Saúde emocional: aluno e família
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Saúde emocional: aluno e família

Poliedro

14 de abril de 2021 | 17h53

O mundo todo está passando por um período de incertezas e é impossível ignorar o grande impacto que esse momento tem na saúde mental das pessoas. No caso de crianças e adolescentes, esse impacto é ainda maior.

Mais do que nunca, é um momento em que a escola precisa oferecer suporte emocional para os alunos e familiares, mesmo à distância, e esse apoio pode ser feito de diferentes formas, como por meio de atividades, compartilhamento de informações e acompanhamento da orientação educacional.

Alunos em tempos de isolamento social

Com a necessidade do distanciamento social, diversos aspectos se tornaram ainda mais complexos.

Normalmente, os jovens têm uma tendência a se ‘afastarem’ da família durante a adolescência, já que essa fase costuma ser o auge de suas vidas sociais. Mas no momento que entramos na quarentena, eles acabaram perdendo o contato com amigos e colegas, gerando muita apreensão.

Essas incertezas se intensificam ainda mais para alunos dos últimos anos do Ensino Médio, que não sabem ou ficam com receio sobre o que pode acontecer com os vestibulares e exames para ingresso nas faculdades. Muitos estudantes ainda encontram dificuldades em manter uma rotina de estudos fora do ambiente escolar.

Dificuldades no ambiente familiar

Com o isolamento social, os alunos também tiveram de se adaptar a uma nova rotina, na qual eles são obrigados a conviver 24h com os pais dentro de suas casas.

É importante que a escola engaje a família em cada etapa dessa nova cultura de aprendizagem. É possível convidar os pais e responsáveis para reuniões virtuais em que podem ser abordados temas como transformação digital, saúde, ansiedade e o uso das ferramentas disponíveis.

O acompanhamento da saúde emocional dos alunos

É essencial que orientadores educacionais ofereçam apoio aos estudantes. A primeira coisa a ser feita é conversar com os jovens para que eles exponham seus sentimentos, anseios e reflexões.

Mas diversas outras atividades também podem ajudar nesse processo, como meditação, roda de conversa e momentos de troca de informações com os colegas. O importante é que haja um atendimento com mais sensibilidade.

Tanto a orientação educacional quanto a coordenação pedagógica também devem orientar os alunos em como manter uma rotina de estudos e utilizar da melhor maneira possível as ferramentas digitais. Os jovens são habilidosos com tecnologia, mas muitas vezes não sabem usar todos os instrumentos que têm a seu dispor.

Não podemos esquecer da orientação aos pais. Esse ponto, que sempre foi muito importante, é ainda mais relevante durante esse período de isolamento social. Com os pais é possível abordar assuntos como saúde mental, saúde na adolescência, entre outros.

Desenvolvimento de atividades escolares

Manter uma rotina parecida com a que o aluno tinha presencialmente na escola tem um papel importante para manter a estabilidade emocional do estudante durante o período de isolamento.

Quando falamos sobre alunos do Ensino Infantil, deve haver um equilíbrio na quantidade de atividades enviadas para não sufocar as famílias. Muitos pais estão trabalhando e não conseguem dar conta de realizar atividades com os filhos. Crianças não têm autonomia e precisam de auxílio até mesmo para as coisas mais simples, como comer e tomar banho.

Por isso, é necessário um cuidado extra na hora de desenvolver as atividades para esses alunos, sempre deixando muito claro para os pais o objetivo e a importância das atividades propostas.

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