O peso da carta de recomendação no processo de candidatura

O peso da carta de recomendação no processo de candidatura

Andrea Tissenbaum

24 de agosto de 2021 | 08h16

Foto: Jose Aljovin, via Unsplash

Foto: Jose Aljovin, via Unsplash

Relato detalhado das qualificações do aluno, as cartas revelam características suas importantes no processo de admissão.

A carta de recomendação de um professor, mentor ou contato profissional relevante é um documento importante no processo de candidatura a um programa universitário. Nela, quem recomenda vai detalhar as habilidades, objetivos e conquistas do aluno, oferecendo à instituição de ensino um testemunho das impressões que guarda sobre seu desempenho, desenvolvimento profissional e acadêmico, personalidade e habilidades pessoais.

Questões como:

– O contexto do relacionamento de quem recomenda com o candidato,

– Disposição do aluno para assumir riscos intelectuais e ir além da experiência de sala de aula,

– Competências, talentos ou habilidades de liderança incomuns,

– O que motiva esse aluno, como ele/ela reage a decepção ou fracasso,

– Como o aluno interage com professores e colegas,

– O que mais chama a atenção nesse candidato,

– O que leva quem está recomendando a acreditar que ele/ela é uma boa escolha para essa universidade e vice-versa,

são normalmente abordadas nas cartas de recomendação.

Por isso, devem ser escritas por pessoas que possam falar honestamente e com conhecimento de causa a seu respeito, e que se disponham a fazer isso de uma forma positiva.

As cartas têm um peso substancial nas decisões de admissão. É que uma carta bem escrita revela características importantes que não necessariamente aparecem nas narrativas apresentadas pelo aluno. Elas são uma espécie de avaliação por parte de quem está recomendando, um aval de que esse candidato é a melhor escolha para aquela instituição de ensino.

Vale lembrar que as cartas de recomendação são documentos formais que devem ser escritos em papel timbrado da instituição de ensino ou empresa onde quem recomenda trabalha. O número de cartas – normalmente de uma a três – vai depender dos cursos aos quais o aluno vai se candidatar. Algumas instituições pedem que você insira os e-mails de seus “recomendadores” no documento de candidatura para que possam solicitar a eles diretamente as cartas. Outras permitem que você faça o upload delas diretamente. Independentemente de serem textos livres ou conduzidos por perguntas, o conteúdo das cartas dificilmente fugirá às questões já assinaladas aqui.

Pensar bem nas pessoas que podem escrever esse documento e pedir a elas suas cartas com antecedência é fundamental. Só assim terão tempo de escrevê-las com o merecido cuidado e atenção. Se necessário, ofereça um currículo atualizado para que possam compreender melhor seu desenvolvimento e momento atual.

Não tenha vergonha de perguntar ao seu professor, orientador, mentor ou chefe se eles/elas escreverão uma boa carta de recomendação. É sempre melhor estar seguro de suas escolhas do que mais tarde se lamentar. 

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissenglobal@gmail.com

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