Entrar na faculdade sem prestar vestibular? Com as Olimpíadas Científicas, isso é possível
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Entrar na faculdade sem prestar vestibular? Com as Olimpíadas Científicas, isso é possível

Poliedro

07 de outubro de 2021 | 15h05

Universidades como Unicamp e USP já oferecem vagas olímpicas para diversos cursos; Poliedro Colégio oferece preparação para estudantes conquistarem medalhas e vagas

Imagine entrar em uma excelente universidade sem precisar prestar vestibular. Para os estudantes que participam das Olimpíadas do Conhecimento, também conhecidas como Olimpíadas Científicas, essa é uma possibilidade real.

“Alunos que participam de competições intelectuais podem utilizar o bom desempenho como forma de conquistar oportunidades nas principais instituições de ensino superior do Brasil e até no exterior”, explica Luis Gustavo Megiolaro, diretor-adjunto de Unidades Escolares do Poliedro.

As chamadas “vagas olímpicas” começaram a ser oferecidas nos vestibulares de 2018 e se intensificaram a partir de 2019. A Unicamp foi pioneira no movimento, aderido posteriormente por instituições como USP, Unesp e Unifei.

O processo de admissão muda de acordo com as diretrizes de cada faculdade, mas, em geral, os candidatos são convocados por ordem decrescente da pontuação obtida na competição, comprovada por meio do envio de documentação.

A tabela abaixo mostra a relação de algumas das grandes universidades e a quantidade de vagas olímpicas oferecidas por elas para diversos cursos:

 

UniversidadeVagas OlímpicasCursos
Unesp19530
Unicamp11634
Unifei7224
USP1360
FGV8Curso de Economia

 

Atualmente, grande parte das vagas estão distribuídas nas áreas de Exatas, já que há um maior número de olimpíadas voltadas para o segmento, mas nota-se uma tendência de crescimento nas oportunidades para as áreas de Humanas e Biológicas.

Geralmente, os editais da vaga olímpica são divulgados antes dos vestibulares tradicionais acontecerem, então, o aluno já pode visualizar se conseguirá entrar na universidade sem precisar prestar o exame. “Existem casos em que a premiação não totaliza nota suficiente para ser admitido em sua primeira opção de curso, mas passa em outro semelhante. Nessa situação, o estudante tende a prestar o processo seletivo, mas muito mais tranquilo, sabendo que já tem um plano B. Há um alívio emocional”, diz Megiolaro.

E as possibilidades não param por aí. O aluno que conquistou sua vaga por meio do vestibular tradicional também pode aproveitar suas conquistas nas Olimpíadas do Conhecimento em outros projetos de relevância da universidade, como as iniciações científicas, e até obter descontos ou bolsas de estudo integrais.

Benefícios no mercado de trabalho

Participar das competições e ter um bom desempenho ao longo de toda a formação também faz diferença no mercado de trabalho. “O histórico do estudante é levado em consideração ao longo de sua trajetória e pode abrir diversas oportunidades acadêmicas e profissionais. O perfil dos estudantes olímpicos chama a atenção, pois são vistos como pessoas engajadas que buscam desafios”, explica o diretor.

Alunos do Poliedro Colégio se destacam em premiações

Em 2020, oito alunos do Poliedro foram aprovados por meio de vagas olímpicas. A estudante Stephani Lucas Santana, de 18 anos, é um dos exemplos. Foi medalha de ouro na Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB) e, assim, conquistou sua admissão no curso de História da Unicamp. “Embora a modalidade ainda não seja tão conhecida, a dinâmica do processo foi bem simples. Além da medalha que recebi e do meu histórico do Ensino Médio, fiz uma prova de História para complementar minha avaliação. Foi bem diferente do vestibular, e o peso não era alto”, conta.

 

Stephani Santana comemora sua aprovação

 

“Participo de olimpíadas desde o Ensino Fundamental. Comecei por curiosidade, mas depois vi que, além de elas serem muito legais, eu também aprendia muito de formas diferentes e sobre assuntos com os quais eu não tinha muito contato. Acho as provas muito inovadoras e sinto que estimula o desenvolvimento de ideias e formas de pensar alternativas”, conclui Stephani.

Somente em 2020, os alunos do Poliedro conquistaram 717 premiações. No período entre 2012 e 2020, houve um aumento expressivo no número de medalhas e menções honrosas recebidas, e entre 2019 e 2020 o número de medalhas de ouro aumentou mais de 60%.

“Temos uma equipe dedicada para dar suporte aos alunos que querem participar, pois a preparação para as competições gera muitos benefícios cognitivos e socioemocionais que contribuirão para a formação integral do estudante. É uma forma de aprofundar os conhecimentos e de aprender a lidar com desafios e situações que sempre estarão presentes na vida”, conclui o diretor Luis Gustavo Megiolaro.

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