Histórias pessoais: Uma experiência extraordinária que me fez mudar muito

Histórias pessoais: Uma experiência extraordinária que me fez mudar muito

Andrea Tissenbaum

08 Março 2015 | 11h01

Foto: Yuri Magalhães SIlva

Foto: Yuri Magalhães SIlva

Uma das grandes motivações que sempre tive foi a de viajar para vários países. Acredito até hoje que é uma das poucas experiências que impulsiona nosso desenvolvimento na vida.

Quando me formei na escola pública, em 2010, esperei um semestre para ver se estudar Relações Internacionais era realmente o que eu queria. Com um irmão, uma irmã e vários primos e primas formados em Administração, minha mãe queria que eu seguisse os passos da família. Mas, decidi fazer o que eu realmente gostava e fui estudar Relações Internacionais. Claro, fazer intercâmbio estava nos meus planos e nas primeiras férias da faculdade conheci a AIESEC.

Em Janeiro de 2012, fui selecionado para participar como voluntário no programa Young & Perspective da AIESEC em Samara, na Rússia, onde morei por três meses. Meu trabalho era desenvolver jovens lideranças e discutir temas culturais, econômicos e internacionais com alunos de uma escola pública local, para que pudessem ter um outro olhar sobre essas questões.

Samara é uma cidade de pouco mais de um milhão de habitantes, muito acolhedora. Lá eu conheci diversas famílias e ouvi muitas histórias: da guerra; dos preconceitos ocidentais sobre os Russos; de um povo esquecido no tempo, no gelo, no branco. Um aprendizado de extrema importância o de lidar com uma cultura muito diferente da Brasileira. E, apesar do choque cultural inicial, viver na Rússia foi uma experiência extraordinária que me fez mudar muito. Eu cresci, amadureci. Aprendi a fazer as coisas do dia-a-dia que minha mãe fazia para mim quando estava no Brasil; a enfrentar desafios e perceber meus limites; a entender as diferenças e a respeitá-las.

A Rússia é um país sensacional! Os Russos são muito alegres e receptivos, apesar das pessoas pensarem que estão sempre bravos e brigando. É que o som do idioma é forte e dá mesmo essa impressão. Também são bem abertos com os brasileiros. Amam o Brasil e acham que o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é o mais importante acontecimento em sua história política.

Foto: Yuri Magalhães Silva

Foto: Yuri Magalhães Silva

Como a minha vontade de conhecer o mundo é muito grande, em 2014 criei um projeto chamado “Compre um Doce e ajude-me a realizar um intercâmbio voluntário”, no qual vendia doces no comércio do meu bairro e em algumas universidades. Queria levantar dinheiro para poder fazer um novo intercâmbio. O desafio foi enorme, mas deu certo!  Em breve estarei partindo para a minha segunda experiência internacional. Desta vez vou para a Colômbia pela AIESEC para fazer um intercâmbio corporativo com escopo educacional e voluntário.

Dizem que eu sou bem eclético. Gosto de empreender, viajar, me arriscar e estudar temas internacionais. Minha família fala muito para mim que eu quero fazer tudo ao mesmo tempo, “abraçar o mundo”. Mas, eu sou jovem e tenho que aproveitar todas as oportunidades. Depois pode ser tarde e o amanhã é incerto demais.

Yuri Magalhães Silva tem 21 anos. É um empreendedor e estuda de Relações Internacionais na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP. 

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter