidade não só de estudar, entender e interpretar os textos do seu próprio jeito, como ter o olhar e a análise de uma especialista. Nem todos os textos nota mil são perfeitos, então a cartilha ajuda a apontar erros e extrair o que as redações têm de melhor”, explica Lucas.

O contato com estudantes de todo Brasil fez Lucas conhecer um pouco mais sobre as dificuldades e diferentes realidades na área da educação, o que ficou ainda mais latente com a pandemia, a falta de acesso e estrutura dos estudantes da rede pública de ensino e a demora na vacinação.

Sobre o próximo Enem, que deve acontecer no mês de novembro e as perspectivas para o futuro da prova, que é uma das mais importantes ferramentas de acesso ao ensino superior no Brasil e no exterior, ele é taxativo:

“Acredito que o Enem possa ser, assim como o último, injusto. Ainda é um momento muito delicado de pandemia e ainda não sabemos se será realizado com toda a segurança, porque o último não foi. Houveram muitos problemas como a aplicação nas salas, superlotação, falta de controle sanitário e não sabemos o que deve melhorar, além disso, pouquíssimo tempo entre uma prova e outra, o que prejudica principalmente os treineiros – que devem fazer essa edição para valer. É pouco tempo para quem normalmente tem um ano para estudar e controlar o nervosismo”.

Sobre a relação Enem x Covid, ele destaca “o que mais me frustra é nunca saber realmente o impacto que tem uma prova aplicada [nessa dimensão] e uma pandemia. Vimos muitos problemas e nunca saberemos quantos familiares foram perdidos por alunos que eventualmente contraíram o vírus durante a prova e levaram para casa, o que jamais seria culpa deles. E não sabemos o que a realização do exame ainda pode trazer em um cenário sem vacina suficiente para todos os estudantes do país”, conclui.

Apesar das observações, o estudante aponta como aspecto positivo e que deve ser aprimorado, a realização do Enem Digital e destaca a necessidade de uma maior transparência e rapidez na divulgação dos dados, com a produção de um material que dê acesso aos apontamentos dos corretores em todos os textos que obtiveram nota máxima.

A Cartilha Redação a Mil 3.0 é um projeto extraoficial e independente e conta com o apoio do Colégio Rio Branco.

Acesse a cartilha:https://www.lucasfelpi.com.br/redamil

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