O Ensino Híbrido na Escola Interação
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O Ensino Híbrido na Escola Interação

Agência Frigga

18 de fevereiro de 2019 | 11h33

O ensino híbrido é uma proposta de educação que combina o ensino convencional, com papel, caneta e quadro, com as tecnologias mais recentes disponíveis aos professores e estudantes. O objetivo não é transferir a importância do professor para a máquina ou substituir práticas pedagógicas convencionais – muito pelo contrário – é combiná-las e enriquecê-las com os novos recursos, explorar as possibilidades abertas pelo avanço e a popularização dos meios digitais, aprofundar e individualizar a relação entre o professor, os alunos e o conhecimento.
A Escola Interação começou a praticar o sistema híbrido de ensino na primeira semana deste ano letivo. Os alunos estão usando uma plataforma online que agrega exercícios, livros didáticos e outras ferramentas e é aberta à personalização de alunos e professores, que contam cada um com seu próprio Chromebook, que utilizam tanto na escola quanto em casa.

“Eu realmente achei que é bem útil e bem mais prático. Eu gostei bastante desse tal de ensino híbrido. Eu acho que ficou bom, a plataforma realmente ajudou bastante a gente, tem todas as matérias organizadinho, muitas imagens, gifs, dá para escolher o tamanho da letra. Dá para fazer um monte de coisas, é muito legal, divertido e interessante” observou Enzo, do 7º ano B, apontando também o potencial de inclusão das ferramentas.

Além da plataforma, a conexão com a internet habilita os mais variados aplicativos e sites, que podem ser incorporados às aulas com objetivos mais específicos. Característica da distribuição de informações em rede e descentralizada que configura os tempos recentes.

“Temos muitas funções que não teríamos com o livro. Por exemplo, criar mapas conceituais online, conseguir passar partes de um texto para outro, grifar e ter tudo já pronto na plataforma. Fica muito mais fácil para os professores passarem conteúdo, é mais fácil de lembrar, montar uma agenda com as atividades no Chromebook, isso ajuda bastante.”, de acordo com Rafael, 8º ano C.

O foco do ensino híbrido deve ser potencializar as capacidades do professor e, ao mesmo tempo, desenvolver a autonomia e a individualidade dos alunos.
“A gente pode tirar todas as nossas dúvidas. Se tivermos uma dúvida nas questões podemos pesquisar, isso ajuda muito”, Danilo, 6º ano D.
E Giovanna, do 8º ano C, adicionou: “Eu acho que a gente pode absorver mais conteúdo, os professores passam os anexos para a gente, isso abre portas para muitas coisas”.

A praticidade é outro ponto forte do ensino híbrido: “Eu acho que é um avanço tecnológico. Como a maioria disse, não precisa carregar tanto peso e a gente se encaixa no mundo de hoje” disse Beatriz do 6º ano D. “Eu acho que vai ser bom, porque a gente não vai precisar carregar peso, os livros, então vai facilitar muito” segundo Maria Fernanda do 6º ano D.

O meio digital já se mescla com a vida de todos e, às vezes, sequer percebemos a profundidade desse fenômeno, especialmente entre os mais novos. Redes sociais, streaming, jogos e aplicativos para os mais variados fins são hoje quase indispensáveis.
Essa relação atenuada entre esferas antes tão diferentes pode, entre tantas coisas, ser utilizada para estimular os alunos, para desenvolver sua inteligência de maneira mais livre e individual, seja com a exploração do tipo de conhecimento e do meio que mais lhe atraem, seja lançando mão de novos conceitos, como a gamificação.

Os alunos do fundamental II, que já cresceram dentro dessa dinâmica, sentem-se confortáveis e confiantes com as novas práticas. Maria Clara, do 8º ano C, observou que “como a gente entende mais de internet, vai ser mais fácil para a gente”. Dênis Alves Rodrigues, pai da aluna Bianca do 6° ano, notou a diferença: “Particularmente, a minha filha está muito envolvida, interessada e engajada nessa nova forma de aprender”. Também achou importante ressaltar que “como pesquisador da área de Administração de Informação, acho relevante que as nossas crianças tenham mais contato com a tecnologia, pois cada vez mais ela adentra as profissões ou criam novas, como cientista de dados, e mesmo a vida social, como Facebook, Netflix, etc.”

Gabrielle, do 8º ano C, brincou que “antes eu não fazia tanta lição nem estudava tanto (risos). Agora está mais fácil, porque você vai lá e pode grifar, pesquisar e por em outro bloco de notas, isso ajuda bastante.”

Contudo, a familiaridade dos alunos com o meio digital não deve ser superestimada. As dificuldades que surgem durante a transição para o ensino híbrido devem ser enfrentadas com calma e vistas como uma oportunidade de aprender.
É importante inteirar-se de estratégias para contornar eventuais contratempos, como baixar o conteúdo para que esteja disponível offline. A plataforma é dotada desse recurso e os professores que, assim como os alunos, estão em contínuo processo de melhoramento e formação, podem lançar mão dessa e de outras, como a presença de projetores dentro das salas de aula.

A estratégia foi notada e apontada por Felipe, do 6º ano D: Eu gostei porque tem bastante coisa que a gente não precisa fazer online na internet, porque se a internet cair não podemos fazer”.

Ao lado da assistência técnica para superar eventuais desafios e, contada toda a tecnologia, a colaboração entre pais, alunos, professores e escola é fundamental, deve ser humana, pessoal e dotada de muita empatia.

“Se tivermos alguma dúvida com o aplicativo, podemos nos comunicar com vocês, isso é muito importante” disse Antony do 6º ano D. As exigências são bem descritas pelo pai Dênis Alves Rodrigues: “com um bom planejamento de implementação e paciência, creio que será uma experiência exitosa. Além disso, a preparação, com as reuniões e coerência sobre as orientações, foram extremamente importantes.”

Conteúdo elaborado e escrito pela equipe de Coordenação da Escola Interação