Faça parte do Programa de Liderança para Competitividade Global

Faça parte do Programa de Liderança para Competitividade Global

Andrea Tissenbaum

27 Junho 2017 | 11h58

Turma GCL 2017 - Foto: Manuela Milan Perez

Turma GCL 2017 – Foto: Manuela Milan Perez

Conheça a experiência de Manuela Perez, bolsista do Programa de Liderança para Competitividade Global – GCL. Candidate-se a uma bolsa até 01/08!

O Programa de Liderança para Competitividade Global da Universidade de Georgetown (GCL), promove uma nova geração de líderes socialmente responsáveis, inovadores e éticos na região ibero-americana.

Anualmente, o GCL premia jovens líderes com uma bolsa de estudos integral. São 10 semanas intensas na Universidade de Georgetown, em Washington com cerca de 40 jovens de diferentes partes da América Latina.

Interessados devem ter entre 24 e 34 anos, ser latino-americanos, com diploma universitário, bom desempenho acadêmico, proficiência de inglês e pelo menos um ano de experiência profissional. Ao término do programa, devem retornar ao seu país de origem para aplicar o conhecimento adquirido em desenvolvimento local.

Manuela Perez, a Manu, formada em Economia pelo Insper, há alguns anos trabalha com empreendedorismo e impacto social. Ela foi bolsista na última turma do GCL.

“Fiquei sabendo dessa bolsa pelo Instituto Ling, meu irmão me mandou o link. Eu não conhecia o programa, estava pesquisando mestrados no exterior e me encantei com a proposta. O processo durou 6 meses. Envolveu uma primeira seleção no Brasil, composta de uma parte escrita e um debate presencial em Porto Alegre. E, por fim, uma entrevista individual com a equipe de seleção de Georgetown. Mas deu certo”, ela conta.

“O GCL mistura pessoas de diferentes setores (privado, ONGs e governo) e essa diversidade sempre marcou minhas experiências. Se em algum momento da minha vida me senti um pouco deslocada por ter muitos interesses, encontrei meus pares nesse programa. Pessoas que, como eu, tinham várias paixões, eram inquietas e buscavam uma forma de atuação profissional com impacto social”, explica.

“O que eu mais gostei foram a interdisciplinaridade e os quatro pilares que trabalhamos: liderança em ação, desenvolvimento e crescimento pessoal, participação em questões regionais mais urgentes e rede regional. O GCL questiona muito as bagagens dos participantes. Por exemplo, em vez de ressaltar o lugar do líder como herói, faz a colocação da responsabilidade da liderança – o que você já fez, o que tem pela frente, como valoriza a região em que trabalha”, complementa.

A diversidade do programa fica clara nas experiências dos alunos e suas áreas de atuação profissional nas diferentes regiões. “Meu grupo tinha 36 pessoas de mais de 20 países. Um dos grandes pilares de aprendizado era a troca, a chance de aprender com as pessoas e de confiar nelas. Nós morávamos juntos e fomos aprendendo a confiar um no outro, a expor nossas vulnerabilidades. É muito bom ter gente que te ajuda a pensar estrategicamente na sua carreira e que te dá um feedback bem concreto na sua vida profissional.

Para mim, o GCL foi um espaço para pensar em tudo que fiz, avaliar e valorizar o que já havia feito e começar a conectar os pontos para poder criar novos formatos. Me ajudou a pensar de uma maneira mais estratégica o que me guiava, o que valorizo nas experiências. E me mostrou como é importante se expor à pessoas com uma experiência completamente diferente da sua, seguir caminhos que não necessariamente estavam no seu radar inicial. A sua ambição aumenta, seus olhos abrem, há uma solidariedade com as outras regiões. Você aprende como funcionam as coisas em outros lugares e passa a pensar de uma forma colaborativa”, diz Manu.

O programa inclui aulas, coaching individual, troca de experiências com os colegas, visitas a diversas organizações e desenvolvimento de um projeto final.

“Nós visitamos organizações internacionais em Washington que tomam decisões que impactam a América Latina e o mundo. Foi muito interessante ver isso de perto em um momento histórico tão emblemático. Quando cheguei, o Trump ia assumir a presidência. Também tive a chance de participar da Marcha das Mulheres. Eu era uma latina estudando em Washington, queria viver e entender o que estava acontecendo no país. Essa cidade é um hub, te conecta com o mundo.

Brasileiras aceitas no GCL: Manuela Milan Perez (esq.), Antonia Martins (RJ), Isabela Christo (BH) | Foto: Manuela Milan Perez

Para mim o GCL foi como que uma conclusão. Em 2016 eu tirei um ano para me reposicionar. Trabalhei em duas organizações nos Estados Unidos, a Endeavor Global e em uma startup do centro de empreendedorismo do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Depois ganhei a bolsa para o GCL.

Em uma de minhas aulas, aprendi com a palestrante que ao longo da vida as paixões vão ficando mais claras. Mas para isso, temos que buscar a excelência, a transformação e a conectividade em todos os projetos que vamos fazer. “Permita-se ter diferentes interesses e prepare-se para o trajeto”, ela disse”.

“Entendi o que gosto de fazer e o que quero daqui para frente. Eu gosto de conectar pessoas que estão transformando as cidades, gerando impactos positivos. Conectar colegas e organizações pelo globo catalisando colaboração e criando ecossistemas mais fortes, diversos e vibrantes. Hoje estou trabalhando aqui no Brasil como coordenadora de comunidades na monashees, uma empresa de venture capital, que investe em startups de tecnologia na América Latina.

Consegui ter essa clareza por ter podido parar e pensar no que estava me guiando. Para mim esse curso foi uma pausa estratégica, um momento para auto-reflexão. Desenvolvi uma visão mais crítica e compreensiva da América Latina, somei à minha bagagem muitas ferramentas pessoais e profissionais que vou levar comigo para onde for. Além de amigos para o resto da vida, é claro!”

> Saiba mais sobre o Programa de Competitividade Global – GCL AQUI.

>> Conheça os requisitos para candidatar-se AQUI.

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Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais. 
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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