Três dicas valiosas para as bolsas Chevening, no Reino Unido

Três dicas valiosas para as bolsas Chevening, no Reino Unido

Andrea Tissenbaum

13 de agosto de 2020 | 09h09

Nathália Cristina da Silveira Ribeiro, bolsista Chevening 2020 | Crédito: Divulgação

Nathália Cristina da Silveira Ribeiro, bolsista Chevening 2020 | Crédito: Divulgação

James E. Phillips, diretor do programa no Brasil, explica o que é necessário para fazer uma boa candidatura. Inscrições abrem em 03/09.

Oferecidas pelo governo britânico, as bolsas Chevening são destinadas a a pessoas talentosas, formadas, com no mínimo dois anos de experiência profissional, que desejam se aprimorar por meio de um mestrado no Reino Unido.

A diversidade dos candidatos é um aspecto muito valorizado pelo programa, que aqui no Brasil incentiva candidatos de todos os estados a participar. Portanto, não se intimide e acredite: a combinação quem você – de onde vem aliada às suas qualificações e atividades profissionais, pode ser exatamente o que precisa para se tornar um Chevening Scholar!

“A Chevening é para todos”, explica James E. Phillips, diretor do programa no Brasil. “Se você preenche os critérios, inscreva-se, porque este ano, queremos que nosso grupo de bolsistas brasileiros represente de forma significativa o país”.

Mas afinal, o que é preciso para fazer uma boa candidatura?

1. Pense, pesquise, conheça o que já existe

Antes de fazer sua candidatura, pense bem o que quer estudar e pesquise muito a área do programa de sua escolha. Depois se pergunte como o seu mestrado com a bolsa Chevening poderá contribuir para o aprofundamento das alianças entre o Brasil e o Reino Unido.

O diretor do programa explica que há anos, os dois países desenvolvem os mais diversos projetos conjuntamente. “A contribuição do candidato será altamente valorizada, seja para os que já estão em curso, seja para novas propostas a serem desenvolvidas. Queremos perceber o esforço dos candidatos nessa busca, saber se fizeram contato com professores, empresas, ONGs ou instituições de pesquisa no Reino Unido, para compreender se há vínculos já estabelecidos com o Brasil, como podem colaborar e que novas propostas podem criar”.

Em sua pesquisa, candidatos não devem buscar somente por projetos ou ações desenvolvidas entre os dois governos. “Também mantemos fortes vínculos acadêmicos, empresarias e de desenvolvimento, por meio de projetos realizados por organizações não governamentais. Se o que você deseja estudar é novo e nunca foi implementado, é importante saber falar sobre os resultados que poderá trazer para o Brasil e para sua parceria com o Reino Unido”.

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2. Como se destacar no meio da multidão

“Recebemos mais de duas mil inscrições por ano e entrevistamos cerca de 200 pessoas. Como você pode fazer seu application se sobressair? A maneira como responde às perguntas escritas e durante a entrevista faz muita diferença. Vemos muitas pessoas com potencial, mas que precisam treinar técnicas de entrevista e aprender a se expressar melhor”.

James também explica que os candidatos não devem gastar muito tempo falando sobre seu currículo. “Queremos que eles expliquem como podem ser futuros líderes ou agentes de mudança em sua área de especialização. Também é importante que apresentem boas habilidades de relacionamento e tenham interesse em se envolver com todas as atividades que o programa oferece. Preparamos muitos eventos exclusivos para os Chevening Scholars e há uma expectativa de que eles aproveitem essas oportunidades. Afinal, quando retornarem ao Brasil vão fazer parte da rede Chevening e continuar a se relacionar com os outros bolsistas”.

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3. Seu projeto e as habilidades de liderança

É importante ter seu projeto bem claro, porque durante a entrevista isso será perguntado. Você deve estar preparado para falar sobre o que pretende estudar e desenvolver o assunto em detalhes, especialmente se já entrou em contato com universidades, pesquisadores ou organizações no Reino Unido.

“Queremos saber que mudança o candidato se propõe a fazer e como isso acontecerá. Por exemplo, se nós o financiamos para estudos políticos, que planos têm para quando voltar ao Brasil, que relacionamentos serão criados, que impactos vão provocar?”

 Algumas pessoas têm dificuldade em compreender as questões sobre liderança no processo de candidatura. James reforça que, para a Chevening, liderança pode ser encontrada em diversas atividades, como por exemplo o envolvimento do candidato em um grupo universitário ou conselho estudantil, uma participação diferenciada no mundo dos negócios ou o trabalho com diversidade ou grupos minoritários.

“O que de fato estamos procurando são as habilidades por trás da liderança, a capacidade do candidato de juntar pessoas e mobilizá-las para participar de uma jornada relevante e significativa com eles”.

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Bolsistas do programa Chevening devem terminar seu mestrado em um ano e podem ficar no Reino Unido por três meses adicionais antes de retornar ao Brasil. É possível trabalhar por até 15 horas semanais com o visto de estudante. “Eles podem fazer trabalho voluntário, ou trabalhar em uma empresa ou negócio de seu interesse, mas precisam encontrar isso por conta própria. Existem alguns estágios organizados através da bolsa Chevening, como o da BBC e da British Library que são muito interessantes, mas bastante competitivos”.

Este ano, devido à pandemia, o programa está isentando os alunos de apresentarem o teste de proficiência em inglês. No entanto, vale ressaltar que é importante estar com seu inglês afiado para a entrevista e ficar atento às exigências das universidades. Algumas estão aceitando exames IELTS mais antigos, fazendo testes de inglês por telefone, ou solicitando outros exames como o TOEFL home edition.

As inscrições abrem no dia 03 de setembro e vão até 03 de novembro e devem ser feitas online.  Saiba mais AQUI.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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