(Re)existindo: Ser mãe e mulher no mundo moderno
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(Re)existindo: Ser mãe e mulher no mundo moderno

Colégio Anália Franco

09 de maio de 2020 | 16h33

Mães e filhos em interação na escola

Mães e filhos em interação no Colégio Jardim Anália Franco

 

Todos nós temos mãe! Às vezes, essa mãe é nossa mãe “mesmo” e, em outras, é uma avó, tia, madrinha e até um pai. Mas todos nós temos mulheres fortes (e muitas vezes homens também!) que nos fortalecem e cuidam física e emocionalmente. E, nesse contexto, vem a pergunta: “Então, o que é ser mãe?” e “O que é ser mãe no mundo de hoje?”.

 

Assim como, segundo Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna-se mulher, o ato de ser mãe é uma escolha. É escolher ser responsável por outro ser humano, é escolher cuidar, é optar pela vida. Não é clichê! As coisas mudam e se transformam e o papel da mãe também. O momento atual que vivemos é um exemplo disso: problemas de saúde pública, Pandemia, aulas à distância, home office… Mães e famílias tiveram que se reinventar, ter resiliência. E, mais uma vez, as mães têm descoberto seus múltiplos papéis. Nossos filhos são reflexos dos nossos exemplos e, mais do que nunca, é um momento de mostrarmos a eles a capacidade incrível de adaptação do ser humano, a necessidade de pensar no outro e no ambiente em que vivemos.

 

Ser mãe é, por si só, um ato de educar!

 

Mães e filhos em interação na escola

União de mães e filhos em atividades criativas e sustentáveis no Colégio Jardim Anália Franco.

 

Somos seres sociais, por isso ninguém é feliz sozinho! Quando senti pela primeira vez minha filha essa foi a primeira certeza que tive (talvez a única) de que nunca mais estaria sozinha. Que sempre teria um porquê viver e lutar. É incrível como a maternidade tem um poder transformador para nos fazer existir, reexistir e resistir. Descobrimos medos que, antes, não tínhamos: da morte, da ausência, do mundo. Os medos vêm junto de uma força incrível e, essa força (me desculpem os homens aqui!), vem da mulher. Mulher que suporta a dor, suporta o mundo, suporta a privação de sono, suporta a falta de si mesma em prol de outro ser humano.

 

“Ser Mãe é um ato de amor à humanidade e ser Mulher é um ato de (re)existir na realidade!”

 

O ser humano só entende o amor de mãe – em grandiosidade e dedicação – até que faça e sinta o mesmo por outro ser humano. É a vivência que ensina, educa, transforma. É, neste sentido, que a escolha de ser mãe demonstra o máximo da doação humana. É um alto grau da humildade. É o que se pode chamar de amor ágape. É o máximo do amor sincero, amor sublime.

 

O amor, em si, é escolha. Amar é um ato de resistir diante de realidades de ódio ou de egoísmo. As mulheres que nos antecederam, reconstruíram o poder de escolha pela luta. Ao longo do tempo, nossas bisavós, avós e mães conquistaram os seus e nossos direitos e nos permitiram ter hoje o poder da escolha em muitas esferas da vida, dentre elas, na condição de ser mãe. É, por isso, que ser mãe é: existir pela possibilidade de, simplesmente, ver sua opção se concretizando no cotidiano junto a outro ser; é (re)existir, pela condição de gerar a si mesma numa dialética de reaprender a existir com o outro; e resistir, pela capacidade de enfrentamentos e rupturas diante de hábitos arraigados no cotidiano das palavras, dos gestos e, especialmente, na forma de viver a vida. Por isso, novamente, ser mãe é escolha. Escolha diária. Luta diária.

Existir, (re)existir e resistir: ações de mães protagonistas (cartão postal – @davigiordano)

 

Embora existam registros de algumas comemorações na Antiguidade, consideramos que o dia das mães surgiu de uma filha, Anna Jarvis, como forma de homenagear sua mãe, Ann Jarvis, em 1905. Ann Jarvis trabalhou durante a Guerra Civil Americana pela melhoria das condições sanitárias, assistência às famílias carentes e outros trabalhos sociais, tendo como objetivo estimular uma relação pacífica entre as pessoas em meio à guerra. Ela foi uma mulher que escolheu e lutou. Resistiu e (re)existiu. Vejo muitas Ann Jarvis, ainda hoje, criando e educando seus filhos. Educando jovens íntegros, com consciência social que atuam de maneira construtiva em nossa sociedade.

Mães e filhos em interação – Colégio Jardim Anália Franco

 

No campo educacional, vejo essas mães trabalhando em conjunto com a escola para formarem pessoas íntegras, interativas e investigativas. Por isso, comemoramos esse dia. Afinal, de reconhecimento e demonstração de carinho também se vive! As ações do Colégio Jardim Anália Franco buscam sempre reconhecer o papel transformador e dedicado de nossas mães, conscientizar nossos jovens e ajudá-los a trabalhar o emocional também nessas demonstrações de carinho. Mães parceiras buscando formar bons cidadãos para o mundo! É assim que vemos e nos orgulhamos muito das mães em nosso colégio.

 

Queridas Mães! No final de tudo isso, descobrimos que não são eles, nossos filhos, quem mais precisam de nós. Somos nós, mães, quem precisamos mais deles!

 

Feliz Dia das Mães

Feliz Dia das Mães!

 

 

Laís Moraes de Godoy

Bióloga, Doutora em Ciências, Coordenadora Pedagógica EFII/EM e mãe da Maria Eduarda (aluna do Infantil  1)

Para a minha avó, Valdovina (in memorian) e para todas as mães.

 

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