Em meio à pandemia, Colégio Poliedro desenvolve projeto de teatro virtual para auxiliar alunos na aprendizagem de literatura
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Em meio à pandemia, Colégio Poliedro desenvolve projeto de teatro virtual para auxiliar alunos na aprendizagem de literatura

Poliedro

09 de dezembro de 2020 | 10h34

Iniciativa amplia a capacidade de compreensão das obras, além de desenvolver criatividade e habilidades socioemocionais

O Colégio Poliedro desenvolveu o projeto intitulado “Personas”, que propõe que os estudantes das 1ªs e 2ªs séries do Ensino Médio mergulhem em obras literárias, incluindo as solicitadas em vestibulares, e gravem trechos interpretando as personagens escolhidas.

Como resultado, são produzidos pequenos vídeos que podem ser vistos nas redes sociais do Colégio Poliedro, como este sobre a obra Mayombe, de Pepetela. O projeto, portanto, contribui tanto para quem participa diretamente quanto para os estudantes que assistem aos materiais publicados.

As primeiras obras estudadas fazem parte da lista da Fuvest: Mayombe, de Pepetela; A Relíquia, de Eça de Queiroz; Campo Geral, de Guimarães Rosa; e Quincas Borba, de Machado de Assis.

A iniciativa permite que os alunos ampliem a capacidade de compreensão dos textos, pois a representação de personagens facilita o entendimento do espírito da obra e do perfil do autor. O projeto também aumenta o repertório do estudante, além de desenvolver sua criatividade e suas habilidades cognitivas e socioemocionais por meio do teatro.

Por meio da representação de personagens, é possível entender o espírito da obra e o perfil do autor, compreendendo novas realidades e diversos pontos de vista. A inclusão das artes cênicas na grade escolar também proporciona grandes benefícios aos alunos, como o desenvolvimento da criatividade, de técnicas de oratória e retórica, da expressão corporal e da capacidade de leitura do mundo com reflexão crítica.

Uma das integrantes do projeto é Thainá Theodoro, aluna da 2ª série do Ensino Médio. Para ela, o projeto tornou a experiência de leitura ainda mais rica. “Os livros se tornaram algo ainda mais próximo dos participantes, porque nós somos encorajados a notar a preciosidade e os fundamentos de personagens e do lugar em que a obra se passa”, diz.

Sofia Costa, aluna da 2ª série do Ensino Médio, também integrou o grupo. De acordo com a estudante, sua relação com as obras ficou ainda mais íntima. “Para debater como tal obra poderia estar no palco, temos que entendê-la de modo mais aprofundado, tanto em relação às personagens quanto ao contexto. Essa outra forma de entender o livro, ao me colocar nos palcos, se mostrou muito boa para mim, pois agora sinto que tenho outra ligação com o livro e isso me ajuda a não esquecer”, conclui.

A linguagem cênica faz parte do nosso dia a dia. A entonação, os gestos e as expressões faciais dão conta de acrescentar ao discurso a emoção que queremos transmitir. “Usar o teatro como ferramenta pedagógica, além de contribuir para o autoconhecimento, para ampliação de repertório cultural e o desenvolvimento de habilidades de comunicação e improviso, nos coloca no lugar de um outro, o que nos torna mais empáticos e até solidários com o mundo real”, explica Andrea Godinho, coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Colégio Poliedro.

“Nesse tempo de pandemia, o trabalho do grupo no projeto Personas mostra que, para fazermos teatro, não precisamos necessariamente de palco ou figurinos, mas de criatividade e o prazer em representar”, conclui.

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