O papel do brincar na educação

Patrícia Delázari

05 Junho 2017 | 09h04

O brincar, mais do que lazer, é uma ação educativa natural.

Partindo da premissa de Ruben Alves, de que a escola deve ser “um espaço de alegria”, a brincadeira torna-se a maior fonte do aprender a aprender.

O brincar não precisa ter a obrigação pedagógica formal, pois mesmo sendo espontâneo é pleno de autodidatismo, pois alicerça a autonomia e a criatividade.

O que é importante ser ressaltado, não é a preocupação de ensinar a criança apenas através de brincadeiras, mas sim revestir todas as práticas de ensino possíveis, do cunho prazeroso do lúdico.

Assim, nas aulas de Atividade de Vida Prática, com o jogo da imitação, a criança ao se espelhar nos costumes adultos está brincando e ao mesmo tempo construindo precocemente, a seu modo, as práticas que farão parte de sua vida. A jardinagem, só pelo fato de existir dentro da programação, desperta o espírito de preservação, a curiosidade em torno da evolução e a consciência ecológica, o mesmo acontecendo com a culinária.

Em extremo, podemos citar a Matemática, que trabalhada no plano concreto dos jogos na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, é permeada de desafios, como por exemplo, os Blocos Lógicos de Dienes, (Geometria) as barras coloridas da Escala de Cuisenaire, (Cálculo Mental) o Material Dourado de Montessori (Numeração), as aulas de Xadrez e os jogos de tabuleiro que desenvolvem a partir dos 5 anos, habilidades específicas, como negociação, cooperativismo e criatividade.

Fiel ao princípio do prazer que deve envolver todos os momentos da vida, o Colégio Horizontes, instituiu o Dia do Brinquedo, na Educação Infantil toda sexta-feira e no Ensino Fundamental até o 5º ano, na última sexta-feira de cada mês.

A única recomendação que é feita para a concretização do objetivo desse dia, baseada no princípio do prazer e da alegria, é que se pede às crianças que não tragam eletrônicos que estimulam o isolamento, instrumentos pontiagudos e réplicas de armas que provocam acidentes e geram violência.

Com isto, ocorre automaticamente a socialização pelo compartilhar, pois a criança se despede gradualmente do egocentrismo, atinge as atitudes saudáveis de desapego e a escola cumpre o papel a que se propôs de ser um lugar de felicidade.

 

Regina Célia Sasdelli

Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental I

Colégio Horizontes