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Habilidades socioemocionais: foco no protagonismo do aluno

Thais Gonzales

27 de agosto de 2019 | 18h21

Por décadas, o ensino tradicional acreditou que as competências cognitivas garantiriam o sucesso dos estudantes. Nos últimos anos, uma nova reflexão ganhou espaço na educação: a formação precisa ser acompanhada do desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

O Ministério da Educação determinou, por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que as escolas têm até 2020 para implementar programas que contemplem a inteligência emocional. Isto significa trabalhar o autoconhecimento, autocontrole, relacionamento interpessoal, a empatia, entre outros aspectos.

Algumas mudanças no contexto escolar devem ser realizadas para atender às novas exigências. Segundo Valéria Veiga, diretora do Colégio Alicerce, elas precisam ser estudadas, estruturadas e bem planejadas. Ela tem coordenado as discussões com a equipe.

Na Educação Infantil, de forma lúdica, as crianças aprendem a identificar sentimentos e a construir relações saudáveis de amizade. No Ensino Fundamental, a inteligência emocional ganha ainda mais espaço com o material da OPEE, garantindo que a turma chegue ao Ensino Médio mais segura e confiante para lidar com a fase da adolescência.

 

Oficinas, debates, atividades em laboratório já abordam essas competências no Ensino Médio, agora, a escola estuda ampliar a carga horária e novas propostas para essas séries.  “Consideramos as mudanças muito significativas e necessárias, principalmente, para o Ensino Médio, fase conclusiva e importante para decisões e preparação dos alunos para o futuro”, diz. “Estamos pensando cada vez mais nas metodologias ativas, nos capacitando  para conduzir essa nova fase”, acrescenta Valéria.

A BNCC reforça a importância do protagonismo do aluno, algo que faz parte da metodologia do Colégio Alicerce. “Ser protagonista é valorizar o conhecimento de cada um, com suas experiências, práticas e valores. Nosso foco é preparar o estudante para a vida e não só para a universidade. Ele precisa saber identificar seus interesses, competências e habilidades. Assim, terá segurança e autoestima para seguir”.

O momento é de transição. Utilizar a tecnologia, valorizar a ética e a diversidade, estimular a autonomia, abrir espaço ao diálogo e exercitar a empatia são caminhos fundamentais. “E, assim, ampliaremos o nosso conhecimento e nos adaptaremos em busca de uma educação que faz sentido para a nova geração”, conclui

 

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