Seis dicas valiosas sobre o exame GMAT

Seis dicas valiosas sobre o exame GMAT

Andrea Tissenbaum

29 de agosto de 2019 | 08h53

GMAT | Crédito: Divulgação

GMAT | Crédito: Divulgação

O Prof. Fabio Skilnik, expert nos fóruns internacionais GMAT Club e Beat the GMAT, explica, em seis dicas fundamentais, a essência do exame.

Muita gente me pergunta sobre o GMAT. O Graduate Management Admission Test é uma prova de aptidão lógica e verbal em inglês que há mais de 60 anos tem sido a mais usada para admissão em MBAs e pós-graduações em Economia e Negócios. Mais de 200 mil pessoas em todo o mundo fazem o GMAT anualmente. A prova não é fácil e é muito importante se preparar com antecedência. É que o resultado obtido pode ter um forte impacto no processo de candidatura a um programa internacional.

Para ajudar você a esclarecer dúvidas sobre o exame, o Prof. Fabio Skilnik, criador do curso online GMATH e expert nos fóruns internacionais GMAT Club e Beat the GMAT, explica, em seis dicas fundamentais, a essência do exame.

1. O que é o GMAT e quando o exame é solicitado?

É um exame feito 100% em inglês, que mede diferentes aptidões divididas em quatro áreas: análise e interpretação de dados/textos, pensamento crítico/lógico, gramática e maturidade quantitativa.

Normalmente, o GMAT é exigido para processos de admissão em mestrados de Economia, Administração e MBAs.

2. Qual é o tempo de duração da prova, pontuação e competências exigidas?

O GMAT tem aproximadamente três horas e meia de duração e inclui dois intervalos opcionais de oito minutos cada. A nota vai de 200 a 800 e as competências exigidas pelo exame são:

– Verbal Reasoning: avalia a gramática, interpretação de textos, lógica e raciocínio crítico
– Quantitative: parte da matemática do Ensino Médio brasileiro e, principalmente, a maturidade quantitativa do candidato
– Analytical Writing Assessment – AWA: mede o pensamento crítico e a capacidade do estudante de estruturar e comunicar ideias e argumentos em inglês
– Integrated Reasoning: mede a capacidade de análise de dados presentes em tabelas, gráficos e diagramas

Importante: o curto tempo médio exigido por questão requer competência na gestão do tempo e boa concentração por longos períodos.

3. Quais são as principais diferenças entre o GMAT e o GRE?

Na parte quantitativa, o GMAT e o GRE (General Test) são muito parecidos. Ainda que o GRE cobre alguns tópicos a mais (quartilesboxplots, normal distributions), o nível médio das questões no GMAT é mais alto (para alunos em um mesmo nível de performance).

Na parte verbal, os exames são de naturezas bastante distintas. O GMAT é focado em uma “competência mais prática” da língua inglesa, enquanto que o GRE exige uma “competência mais acadêmica”, envolvendo um vocabulário consideravelmente mais sofisticado.

4. Com quanta antecedência o aluno deve começar a estudar?

Isso depende de sua formação, da qualidade e quantidade de tempo que poderá dedicar aos estudos e, é claro, da nota que almeja. Cinco meses é um tempo realista para um candidato com boa formação, que pode se dedicar aos estudos cerca de uma hora e meia por dia.

5. Como deve ser feita a preparação para o GMAT?

Recomendo que o estudante faça um preparatório específico e opte por um curso compatível com a nota almejada. Alunos aprovados nas principais universidades do mundo necessitam em média, 715 pontos em seus GMATs.

Além disso, os materiais oficiais (official guides and mocks), que podem ser adquiridos online, são essenciais para que o estudante possa avaliar o quão próximo está do nível de desempenho que intenciona atingir no exame.

6. Em resumo, o que você recomenda a um estudante que precisa fazer o GMAT?

Estude visando seu desenvolvimento e não procurando dicas milagrosas ou “dispositivos práticos” que só ajudam nos exercícios mais básicos. Escolha cursos preparatórios (um para matemática e outro para inglês) compatíveis com suas necessidades e confie neles, evitando perder tempo procurando e acumulando diversos materiais online, por exemplo.

Tenha um “registro de seus erros/dificuldades” (error tracking) e atualize-o constantemente. Isso é fundamental para orientar suas revisões e para que atinja “níveis de performance” cada vez mais altos. Só comece a fazer simulados quando já se considerar 80% pronto para o exame. É que os simulados mostram competências ou fraquezas, mas sozinhos não costumam trazer melhorias substanciais.

Quer saber mais sobre o GMAT? Acesse o blog do Prof. Fabio Skilnik, AQUI

Para fazer sua inscrição no exame, acesse o site oficial do GMAT.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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