Empatia Virtual: Colégio Poliedro desenvolve projeto para estimular ações solidárias
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Empatia Virtual: Colégio Poliedro desenvolve projeto para estimular ações solidárias

Poliedro

02 de dezembro de 2020 | 12h13

Estudantes realizaram atividades como contação de histórias para crianças, escuta empática de idosos e aulas de reforço para estudantes da rede pública de ensino

Aluna conta histórias para uma criança por meio do aplicativo Zoom

Diante do isolamento social decorrente da pandemia do COVID-19 e dos potenciais impactos emocionais que este evento pode acarretar, o Colégio Poliedro criou o Projeto Empatia Virtual para estimular a solidariedade entre seus alunos do Ensino Médio e a sociedade em geral.

Por meio da tecnologia, a iniciativa teve como objetivo incentivar atividades voluntárias que contribuam com o próximo e que possam ser realizadas remotamente, sem expor os alunos e a comunidade aos riscos de contágio.

Ao todo, mais de 130 alunos das unidades de Campinas e de São José dos Campos se voluntariaram para fazer parte desta corrente do bem entre os meses de abril e dezembro.

Entre as ações realizadas estão a contação de histórias para crianças; a escuta empática de idosos; e aulas de reforço para estudantes da rede pública de ensino que estejam com dificuldades e sintam a necessidade de revisar tópicos dominados pelos voluntários.

A coordenadora do Ensino Médio do Colégio Poliedro São José dos Campos, Andrea Godinho, lembra que, em meio a este momento de combate à pandemia de coronavírus, uma das nossas armas mais fortes é a solidariedade. “Assumir uma postura empática é essencial para enfrentarmos juntos uma situação tão delicada e também, temos certeza de que as atividades ampliaram os horizontes dos alunos, além de ajudar a amenizar os impactos do isolamento social”, diz.

Já a coordenadora do Ensino Médio do Colégio Poliedro Campinas, Thaís Ribeiro, complementa que o projeto é uma iniciativa para apoiar a comunidade ao permitir que tenha acesso a atividades e contato com pessoas novas no seu dia a dia, algo tão importante nesse período de restrição social. “Além de fazer o bem, nossos alunos também estão sendo beneficiados com essa interação, pois é uma oportunidade para conhecerem novas pessoas, histórias e realidades. A escuta ativa e a interação social são formas eficientes de apoio, além de promover o senso de coletivo mesmo em meio ao distanciamento que estamos enfrentando”, completa.

Uma das alunas do Poliedro que participou do projeto é a Ana Clara Gonçalves. Ela optou pela contações de história e teve oportunidade de interagir com algumas crianças. “Mesmo eu em minha casa e ela na casa dela, ver aquele sorriso e perceber que pude ajudar a fazê-la feliz é muito gratificante. Esses momentos com as crianças vão ficar marcados na minha vida”, comenta Ana Clara.

Um outro voluntário é o Guilherme Cardoso, que cursa o 3º ano do Ensino Médio em São José dos Campos. Ele está dando aula de reforço em matemática para uma aluna do 4º ano do Ensino Fundamental de uma escola de Curitiba. Os encontros acontecem uma vez por semana, e o Guilherme compartilha a aula que prepara por meio do Power Point e, assim, resolvem exercícios juntos nas áreas de maior dificuldade: multiplicação e tabuada.

“Sempre tive o costume de participar de iniciativas solidárias e no Empatia Virtual estou tendo a possibilidade de pôr a mão na massa. É muito importante que essas iniciativas recebam apoio, independentemente do cenário que estejamos vivendo, já que representam a democratização de algo que já deveria ser democrático. Durante a pandemia de Covid-19, a segregação social entre as pessoas ficou muito mais nítida. Iniciativas como o Projeto Empatia Virtual chegam para quebrar essas barreiras e foi isso o que me levou a participar”, conta Guilherme.

A quarentena tem sido um momento difícil para a Alana Pacheco, de Curitiba. Ela estava ansiosa e sentia muitas saudades da escola e da interação com os amigos. Para minimizar as aflições, sua mãe, Leila Pacheco, encontrou no Projeto Empatia Virtual uma forma para que a filha pudesse aprender e interagir. “O Guilherme tem auxiliado ela de uma forma linda. Vejo uma grande melhora em matemática. Já até aprendeu várias formas de resolver a tabuada. Quando ela está participando das aulas, vejo ela espontânea, falante e interage bem. Para mim, isso é muito importante”, afirma.

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