O ensino de línguas estrangeiras com o auxílio de ferramentas tecnológicas
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O ensino de línguas estrangeiras com o auxílio de ferramentas tecnológicas

Poliedro

01 Março 2016 | 15h31

O desenvolvimento rápido e contínuo de novas tecnologias tem influenciado a maneira de ensinar, criando novas maneiras de se transferir os conteúdos para os alunos que aprendem um idioma estrangeiro. Nas aulas de línguas, a introdução de novas mídias promove não só mais eficiência no trabalho do professor como mais motivação e interesse por parte dos alunos.

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Alunos durante aula de Alemão no Colégio Poliedro

Este resultado positivo pode ser explicado pelo aumento da autonomia dada ao aluno ao entrar em contato com algumas ferramentas tecnológicas.

Segundo a professora Cathy N. Davidson, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mais da metade das crianças que ingressaram no Ensino Fundamental no ano de 2011 terão empregos que ainda não são conhecidos nos dias de hoje. Usando os exemplos de Salman Khan em seu livro, Um mundo, uma escola – A educação reinventada, quem imaginava há alguns anos atrás uma pessoa exercer a profissão de desenvolvedor de aplicativos ou mesmo engenheiro de computação de nuvem?

Diante desses exemplos, não é de se estranhar que ocorram muitas surpresas nas próximas décadas no que diz respeito a quais conhecimentos nossos jovens terão que ter adquirido neste mundo globalizado e dinâmico.

De acordo com o sociólogo e jornalista francês Frédéric Martel, não precisamos de visto e nem temos controle alfandegário para entrarmos na internet na maioria dos países do mundo. Mas existem fronteiras simbólicas, sobretudo, a língua.

Certamente o conhecimento de línguas estrangeiras será decisivo e um grande desafio para essa geração. E, para isso, nossas crianças e nossos jovens precisam muito mais do que simplesmente absorver um conteúdo: eles precisam aprender a buscar o conhecimento necessário para uma determinada época.

PrintAs diversas ferramentas tecnológicas proporcionam uma maneira de se construir esse conhecimento de uma forma individual e, principalmente, prazerosa.

As técnicas de ensino têm evoluído ao longo do tempo, sobretudo nos últimos vinte anos. Essas técnicas foram se desenvolvendo até serem confrontadas com o ambiente decorrente de um mundo globalizado e interconectado pela internet.

O impacto deste “novo mundo” é evidente no ambiente educacional de hoje e torna-se muito frustrante para um professor deparar-se frequentemente com o desinteresse dos alunos em sala de aula diante de um tema abordado de forma expositiva. Esse desinteresse contrasta, no entanto, com o entusiasmo com queesses mesmos alunos acessam seus celulares e tablets em uma frenética busca por interação, interconectividade e informação livre. Fica óbvia a necessidade de integrar esse mundo tecnológico de hoje ao dia a dia das salas de aula de maneira a aumentar o desempenho do aprendizado e a motivação.

Principalmente nas aulas de línguas estrangeiras, a introdução de ferramentas tecnológicas tem aumentado significativamente a eficiência na transferência de conhecimento e o interesse dos alunos pelo conteúdo apresentado. Além disso, possibilita o aprendizado individualizado e autônomo, no momento da aula e também posteriormente.

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Há, portanto, a necessidade de mudar a maneira de ensinar e interagir com esta geração multimídia. Incluir o mundo digital no dia a dia do estudante tornou-se o desejo de muitos professores que estão atentos a essa nova situação.

O avanço tecnológico dos últimos vinte anos superou tudo o que veio antes na história da humanidade. O impacto da globalização e da interconexão no mundo de hoje não foi ainda totalmente compreendido. Na área do ensino os professores encontram-se diante do desafio de tentar falar a linguagem de uma geração que já nasceu conectada. Uma aula expositiva no sentido clássico está bem distante de poder prender a atenção dos jovens de hoje por não possuir o nível de interatividade requerido por eles e não permitir o controle da velocidade e direção de aprendizado pelo ouvinte.

A quebra de paradigma ocorre porque o mesmo fator que gerou o desequilíbrio produz também a forma de superá-lo. A cada minuto novas ferramentas digitais são produzidas e ofertadas no mercado e novas e mais imaginativas utilizações são descobertas. Há muitos exemplos de escolas e professores nos dias de hoje que já utilizam esses recursos tecnológicos em sala de aula ou para aprimoramento individual.

No entanto, não há um padrão regular de utilização entre todas as escolas no Brasil, pois são poucas as que possuem acesso a esses recursos. Há ainda a necessidade de treinamento dos professores para dominar uma linguagem com a qual não estão acostumados e aprender a lógica inerente a este novo método de ensino. O professor atual precisa aprender essa linguagem e os meios de acesso a esse universo digital para que tenha segurança nos momentos de utilização dessas ferramentas em sala de aula.

Alunos do Poliedro participam de workshop realizado em parceria com o Goethe-Institut

Alunos do Poliedro participam de workshop realizado em parceria com o Goethe-Institut

O conhecimento linguístico e pedagógico, obviamente, é indispensável, mas não há como negar a importância e eficiência desses recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem para esta nova geração. Eles proporcionam a aprendizagem investigativa e colaborativa, no ritmo do aluno e, sobretudo, promovem a independência e a capacidade da busca do conhecimento. Na realidade, este é um caminho sem volta, pois a cada dia que passa o desenvolvimento tecnológico nos brinda com novas e mais interessantes maravilhas e as gerações de estudantes se mostram cada vez menos dispostas a abrir mão desse seu mundo digital para ir à escola: é necessário que a escola faça parte deste mundo digital para alcançar o aluno.

Ieda Maria Duarte Pires da Costa

Professora de Alemão no Colégio Poliedro

 

(Referências bibliográficas)

KHAN, Salman. Um mundo, uma escola – A educação reinventada. 1ª Ed. Intrínseca, 2013.

TONUS, Mirna e CAMAS Nuria Pons Vilardell. Tecendo Fios na Educação: da informação nas redes à construção do conhecimento mediada pelo professor. 1ª Ed. CRV, 2012.

SALOMO, Dorothé. Jugendliche lernen anders. Disponível em:.

 

Todos os projetos e exemplos mencionados neste blog referem-se às Unidades Sedes do Poliedro.