Ensino Híbrido: conectividade aliada à educação

Ensino Híbrido: conectividade aliada à educação

Será que essa moda pega? * Por Karina Costa Bisson

Colégio Rio Branco

13 Abril 2016 | 11h16

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É intrigante observar o quanto a educação vem evoluindo rápido quando o assunto é o ensino apoiado pelo uso da tecnologia. As novas ferramentas tecnológicas têm oferecido cada vez mais aos educadores a oportunidade de rever antigas práticas.

Como de praxe em diversas escolas, no início do ano, o Colégio Rio Branco ofereceu aos seus educadores um momento de formação, com palestras e encontros educacionais voltados para o aprimoramento profissional e o aperfeiçoamento de prática. E foi nesse encontro, em janeiro desse ano, que falou-se sobre essa nova metodologia de ensino. Confesso que no início senti um certo desconforto, pois como a maioria dos educadores, fiquei insegura e com medo do desconhecido. Mas ao mesmo tempo, estava lançado um novo desafio.

Curiosa que sou, pesquisei um pouco mais sobre o assunto. Encontrei muitos materiais na internet, como cursos online, sites específicos sobre o assunto e relatos de outros educadores e estudei mais a teoria, buscando assim, segurança para aplicar esse novo conhecimento em sala de aula. Aos poucos, entendi mais sobre essa proposta que, originalmente nomeada de blended learning, alterna momentos em que o aluno estuda sozinho, em ambiente digital ou analógico, e em grupo, momento em que interage com seus colegas e professores. A chave dessa metodologia é o protagonismo, onde o aluno deve buscar o conhecimento segundo seus próprios interesses.

O desafio maior dessa proposta para o educador é deixar de ser a primeira fonte de informação e conhecimento e passar a ser apenas o mentor que guia e direciona a aprendizagem dos alunos.

Eis que chegou o dia de colocar em prática o que foi estudado e, para minha surpresa, as aulas têm sido um sucesso. Os alunos adoraram a nova proposta e têm se apropriado cada vez dessa nova metodologia de ensino. Sinto-os estimulados nesse momento e felizes em poder partilhar novos saberes com os colegas e professores.

Porém, para que esses momentos funcionem bem, é preciso preparar as aulas com antecedência e orientar os alunos quanto às propostas. No modelo de rotação por estações que temos adotado nas aulas de Matemática, um determinado conteúdo é desenvolvido por meio de diferentes linguagens, dentre elas a digital, e os alunos devem passar por todas ao longo da aula. É importante também que o aluno aprenda a gerir seu tempo de trabalho em cada estação e, para isso, costumo deixar um cronômetro posicionado na frente da sala.

Desde que me tornei educadora noto que no Brasil seguimos muitas tendências educacionais que se perdem no tempo. Algumas por realmente não serem adequadas, outras por serem apenas tendências que se equiparam ao momento sociocultural vivido.

Em sala de aula, deparamo-nos cada vez mais com alunos bem estimulados no que diz respeito ao uso da tecnologia e, como educadores, precisamos nos adaptar a esse novo momento, e além de tudo, estar preparados para lidar de maneira positiva com esses recursos, ao invés de barrar seu uso. Temos que aliar o conhecimento e a facilidade dos alunos em utilizar as novas tecnologias aos nossos objetivos educacionais.

Pensando no Ensino Híbrido ligado à vida contemporânea, digo com segurança que sim, essa moda pega. Essa nova metodologia de ensino veio como aliada aos novos tempos e, se queremos atingir verdadeiramente os nossos alunos, temos que nos conectar também a realidade deles, buscando assim atingir aquilo que todo educador almeja: a certeza de que estamos agregando novos saberes.

* Karina Costa Bisson é  professora do 3° ano do Ensino Fundamental, na Unidade Granja Vianna, do Colégio Rio Branco.