Crianças: como a escola pode ajudar as famílias em época de isolamento social

Crianças: como a escola pode ajudar as famílias em época de isolamento social

Colégio Rio Branco

15 de abril de 2020 | 13h18

Foto: reprodução (iStock)

Tanto os educadores, como as crianças e as famílias estão sentindo falta do dia a dia e da dinâmica normal da escola. A nova rotina de isolamento tem desafiado a sociedade a pensar em adaptações de espaços de trabalho, de convivência, de prioridades e a refletir sobre formas de se relacionar e de aprender.

Os professores estão em casa sendo estimulados a planejar atividades para o ambiente virtual e de interação a distância com diversos recursos tecnológicos como vídeos, hangouts meet e o uso de plataformas digitais. Não se trata, simplesmente de uma transposição de modelo, do presencial para o virtual, uma vez que exige adequação de metodologia e linguagens.

“O Colégio Rio Branco escolheu o caminho da interatividade entre alunos e professores, adequada à idade de cada aluno e às condições de tecnologia, não apenas da escola e da família, mas do fluxo de dados e infraestrutura com uma hiper demanda mundial, em função da pandemia”, explica Esther Carvalho, diretora-geral do Colégio Rio Branco.

Cientes que as dinâmicas familiares estão vivendo um momento atípico, que inclui conciliar home office, tarefas domésticas e os cuidados com os filhos, a escola apresentou, além das propostas escolares, orientações e sugestões para as famílias em sua rotina de isolamento, procurando manter o equilíbrio, a segurança e o desenvolvimento das crianças.

  • Manter os horários de acordar e dormir durante a semana para dedicar-se às atividades escolares e para brincar, assim como a rotina de cuidados com a higiene e alimentação.
  • Usar as plataformas digitais para comunicação com a escola e colegas para jogos, bate-papos e reuniões virtuais com professores.
  • Em casa, podem ser exploradas brincadeiras que envolvam equilíbrio corporal, concentração e movimentos associados a ritmos.
  • Por meio da contação de histórias, a criança pode ser desafiada a representar partes de que mais gostou, utilizando desenho, fala ou pintura e a criar uma nova história.
  • A criança pode ser estimulada a observar, cuidar e acompanhar o crescimento de uma planta ou ler sobre animais, natureza, assistir a vídeos com essas temáticas.
  • Visitas virtuais podem ser exploradas em instituições que dispõem desse recurso em suas páginas, como: Era Virtual: eravirtual.org; Museu Afro-Digital de Memória Africana e Afro-Brasileira: www.museuafrodigital.com.br; Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília: www.museuvirtual.unb.br; Museu da Imagem e do Som de São Paulo: www.mis-sp.org.br; Nacional de Arte: www.nga.gov; Museu da Pessoa: www.museudapessoa.org
  • Para ampliar o repertório linguístico em outro idioma, é interessante que a criança assista a filmes e desenhos em inglês ou fale algumas palavras da vida diária com seus familiares.
  • As crianças podem e devem praticar a leitura com livros, filmes e gibis e a escrita, registrando, por exemplo, listas de brinquedos, brincadeiras da família, alimentos de que mais gosta ou não. Crianças gostam de fazer listas de diferentes tipos e podem ilustrá-las depois.
  • Explorar atividades que estimulem o raciocínio lógico e o pensamento matemático.
  • Estimular o corpo e o desenvolvimento motor com alongamentos, relaxamentos, dança, manuseio com argila e massinhas.

Juntos, com resiliência, solidariedade e afeto, esse momento difícil de amplitude global que requer união, colaboração e responsabilidade poderá ser melhor superado.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.