Vida escolar e a participação da família
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Vida escolar e a participação da família

Poliedro

06 Setembro 2016 | 16h54

Ao partirmos deste tema, a primeira reflexão que nos vem à mente, provavelmente, seja a dos papéis de cada uma destas instituições: família e escola. O intuito dessa reflexão é pensarmos na importância da parceria entre elas, independentemente de qual seja o papel de uma ou de outra.

A professora Rosinete da Conceição Lopes destaca, em sua monografia intitulada “A importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos”, na Universidade Federal do Tocantins, “que escola e família em âmbito geral devem trabalhar com os mesmos objetivos, que é fazer com que a criança se desenvolva em todos os aspectos e tenha sucesso na sua aprendizagem. É nesse sentido que se justifica a importância de a intervenção propor uma parceria família – escola para o melhor desenvolvimento emocional e intelectual da criança no contexto investigado”.

O incentivo da família faz toda a diferença no processo de ensino – aprendizagem. O acompanhamento da família é muito importante em todos os momentos e afeta positivamente a autoestima. Fez toda a diferença para mim, por exemplo, ver os olhos da minha mãe, cheia de orgulho, quando fui receber o tão sonhado diploma do curso de Pedagogia depois de todo o apoio recebido durante o período do curso.

Quando a família acompanha o desenvolvimento escolar dos seus filhos, as habilidades sociais, comportamentais e intelectuais são incentivadas e ampliadas, pois partem de trocas de experiências que acontecem tanto na sala de aula quanto na mesa de jantar. E elas vão aparecer nos diversos momentos em que ocorre o intercâmbio de informações, seja em uma boa e animada conversa com colegas ou em uma conversa mais séria em uma situação importante.

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Quando a parceria é verdadeira, ambos são beneficiados pelo conhecimento que adquirem um com outro, visto que ao se conhecerem melhor conseguirão resolver com maior facilidade situações desafiantes que aparecem no dia a dia.

No momento em que os pais procuram a escola para conhecer o projeto político-pedagógico e o trabalho da direção, da coordenação e do corpo docente, passam também a conhecer o contexto em que seus filhos estão inseridos, e isso é fundamental para ajudá-los nas lições de casa, pois a partir desse momento sentem-se mais aptos e seguros para exporem suas opiniões.

E, também, quando a escola passa a conhecer melhor esse aluno e a sua família, a possibilidade de intervenções positivas no dia a dia do estudante aumenta muito.

Todavia, é importante observar a diferença entre o simples ‘cobrar’ e o verdadeiro acompanhamento, como aponta a autora Amanda Ferreira: “Os pais precisam entender, no entanto, que acompanhar a vida escolar dos filhos não deve significar apenas cobrar. O acompanhamento pressupõe muito mais do que isso. É necessário estimular, motivar, valorizar, ensinar, conversar, prestigiar, discutir. Nessa parceria, a cobrança é a última ferramenta a ser utilizada”.

A correria do dia a dia torna esse acompanhamento um grande desafio, mas é importante lembrar que qualidade vale mais que quantidade. Independentemente da quantia de tempo que temos para estar com nossos filhos, é fundamental que esse tempo disponível seja só deles. É necessário conversar, estudar, estar presente. E o afeto sem dúvida é o maior motivador.

O mundo já é suficientemente crítico. Sejamos, então, encorajadores de pessoas!

Por Letícia de Azevedo

Consultora pedagógica do Sistema de Ensino Poliedro

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