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Mordidas e outros conflitos na Educação Infantil: o que fazer?

Thais Gonzales

08 Junho 2017 | 14h09

Na sala de aula da Educação Infantil, é comum ouvir frases como “isso é meu”, “sai daqui, “você não vai brincar”, “esse lugar é meu”. Algumas vezes, há empurrões e até mordidas. Esses são alguns dos conflitos típicos da idade e que podem acontecer na escola, mas também na brinquedoteca do prédio ou até mesmo entre irmãos, em casa.

As famílias, muitas vezes, ficam assustadas e ninguém quer ver o eu filho mordido (ou mordendo), claro, mas é importante saber que essas agitações são algumas formas que os pequenos utilizam para resolver o que não está lhe agradando. Eles também estão aprendendo a se comunicar e a lidar com esse estranho sentimento de ser contrariado.

Segundo a coordenadora Cristiane Fernandes, do Colégio Alicerce, sempre há aprendizado nessas situações. “Devemos ajudar não só na hora do conflito, mas também no dia a dia com atividades de dramatizações utilizando bonecos ou fantoches, recriando cenas de conflitos para que as crianças assumam o lugar do outro”, explica.

Compreender que essa fase é comum e que faz parte do desenvolvimento é importante para que a escola e a família possam, juntas, resolver e minimizar os conflitos. “Tanto a escola, quanto os pais devem aproveitar essas situações para ensinar à criança as regras de convivência”, ressalta a coordenadora.

Confie na equipe

Quem já passou por uma situação em que o seu filho recebeu um tapa ou foi mordido e vice versa sabe como é angustiante. Calma. Acredite que a equipe pedagógica está preparada para lidar com essas situações e que, aprendendo a conviver, isso vai reduzir cada vez mais.

Confie no professor e ajude o seu filho a demostrar o que sente.