Fuqua School of Business e o valor da colaboração

Fuqua School of Business e o valor da colaboração

Andrea Tissenbaum

19 Novembro 2015 | 09h10

Foto: Duke University Photography

Foto: Duke University Photography

Ex-alunos falam sobre seus MBAs em Fuqua e ressaltam o poder da interdisciplinaridade e do fomento a um modelo de liderança capaz de gerar inovação por meio de um ambiente de trabalho colaborativo.

Três profissionais talentosos e muito bem sucedidos. Três experiências internacionais bastante diferentes. Um denominador comum: a escolha da Fuqua School of Business, a escola de negócios da Duke University para fazer seu MBA.

Leo Tang, CEO da Easy Taxi, fez sua graduação em uma universidade pequena nos EUA. Mas, desde então, ficou com vontade de retornar para fazer sua pós-graduação em uma universidade grande, top 10. Voltou para o Brasil, trabalhou em uma grande empresa onde fez uma carreira promissora e a ideia de estudar fora retomou seus pensamentos. Analisou os rankings para saber quais se encaixavam no que ele queria, estudou cada escola e escolheu Fuqua, “uma escola que tem um programa muito voltado para o trabalho em equipe”, conta. “Queria melhorar minhas habilidades nesse tipo de ambiente de trabalho e fui para lá em Agosto de 2011. Ter a possibilidade de só estudar foi maravilhoso, me dediquei totalmente”. O espírito da universidade, Team Fuqua, permeia todas as atividades. O trabalho em sala de aula é realizado em grupos que recebem orientação de mentores com fortes habilidades de liderança e que, uma vez por semana, conversam com os alunos individualmente ou em grupo. “Sentar com pessoas que vem de outras culturas e com backgrounds diferentes para fazer um trabalho conjunto não é um processo fácil, mas vale muito a pena, especialmente porque a mesma coisa acontece quando você esta nas empresas e tem que conviver com as diferenças” explica o executivo. Segundo Leo, “A escola oferece um mega preparo para você trabalhar em equipe e ser um líder. Professores importantes dão aula em Fuqua – eles fazem pesquisas de ponta que são fáceis de traduzir para a vida real e para cases de business. Sem o treinamento que recebi, eu jamais teria o preparo que eu tenho hoje. Os professores são muito dispostos a ajudar os alunos, o sucesso dos alunos é o sucesso deles. Na mesma linha, aprendi que o sucesso de um membro da equipe é o meu sucesso, e isso faz toda a diferença”, complementa Leo.

Marcos de Almeida, especialista em Direito Internacional Privado, sócio da MIM Sociedade de Advogados e com uma trajetória acadêmica que inclui estudos de Direito Comparado na Universidade de Paris II – Sorbonne, também fez seu MBA na Fuqua School of Business. Apesar de sua ampla experiência e vivência internacional, percebeu que precisava de ferramentas mais atuais de gestão para se sair melhor em seu trabalho. Foi com esposa e 2 filhos pequenos, o que fez a experiência por um lado mais gratificante e por outro, um momento de mais responsabilidade.
“O fato de Fuqua ser uma escola mais colaborativa foi fundamental para mim. Nenhum homem é uma ilha e todos, para trabalhar, precisam ajudar – mesmo que estejam em diferentes setores de uma empresa. Se eu sei algo que você não sabe, devo fazer com que essa informação se faça conhecida. A riqueza está em compreender que cada indivíduo tem algo a contribuir num caso em analise. Essa capacidade de instilar no colega a habilidade de extrair uma colaboração é muito atual. Compartilhar conhecimento, aprender a ouvir outras experiências, dividir tarefas, isso é muito rico”, conta o advogado. Marcos apreendeu o poder da interdisciplinaridade e aprendeu a força da inovação. Na prática, como se costuma trabalhar em Fuqua. Desenvolveu a capacidade de analisar dados a partir de uma infinidade de ângulos, podendo, a partir daí, extrair as informações vitais para garantir o sucesso de diferentes tipos de empreendimentos. “Mas, para mim o que mais me trouxe conforto e segurança foi o fato de eu ter obtido maestria em diversas áreas que atuam no universo organizacional. Hoje eu me sinto a vontade de entrar numa discussão em uma empresa que envolve os mais diferentes departamentos. Fui preparado para isso. Essa abordagem holística e a capacidade de aplica-la são dois aspectos que me acompanham desde Fuqua, tornando possível sempre propor soluções simples para problemas empresariais complexos”, explica. Marcos foi contratado por uma empresa americana e viveu nos EUA por mais 15 anos após terminar seus estudos. “O MBA foi um momento importante de mudança de vida, fui contratado no próprio campus ao termino do curso”.

Rubens Passos, presidente da Tilibra, fez seu MBA à distância, num consagrado programa de Fuqua. “Morava no interior do Espírito Santo e não podia parar de trabalhar para fazer o curso. A Duke era a única universidade de primeiro time que oferecia uma experiência mista, parte presencial e parte online e isso já era revolucionário no final dos anos 90”, explica Rubens. O Global Executive Program é um curso de dois anos que oferece cinco reuniões presenciais, duas em Duke e três em diferentes países. E, a cada troca de trimestre, novos professores e grupos de alunos de diferentes partes do mundo são organizados para desenvolvimento de projetos. O curso reúne executivos seniores, com formação e experiências diversas, para um rigoroso treinamento em gestão empresarial que integra as experiências de aprendizagem entre as economias. “Uma das coisas que mais me surpreendeu na época foi a qualidade das pessoas que encontrei no meu curso. A outra grande surpresa foi a troca com outros executivos que estavam em diferentes partes do mundo e que apresentavam os mais diversos backgrounds profissionais”, conta Rubens. “Cada vez mais na nossa sociedade, a sensibilidade para as questões culturais deve estar aflorada, e você consegue isso se é orientado, se é preparado”, explica o executivo. O curso concentra-se em questões sociais, econômicas, políticas, históricas e culturais que influenciam negócios ao redor do mundo. Para que o executivo possa efetivamente liderar e gerenciar uma operação global. 
Sobre estudar a distância, Rubens explica que é uma empreitada que exige disciplina e um certo sacrifício. “A estimativa da universidade é que você estude uma média de 40 horas semanais. E não duvide, se você não acompanhar o curso e o ritmo da equipe, não é reprovado, é convidado para sair. Em Fuqua, o desempenho em grupo é muito valorizado. Colaboração é uma característica da Duke e isso é medido pelos trabalhos em grupo. Seus colegas te avaliam por participação. A pessoa tem que saber que não vai conseguir fazer nas costas de ninguém. Tem que estar preparado para se dedicar”, alerta Rubens. “Estudar na Duke, foi uma decisão totalmente acertada na minha vida e eu usufruo desde então do que aprendi, das conexões que estabeleci. Formalizei um conhecimento educacional que me ajudou nas minhas praticas do dia a dia, fui muito influenciado por essa experiência”.

Por unanimidade os três entrevistados concordam que estudar na Fuqua Business School foi transformador, tanto profissional quanto pessoalmente. E deixam a dica: os esforços, a adequação do seu perfil à escola, ao método de ensino, à região, ao país, tudo isso tem que ser cuidadosamente levado em conta quando você se candidatar a um MBA no exterior.

 

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter