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Ex-aluna realiza sonho de ser médica

Thais Gonzales

13 Março 2017 | 09h27

Camila Sátolo é medica formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (USP) e ex-aluna do Colégio Alicerce.

Durante os anos que passou no Alicerce, da 1ª série ao 3º colegial, conta que grande parte de seu tempo livre era dedicado aos estudos e às atividades extracurriculares oferecidas na época, como aulas de informática, teatro e esportes. “Eu gostava muito de ir à escola e praticamente todas as minhas memórias tem relação com o colégio. Sempre fui muito estudiosa, então geralmente tinha pouca dificuldade em tirar boas notas. Passei muito de meu tempo livre treinando, principalmente handebol, e participando das competições entre colégios”, diz.

Concluiu o colegial em 2002, sendo integrante da segunda turma do colégio a se formar. Logo depois, fez dois anos de cursinho, foi aprovada no vestibular da FUVEST e ingressou no curso de Medicina. O que a Camila não imaginava na época é que todos esses anos de estudos e esforços a levariam, mais tarde, até Manaus (AM) para trabalhar como médica da Marinha.

Durante um ano morando longe de sua família, atendeu a população militar e a população ribeirinha do interior do Amazonas. “Nos dois anos que se seguiram, retornei e especializei-me em Medicina da Família e Comunidade e hoje trabalho nesta área em um centro de saúde administrado pela Santa Casa de São Paulo”, acrescenta.

Dos tempos de escola, conta que trouxe para a vida adulta alguns amigos, o interesse pelos livros, o gosto pelo esporte e uma importante lição: a de persistir e não desistir de seu grande sonho. “A maioria dos professores com quem tive contato no Alicerce sempre estimulou-me a seguir meu sonho de me tornar médica, mostrando-me que eu era capaz de atingi-lo se eu me dedicasse e tivesse foco”, diz.

Hoje, a médica da família Camila Sátolo diz que se sente realizada e acredita que as experiências vividas enquanto estudante contribuíram com a sua formação não apenas acadêmica e profissional, mas também pessoal. “Pelo tempo que passei no Alicerce e pelo tanto que eu gostava de estar lá, penso que o colégio foi parte importantíssima na definição de quem sou atualmente. A forma que eu tenho de estudar, o modo como me relaciono com as pessoas, tudo isso foi moldado nos anos que passei no colégio. Hoje aqui estou eu, trabalhando no que gosto, quatro anos depois de formada”, afirma.

Para os atuais alunos do colégio, o conselho não poderia ser outro: “Em primeiro lugar, acredito que a pessoa tem que fazer o que gosta e escolher aquilo com o que mais se identifica. Passamos a maior parte de nossas vidas trabalhando e isso deve ser um prazer, não um sofrimento. Quem faz aquilo que gosta está feliz independente do quanto ganha. É importante também levar em consideração o mercado de trabalho e se a profissão vai permitir que você pague suas contas no final do mês. Mas isso é uma balança, que nunca deve pender demais para um dos lados. É possível conseguir um equilíbrio entre o prazer no trabalho e o retorno financeiro”, conclui.