Escola Bilíngue?

Escola Bilíngue?

Liceu Jardim

06 Dezembro 2018 | 09h43

Há uma febre de Escolas Bilíngues se espalhando pelo país. Apenas na cidade de São Paulo, há mais de uma centena, de várias bandeiras. No ABC, o cenário se repete. Nos últimos anos, novas escolas surgiram.

Pesquisas mostram que as famílias procuram o Ensino Bilíngue com dois objetivos principais: garantir um bom inglês ou usar o modelo como estágio quando se planeja mudar de país.  

Especialistas sugerem cautela com essa opção de ensino. Para quem vai deixar o país, a escolha pode ser recomenda. Iniciar a criança num currículo parecido àquele que ela vivenciará ajuda em sua adaptação.

Quando o objetivo é apenas garantir a aquisição do inglês, pode ser um mau negócio. Alguns problemas merecem ser considerados, a começar pela defasagem dos conteúdos nacionais, prejudicados pela ênfase dada ao segundo idioma. No futuro, quando o jovem tiver de enfrentar os vestibulares nacionais mais concorridos, o que não aprendeu lhe fará falta.

O domínio do inglês pode ser conseguido por outros meios. Há cursos paralelos ou mesmo colégios cujo ensino de idioma é pra valer. Os dissabores não param aí. Crianças da Educação Infantil e anos iniciais do Fundamental geralmente sofrem de defasagem na alfabetização, deixando sequelas graves na trajetória escolar. Quem precisar se transferir de uma escola bilíngue para bom colégio regular vai sofrer para acompanhar o nível de ensino da nova escola.

O  bilíngue mais adequado – ao olhar dos especialistas – é o modelo conjugado, com aulas de inglês no contraturno. Esse formato garante a aquisição da segunda língua sem prejudicar os conteúdos nacionais. Cabe também se certificar da qualidade dos professores, se ensinam com pronúncia limpa e correta. Do contrário, seu filho vai aprender errado. Fica o alerta aos pais.