Representante de classe: responsabilidade compartilhada pelo bem de todos

Representante de classe: responsabilidade compartilhada pelo bem de todos

Do Colégio

08 Abril 2016 | 11h29

Sugestões de visitas pedagógicas ou de viagens; nova mesa de pebolim; mais espelhos para a sala de balé e dança; organizar campeonatos e premiações. Estas são algumas das conquistas que os alunos do Colégio Horizontes Uirapuru conseguiram por meio dos seus representantes de classe. Para muitos jovens, esse é o primeiro cargo de responsabilidade que eles têm na vida e, por isso, há também os que relutam em ocupá-lo. Mas o que realmente simboliza ser um representante de classe?

Para responder esta questão, precisamos entender o processo de escolha, tarefas e responsabilidade que o cargo acarreta. No início do ano letivo, cada sala organiza sua própria votação, juntando os pretendentes a ocupar os postos de representantes. Após a escolha, a dupla eleita, reúne as sugestões e críticas dos seus colegas para apresentar na reunião mensal com a diretora do colégio.

Estas reuniões acontecem juntamente com representantes de outras salas da escola. Após a conversa, todos assinam o livro de Ata e tudo que foi discutido é digitado e enviado por e-mail para todos os alunos e professores do colégio. Além disso, uma cópia é impressa e distribuída a cada dupla que, por sua vez, a apresenta aos colegas de sala.

Os representantes de classes se reunem uma vez por mês com a diretora do colégio. Foto: Divulgação

Os representantes de classes se reunem uma vez por mês com a diretora do colégio. Foto: Divulgação

Gabriela Lian Branco Martins, diretora do Colégio Horizontes Uirapuru, fala sobre a importância da escolha correta de seus representantes – “É importante saber eleger seus representantes, visto que as escolhas não pensadas, como escolher alguém por ser amigo, podem prejudicar a todos”. Esse debate que os jovens fazem para ver o que é melhor para todos, desenvolve uma visão mais cidadã. Um olhar crítico que sempre irá buscar um bem maior, ao invés de uma conquista isolada. Além disso, é importante levantar assuntos a serem discutidos, verificando o que é ou não pertinente à sala.

O constante trabalho de conversa entre os jovens vai além de apenas fazer críticas, eles também propõem soluções que podem ser tomadas pelo colégio. Por exemplo, em vez de apenas reclamarem da demora na fila da cantina, os alunos, surgiu na reunião a ideia de fazerem um estágio no local para verificar os problemas e propor sugestões para as filas andarem mais rápido.

O cargo tem a vigência de um ano, porém, se ele não estiver atendendo às necessidades da classe, como, por exemplo, faltar nas reuniões mensais, pode ser retirado do posto pelos colegas. “Ser representante de sala é colocar a responsabilidade em suas mãos. Estar aberto para opiniões e saber se dedicar a todos que querem alguma mudança. Eu gosto desse trabalho, pois assim eu consigo saber o que acontece na escola como um todo e estar ciente do interesse de cada aluno”, afirma Luiza Toller, representante do 9º ano do Ensino Fundamental.

De acordo com a diretora, esse sistema já acontece há muitos anos no Horizontes. “Há muito tempo trabalhamos com os representantes e eles gostam disso. Chegam ao ponto de nos cobrar caso haja algum atraso para marcar as reuniões”. E ela comenta uma peculiaridade nas reuniões – “São duas reuniões distintas: uma com alunos do 1º ao 4º ano do Fundamental e outra com os alunos de 5º ano do Fundamental à 3ª série do Médio. É muito legal ver a interação entre as turmas. Às vezes acontece dos pequenos darem boas ideias para os problemas dos maiores”.

O ofício de representante de classe vem carregado da confiança dos colegas de sala, assim como de responsabilidades. Então, os representantes eleitos, juntamente com seus colegas, desenvolvem um compromisso de zelar pelo bem de todos. Ou seja, é preciso confiança de ambos os lados. “Desta forma trabalhamos a democracia, responsabilidade, direitos e os deveres de cada um”, finaliza Gabriela.