O Dia Mundial da Água e uma pergunta para todos: “Você é consciente?”
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O Dia Mundial da Água e uma pergunta para todos: “Você é consciente?”

Poliedro

22 Março 2016 | 16h18

O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU em 22 de março de 1992 com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação desse bem natural tão valioso.

Em 2015, a crise hídrica vivida em no país foi mais do que um grande alerta para todos os brasileiros. Os cidadãos sentiram na pele o que significa não ter água disponível para o uso cotidiano. Em algumas cidades o problema foi mais sério, como por exemplo em Itu, no interior de São Paulo, em que, para dar suporte aos munícipes, a prefeitura teve que disponibilizar caminhões-pipa que passavam pelos bairros mais afetados para oferecer o precioso líquido para a população.

O nível do principal reservatório que abastece São Paulo, o Cantareira, chegou a índices tão baixos que foi necessário recorrer ao volume morto, ou seja, utilizar a água que estava locada abaixo dos coletores usados pela empresa responsável por este serviço para conseguir manter água em vários bairros da capital paulista ou de cidades que compõem a região metropolitana da grande São Paulo.

O governo do estado e as prefeituras de vários municípios foram obrigadas a impor racionamento, liberando água somente em certos horários, o que afetou a rotina de milhares de brasileiros.

Como medida para conter o consumo, foram criadas taxas adicionais para quem mantivesse o gasto de água lá em cima e, em contrapartida, as pessoas que reduzissem o uso em suas casas ou os empresários que conseguissem racionar teriam descontos em suas contas mensais.

A população entendeu e a maioria aderiu ao esforço. Essa economia foi primordial para superar um momento de grande dificuldade. O período das chuvas voltou. Os reservatórios recuperaram boa parte da água disponível regularmente. As lições, aparentemente, foram aprendidas. Será?

Cartazes elaborados para o projeto

Cartazes elaborados para o projeto “Água para todos”

Neste sentido, ou seja, o de aprender com os ensinamentos que nos são oferecidos no cotidiano, num esforço real de aprendizagem de contexto, ficou claro que as escolas precisam atuar com os alunos e as famílias no sentido de esclarecer e conscientizar para que todos, de fato, se mobilizem contra novas situações de penúria em relação a crise hídrica.

No Colégio Poliedro, por exemplo, foi desenvolvido com os alunos do 6º ano, em 2015, o projeto “Água para todos”, como parte de um conjunto de ações relacionadas à preservação do meio ambiente já tomadas pelo grupo Poliedro (Colégios, Cursos e Editora), que visam diminuir o consumo de água, substituir os recursos descartáveis (como copos plásticos) por canecas, instalar torneiras com vazão controlada de água nos banheiros, utilizar lâmpadas econômicas em suas várias instalações, compor frota de veículos da empresa que sejam flex e que usem primordialmente etanol como combustível, reciclagem do óleo utilizado para a produção dos alimentos consumidos pelos funcionários, uso de caixas acopladas nos vasos sanitários, entre outras medidas.

Cisterna construída por alunos do Colégio Poliedro

Cisterna construída por alunos do Colégio Poliedro

Cisterna construída por alunos do Colégio Poliedro

Cisterna construída por alunos do Colégio Poliedro

Os alunos do 6º ano, por sua vez, conduzidos pela professora Adriana Wurm, foram instados a pensar sobre o tema a partir de um questionamento básico inicial: “Até que ponto você é um cidadão consciente?”.

O que significa ser consciente é um primeiro questionamento para que os alunos se sintonizem quanto ao fato de sua responsabilidade em relação ao mundo que os cerca. Não são seres passivos, são ativos. Consomem água, produzem lixo, tem acesso a recursos e serviços e precisam saber o que isso representa para o meio ambiente.

O trabalho foi conduzido de forma lúdica, com uma linguagem mais acessível aos alunos, buscando respostas bem construídas ao longo da história que ajudaram a humanidade a solucionar questões ambientais sérias como a crise hídrica, a poluição de rios, o excesso de dejetos jogados na atmosfera pelos automóveis e indústrias, a contaminação dos lençóis freáticos pelo uso de pesticidas na agricultura, o acúmulo de lixo em áreas urbanas e seus riscos…

Parcerias com outras disciplinas, como arte e literatura, que levaram à confecção de cartazes que representassem o “planeta ideal”, também contribuíram para este processo reflexivo em torno da questão da água e da preservação do planeta. A busca de um modelo sustentável de desenvolvimento é a meta, mas os alunos perceberam que a grande questão é: como podemos chegar lá?

As pesquisas dos alunos resultaram em debates, produções escritas e, é certo, mais consciência em relação ao tema entre todos eles. A produção mais destacada, no entanto, foi o registro em vídeo de sugestões quanto ao uso racional da água a partir de pequenas alterações nos hábitos diários de cada aluno participante.

Esta pequena contribuição (82 vídeos) dos alunos e da professora foram compartilhados pela internet, através do YouTube, com o intuito de motivar outras escolas e estudantes a, igualmente, se mobilizar pelo meio-ambiente. Conheça mais sobre esta iniciativa assistindo aos vídeos do Ensino Fundamental do Colégio Poliedro em Projeto Água para Todos. E que cada vez mais e mais crianças e jovens brasileiros se engajem nesta luta pela preservação da natureza.

Obs.: Para saber mais sobre as iniciativas do Poliedro em relação ao meio-ambiente, acesse o Projeto Ecoconsciência na internet.

Por João Luís de Almeida Machado

Supervisor pedagógico em Tecnologia Educacional e curador do projeto YouTube Edu

 

Todos os projetos e exemplos mencionados neste blog referem-se às Unidades Sedes do Poliedro.