Gestão inovadora para uma escola em transformação
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Gestão inovadora para uma escola em transformação

Poliedro

29 Novembro 2016 | 16h53

Por Marilene Fogaça

Estamos vivendo em tempos de grandes mudanças. Em um mundo altamente competitivo e em constante transformação, as escolas, bem como outras instituições, precisam se atualizar continuamente.

Hoje, a sociedade exige profissionais cada vez mais preparados e que se habituem a uma rotina que inclua formação contínua, busca pela inovação, criatividade e postura empreendedora.

O conhecimento não se limita apenas às paredes da sala de aula. Ele está em todos os lugares, por todos os espaços onde circulam os profissionais da Educação. Profissionais que devem se tornar verdadeiros agentes na transformação de um espaço educacional mais acolhedor, mais participativo, mais integrado entre alunos, professores e comunidade escolar.

Quando se trata de professores, essa relação só existe quando a formação do educador serve como instrumento para ajudá-lo a compreender sua realidade e a atuar como protagonista na sua prática diária.

Vale lembrar que somente posturas claras e objetivas dos gestores desse processo poderão orientar e conduzir o corpo docente a novos desafios. Na área educacional, efetuar uma mudança de atitude pode ser um processo lento, porém, plenamente possível, mesmo que alguns frutos sejam colhidos somente a longo prazo.

Para um gestor educacional, ter habilidade no trato com as pessoas é fundamental, pois sempre haverá conflitos onde existem grupos convivendo. Essas divergências precisam ser identificadas, principalmente em suas características fundamentais (intergrupais ou interpessoais), para que o gestor possa, com postura firme e colaborativa, intervir nos momentos conflituosos, conduzindo os desacordos à negociação.

É importante que todos possam se colocar, em que o respeito pelas diferenças faça a competitividade se tornar algo saudável, não prejudicando a normalidade do ambiente educacional tão sensível aos conflitos.

O que podemos ressaltar é que a ausência de uma visão gerencial inovadora, associada a pouca valorização do capital humano, é uma realidade em muitas das instituições educacionais, o que ocasiona falta de processos de qualidade, mal atendimento ao cliente, acomodação dos profissionais e até falta de perspectiva futura nos alunos, algo que pode até mesmo causar evasão escolar.

Ao se pensar em uma escola que atenda às solicitações do sistema educacional atual, é preciso, segundo uma visão holística, repensar não só o projeto pedagógico e o corpo docente, mas também o lado gerencial responsável por promover o desenvolvimento organizacional, capacitação do educador, missão, valores e premissas implementadoras que satisfaçam seus clientes internos, sejam eles alunos, familiares ou outros colaboradores.

Assim, aspectos como reflexão sobre as ações, aperfeiçoamento e inovação institucional são fundamentais para a sobrevivência em um mercado no qual, diariamente, somos convidados a imprimir nossa marca e nossa identidade. Pode ser que as mudanças não aconteçam agora, mas, certamente, chegarão em um futuro não tão distante.

Marilene Fogaça é assessora pedagógica no Sistema de Ensino Poliedro.