O futuro da educação e o perfil do jovem do século XXI

O futuro da educação e o perfil do jovem do século XXI

Colégio Bis

26 Julho 2018 | 15h43

Nós estamos em plena revolução tecnológica, digital e científica. Novos conceitos, práticas
e metodologias permeiam a vida moderna e influenciam a economia, o trabalho, o jeito de
pensar e de viver.

Robótica, inteligência artificial, internet das coisas (IoT), nuvem, big data, 3D printing,
economia colaborativa, digital e criativa… todos esses termos se referem a essa revolução
que estamos vivendo. Novas profissões surgem e muitas outras deixarão de existir nos
próximos anos.

Como o jovem do século XXI se posiciona nesse novo cenário, diante de
oportunidades e ao mesmo tempo tantos desafios? Essa é uma pergunta que povoa a mente de pais
nutridos de expectativas em relação ao futuro de seus filhos.

Entre os 14 e 17 anos, o jovem vai precisar tomar uma decisão que permeará toda sua
vida: o dilema da escolha profissional. Quanto mais informação acerca do mundo e de si,
mais assertiva será a sua tomada de decisão.

Preparar os filhos para esse momento não é uma tarefa fácil nos dias de hoje. Oferecer
uma sólida base educacional é um forte requisito para garantir o sucesso.
Com boas oportunidades os jovens poderão trilhar esse caminho com mais tranquilidade.
Mais do que proficiência na língua inglesa – requisito essencial – é preciso ter
conhecimentos universais e contemporâneos.

O perfil do futuro é um cidadão global, empático, engajado e consciente, que compreenda
os contextos mundiais e que seja “antenado” às novas tecnologias. “O mindset do novo
século é inegavelmente tecnocêntrico, mas quase paradoxalmente, altamente empático. A
empatia é a base de toda a transformação que estamos vendo nesse novo mundo do
trabalho,” explica a especialista em Metodologias Ativas de Aprendizagem e em Design
Thinking for Education, Denise Da Vinha.

Muitas mudanças também já começaram a ser vivenciadas no ensino. As instituições
tiveram que se adaptar às novas gerações que demandam um novo jeito de ensinar e
aprender. A educação do futuro é híbrida: presencial e online. “Em vez de tratar os
videogames como inimigos, por que não aprender com eles? A lógica dos games, a ideia
das fases, tentativa e erro, feedbacks imediatos conversam com um modelo de
pensamento já habitual para a maioria dos alunos,” afirma o especialista em Design
Educacional, Felipe Esrenko.

Segundo Felipe, mesclar ambientes virtuais e reais é muito favorável, quando não se
abandonam os ambientes analógicos completamente. “A ideia é estender a prática do
ensino por novos caminhos, abrindo novos horizontes de conhecimento”, salienta.
Um ensino mais integrador, portanto, mais significativo para aluno. As escolas se tornam
centros de pesquisas, mais do que meras reprodutoras de conteúdo.

A educação personalizada é outro objetivo das instituições de ponta. Para isso, levam-se
em consideração as características, talentos e as buscas individuais do próprio aluno.