Protagonizar o mundo começa na escola
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Protagonizar o mundo começa na escola

Colégio Anália Franco

20 de maio de 2022 | 10h39

Metodologias ativas que aguçam a curiosidade dos alunos (Colégio Jardim Anália Franco-SP)

 

Quando falamos sobre pedagogia, logo vêm à mente o trabalho em sala de aula e os desafios de ser professor nos tempos atuais. Trabalhar como pedagogo(a) vai muito além de “dom” ou “talento”. Ser pedagogo(a) é estar em constante aprendizagem por estudar sempre, viver as experiências na classe, particularmente ao que se refere à alfabetização, e contribuir para a transformação do mundo por intermédio da formação das pessoas.

O(a) pedagogo(a) que trabalha com a alfabetização tem evoluído e trabalhado para potencializar a aprendizagem de seus alunos. Várias instituições no Brasil têm se dedicado à estruturação de um currículo inovador com uso de metodologias que se modelam visando à aprendizagem significativa dos estudantes. Uma destas escolas é Colégio Jardim Anália Franco (Anália) que se mantém em constante atualização na missão de formar estudantes íntegros, interativos e investigativos aos desafios do mundo global. Mas… como isso pode contribuir para inspirar outras instituições? O que educadores de diversos outros lugares podem aprender com isso? Vejamos as respostas no decorrer deste texto.

O advento da tecnologia nos últimos anos provocou diversas mudanças no modo como encaramos o mundo e fazemos parte dele. Mudamos o jeito de nos comunicarmos, trabalharmos e até de fazermos compras. É de se esperar que a escola, que é uma parte fundamental para a formação do ser social, também se transformasse.

Tecnologia Educacional como recurso na alfabetização (Colégio Jardim Anália Franco – SP)

 

Nesse sentido, o uso do termo “metodologias ativas” vem se intensificando nas escolas, facilitando a compreensão de conteúdos diversos em benefício dos objetivos de aprendizagem de cada nível escolar. As metodologias ativas são estratégias de ensino que têm por objetivo fazer com que os estudantes estejam no centro do processo de aprendizagem e construam o conhecimento de forma autônoma e participativa, com a mediação docente.

Estudos mostram que o ser humano pode aprender de várias maneiras. Usando como referência a teoria do psiquiatra americano William Glasser, que explica como as pessoas aprendem e qual é a eficácia de cada método de aprendizagem, vemos que os melhores métodos (70% discutindo com outras pessoas; 80% praticando; 95% ensinando) fazem parte das possibilidades usadas nas metodologias ativas de aprendizagem.

No Colégio Jardim Anália Franco, por exemplo, os estudantes vivenciam uma aprendizagem ativa da Educação Infantil até o Ensino Médio. O colégio possui recursos e ambientes que viabilizam o trabalho com as diversas estratégias como a gamificação, a aprendizagem entre pares ou times, o ensino híbrido e outras formas que forem adequadas a cada turma, conforme planejamento pedagógico.

Vivenciar o conhecimento dentro e fora da sala de aula (Colégio Jardim Anália Franco – SP)

 

Com as turmas em fase de alfabetização, o trabalho do profissional da pedagogia com a consciência fonológica, interpretação de texto, oralidade, leitura e escrita é realizado usando estratégias como a de estação por rotações, por exemplo. Fazer o uso dessas estratégias permite que o profissional suscite o desenvolvimento de diversas habilidades dentro de um mesmo tema, só que de maneiras distintas. Ao fazer isso, a escola potencializa em seus alunos a dinâmica própria do conhecimento  ao fomentar a curiosidade de aprender e a corresponsabilidade na formação de si mesmo e do outro com o qual se convive.

As metodologias ativas … têm por objetivo fazer com que os estudantes estejam no centro do processo de aprendizagem.

 

Assim, os estudantes são incentivados a se tornarem interativos e investigativos, já que necessitam fazer sua parte individual com pesquisas, esclarecimento de dúvidas e, ao mesmo tempo, aprendem a ser colaborativos no processo de aprendizagem que se efetiva no ambiente escolar, sempre com a mediação do pedagogo.

A pandemia fez com que nós, professores, tivéssemos que evoluir e nos impulsionou, ainda mais, à vivência da criatividade, pois há muito tempo – e a pandemia comprovou isso – a educação deixou de ser aquele setor em que o professor era o detentor do conhecimento, o protagonista, e o aluno somente o “coadjuvante” da aprendizagem. Uma maneira que nós, docentes, nos reinventamos, foi optar por incluir outros recursos em nossas aulas, não nos limitando somente a uma lousa e um giz ou “canetão”.

 

Um professor protagonista incentiva a formação de estudantes (…) que investigam as palavras e o mundo em que vivem e interagem com outras pessoas para solução de problemas.

Após estes últimos anos caóticos que vivenciamos na área educacional, os desafios no ambiente escolar tornaram-se muitos: dificuldades de aprendizagem dos estudantes, comportamentos individuais que contrastam às regras coletivas, a necessária melhoria na comunicação com as famílias e, além disso, a demanda que existe na tentativa de compreender o “tempo de cada um” no processo de aprendizagem sendo pressionado pelo “tempo escasso do mundo” em que vivemos, que exige o alcance de metas mais desafiadoras aos profissionais da educação e para as famílias dos estudantes.

Em contrapartida, ao trabalharmos essas dificuldades com metodologias ativas, usando recursos digitais e físicos, verificamos o aparecimento de bons resultados no processo de alfabetização dos estudantes do Ensino Fundamental Anos Iniciais. É possível acompanhar a evolução dos alunos e ver que aqueles que retornaram com dificuldades de leitura e escrita já são capazes de ler e escrever pequenos textos, de realizar operações matemáticas, de participar das aulas ativamente e, principalmente, são capazes de acreditar que, independentemente de dificuldades, o ato de aprender está ao alcance de todos.

Profissionais inspiradores em formação constante (Colégio Jardim Anália Franco – SP)

Não podemos esquecer de citar como essa pandemia afetou o aluno como ser social, como um ser que precisa conviver com pessoas diferentes, com opiniões diferentes. Este talvez seja um dos maiores desafios que encontramos no ambiente escolar. Entender de frente o desafio e não se acomodar frente às dificuldades, permite ao pedagogo vencer essa situação apresentada por meio de estratégias diferenciadas sempre alinhadas ao projeto educacional da instituição. Com um olhar direcionado para a educação socioemocional e com um bom material didático que subsidia o trabalho docente, o desenvolvimento do respeito às diferenças de opiniões, a habilidade de escutar a si mesmo, aprender a ouvir o outro e, ainda, permitir a compreensão de seu papel na coletividade, tem se apresentado como um excelente processo pedagógico para a transformação que se espera na educação. As consequências de uma aprendizagem baseada em vivências são verificadas em uma melhor absorção de informações pelos estudantes e a construção do conhecimento aos desafios que a vida nos apresenta cotidianamente.

Por fim, vale destacar que os docentes são espelhos aos estudantes para um mundo em transformação. Um professor que estuda sempre e é protagonista em sua prática escolar incentiva a formação de estudantes autônomos, que investigam as palavras e o mundo em que vivem e interagem com outras pessoas para solução de problemas. Esse é o nosso objetivo no Anália: oportunizar a formação de estudantes íntegros, interativos e investigativos, gerar uma educação que permita às pessoas serem capazes de buscar o conhecimento, questionando-o e aplicando-o no enfrentamento dos desafios do mundo global.

Profª Raira Sthefani Café

Pedagoga e Neuropsicopedagoga

Docente do Colégio Jardim Anália Franco

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