Confira 5 dicas para se preparar para os vestibulares

Confira 5 dicas para se preparar para os vestibulares

assessoriaimprensa

24 de maio de 2022 | 05h30

Teo Sidarta, coordenador do pré-universitário do Colégio Rio Branco e licenciado em Química pela USP, fala sobre como o vestibulando pode se preparar, tanto em termos de conteúdo quanto emocionalmente

A fase de preparação para os vestibulares traz muitas dúvidas sobre como estar pronto para os processos seletivos e qual o caminho até lá, tanto em relação aos conteúdos das provas, como ao preparo socioemocional desse estudante.

Teo Sidarta, coordenador do pré-universitário do Colégio Rio Branco e licenciado em Química pela USP, dá dicas de como se preparar nesse semestre que antecede a fase de vestibulares.

Tenha um cronograma semanal

“É extremamente importante dividir sua semana em horários determinados para cada componente curricular, desenvolvendo um hábito de estudo. O que muitos alunos pré-universitários fazem é estudar no período da tarde a matéria que foi dada em aula pela manhã”, explica Sidarta. Além disso, ele recomenda fazer, ao menos, duas redações por semana e realizar alguns simulados, se preparando para o ritmo da prova.

O cronograma deve ser semanal para que, assim, seja possível fazer pequenas alterações e ajustes no plano de estudos, sempre de forma gradativa. Não se esqueça, também, de colocar os momentos de lazer e descanso no cronograma semanal, incluindo uma rotina de sono regular de acordo com suas necessidades.

Fracione os estudos de cada matéria

Estudar por mais de uma hora um único conteúdo diminui a produtividade e atenção, de forma que intercalar matérias de exatas com linguagens e humanas, por exemplo, é bastante estratégico. Também é essencial descansar entre essas matérias, fazer um intervalo, para garantir que as informações se consolidem em nosso cérebro.

O coordenador também sugere: “Distribua o tempo de estudo ao longo da semana e não insista em todo o conteúdo de uma matéria no mesmo dia. É mais eficiente fracionar e ver o mesmo conteúdo várias vezes, porque o resultado vem da repetição e não da quantidade”.

Conheça e treine seu limite

A dica é cronometrar o seu tempo de estudo e, assim que ficar cansado, parar o cronômetro e analisar quanto tempo você aguentou estudar sem se cansar. Assim, você vai descobrir o seu limite e será possível planejar seus estudos com base nesse conhecimento, rendendo muito mais. Ao longo das semanas, aumente gradualmente a duração do seu estudo, educando seu corpo a entender sua necessidade por mais tempo de foco, “como uma ida à academia”, brinca Sidarta. Cansou em 30 minutos? Estude 35 na semana seguinte, e assim por diante.

Encontre atividades enriquecedoras para o descanso

Os momentos de descanso, seja durante a semana ou no final de semana, são essenciais e devem ser preenchidos por atividades que dão prazer e completude ao vestibulando. No entanto é possível encontrar hobbies e passatempos que beneficiem o seu desempenho cognitivo.

“A atividade esportiva regular e a leitura de livros que não necessariamente estão na lista do vestibulares são excelentes formas de exercitar o cérebro de maneiras diferentes. No caso da leitura, escolher livros que se relacionem com temas presentes no Enem, como temáticas históricas ou sociológicas, é uma ótima pedida!”. Outro ótimo passatempo são as palavras cruzadas, que enriquecem o vocabulário para a redação e treinam a cognição.

Cuide de você

“Com a volta para o presencial, o estudante que está no terceiro ano agora fez, praticamente, os dois primeiros anos do Ensino Médio online. Logo, a sensação que fica é a de que ele acabou de chegar ao Ensino Médio. São tempos complicados, então o vestibulando não deve se comparar com os outros. Foque no quanto você evoluiu a cada dia, a cada semana e a cada mês, sempre olhando para você”, orienta o coordenador do Colégio Rio Branco.

Por fim, é importante encontrar suas próprias “válvulas de escape”, que, para alguns, é meditação, outros esportes ou outras atividades de lazer. De qualquer forma, não deixe de procurar ajuda quando for preciso, até mesmo na própria escola.

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