Timidez no ambiente escolar
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Timidez no ambiente escolar

Poliedro

12 Abril 2016 | 15h14

Para pedagoga do Sistema de Ensino Poliedro, a dificuldade de interação merece atenção quando compromete o rendimento escolar

Geralmente a preocupação de pais e professores é dirigida às crianças mais desinibidas e arteiras. Porém, é preciso ficar atento, pois por trás do comportamento impecável de alguns alunos pode existir um problema em potencial no rendimento escolar.

Leticia de Azevedo, pedagoga e consultora pedagógica do Sistema de Ensino Poliedro, explica que a razão do isolamento, dos alunos mais tímidos, envolve diversos fatores pessoais e psicológicos e, neste cenário, a postura dos educadores torna-se decisiva. “A timidez é uma característica que permeia todas as idades e segmentos. Bem trabalhada no ambiente educacional, proporciona uma maior chance de, com o passar do tempo, o aluno adquirir uma maior autoconfiança em si e também respeito e credibilidade no outro”.

A causa do comportamento introspectivo de um aluno, muitas vezes, está relacionada à falta de confiança na hora de se expressar, ou não conseguir dizer suas dúvidas quando enfrenta dificuldades. “Isso acontece, pois eles tendem a valorizar demais a opinião de colegas mais extrovertidos e deixam a sua de lado, temendo se expor e não contribuir”, conta a pedagoga.

Dessa forma, um ambiente de aprendizado acolhedor, aberto a diferentes opiniões, é importante para encontrar o equilíbrio entre a condição do aluno e a necessidade de fazer com que ele interaja e seja atuante em aula. “O professor não deve expor os alunos em momento algum, ao contrário, deve valorizar cada participação, mesmo que bem pequena e dessa forma a confiança em si e no outro vai crescendo e criando um clima mais harmônico e equilibrado”, afirma Leticia.

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Incentivando a participação dos alunos tímidos

O processo de educação deve ser sempre participativo. Uma boa maneira para fazer com que os alunos se sintam mais à vontade é convidá-los para participar das atividades inseridas dentro da rotina em sala de aula. “Isso impede que eles sejam surpreendidos com situações onde não estejam minimamente preparados para se exporem, pois certas surpresas podem causar a retração”, comenta Leticia.

Planejar aulas com dinâmica de grupo também pode ser a chave para evitar as famosas “panelinhas”. “Organizar a sala de aula para favorecer o contato entre os alunos pode ajudar muito, além de facilitar a interação entre eles. Dessa forma, é possível também diversificar a composição dos alunos dentro dos grupos de trabalho”.

Porém, nem sempre a melhor opção é agrupar tímidos e extrovertidos. “O importante é promover várias situações para que todos os alunos se conheçam”. Outro caminho é explorar o talento do estudante em aulas, como uma forma menos assustadora de envolvê-lo sem a ameaça do medo de errar. “Uma vez que estejam mais confortáveis em falar, eles podem, aos poucos, ficarem mais confiantes em compartilhar suas ideias e pensamentos também”, conta a pedagoga.

Após esses incentivos, vale lembrar que elogiar as produções, e mostrar que percebe e valoriza o desenvolvimento intelectual e o crescimento comportamental, é fundamental como forma de estimular ainda mais participação do aluno. “É importante que os professores reforcem a autoestima e a participação, porém respeitando o tempo de cada indivíduo”, conclui Leticia.

Sistema de Ensino Poliedro