Estudar inglês em Malta

Estudar inglês em Malta

Andrea Tissenbaum

29 Novembro 2016 | 09h56

Daniela, na praia de Comino, Malta | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Daniela na praia de Comino, sul de Malta | Foto: Daniela B. Loyola

Jóia do mediterrâneo, Malta é um destino especial para quem quer aprimorar seu inglês e busca cursos de curta duração.

Daniela Bernardes Loyola, leitora do Blog da Tissen, morou em Malta por quase cinco anos. Há um tempo atrás, ela me enviou um e-mail sugerindo um post sobre esta paradisíaca ilha.

É que Malta é um destino muito procurado por pessoas que querem estudar inglês e, definitivamente, um lugar maravilhoso para vivenciar uma experiência internacional de curta duração. Além disso, oferece custos mais acessíveis para quem está procurando um novo desafio.

Malta foi o terceiro intercâmbio de Daniela, após uma experiência na África do Sul e outra na Irlanda. Foi morar lá com seu marido, que é irlandês e trabalha com jogos online. “A ilha favorece quem quer aprender ou aprimorar seus conhecimentos de inglês. Fiz diversos cursos profissionalizantes e trabalhei em vários lugares – minha família é de origem espanhola e tenho passaporte europeu. Pude aperfeiçoar meu inglês”, ela conta.

Azul da água do mar | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Azul da água do mar | Foto: Daniela B. Loyola

A ilha tem como sua moeda local o euro e desfruta de uma ótima localização na Europa: fica a 80 quilômetros da Sicília, na Itália e está próxima da Tunísia e da Líbia, na África.

Cercada por águas cristalinas, Malta tem pouco mais de 400 mil habitantes e muita história para contar. Já foi governada por fenícios, romanos, árabes, gregos, espanhóis, franceses e italianos. E foi domínio britânico até 1964, quando ganhou sua independência, tornando-se uma República em 1974.

Valletta, a capital, foi declarada patrimônio histórico da humanidade pela Unesco e em 2018, será a Capital Europeia da Cultura. A “cidade da fortaleza”, como também é chamada, é uma das áreas de maior concentração de sítios históricos no mundo. Por suas ruas estreitas você “esbarra” o tempo todo com importantes obras de arte, igrejas e palácios.

Catedral de Marsaxlokk | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Catedral de Marsaxlokk | Foto: Daniela B. Loyola

A história de Valletta se confunde com a Ordem dos Cavaleiros de São João – ou Cavaleiros de Malta – que, no século 16, se instalaram ali e foram responsáveis pela construção das fortificações que protegeram a ilha de ataques ao longo do tempo.

Valletta, torre de vigia e vista sobre Birgu | Foto: Thyes, via Wikimedia Commons

Valletta, torre de vigia e vista sobre Birgu | Foto: Thyes, via Wikimedia Commons

Malta tem dois idiomas oficiais: o maltês e o inglês. Sim, você não vai ouvir inglês 100% do tempo por lá. Mas não se preocupe, todo mundo fala inglês. Os nativos malteses são bastante receptivos com turistas, estudantes e estrangeiros que vão para lá trabalhar. Respeitam a diversidade e adoram compartilhar sua história.

“Eu morei em Sliema e St. Julians, os lugares onde estão a maioria das escolas de inglês, e onde vivem profissionais de várias partes da Europa que vão trabalhar nas empresas de jogos online. Isso mudou a dinâmica desses vilarejos e gerou uma perda do contato com a cultura maltesa. O custo de vida subiu e muitos malteses tiveram que se mudar para o sul da ilha, que é lindo, mais econômico e que ainda está preservado. Não há escolas de inglês nessa parte de Malta. Mas a região deve ser visitada. Eu sempre recomendo que as pessoas explorem a ilha inteira e não se limitem aos lugares turísticos. Vá as feiras de rua, experimente a deliciosa comida. Veja como vivem os malteses, observe o seu cotidiano. Essa é a bagagem do intercâmbio, vivenciar diferentes ‘manias’ e entrar no clima dos Malteses”, diz Daniela.

Qwara | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Qwara | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Diversas agencias brasileiras oferecem pacotes para quem quer estudar inglês que podem ser encontrados no site da Belta, associação brasileira de organizadores de viagens educacionais. Mas para quem busca um intercâmbio independente, vale a pena pesquisar as ofertas locais. Malta tem 44 escolas de inglês. Você pode encontrar essas escolas e fazer contato diretamente com elas através do site Visit Malta.

“O que os estudantes precisam verificar é se a escola está credenciada no Education Ministry’s EFL Monitoring Board, responsável por supervisionar a qualidade das escolas em Malta”, Daniela avisa. E acrescenta: “fique atento porque você não vai poder trabalhar em Malta enquanto estuda, a menos que tenha um passaporte europeu ou um visto de trabalho oficial”.

“Em Malta o estudante fica sempre ativo. Empresas locais tem parceria com as escolas e levam os alunos a museus, catedrais, vinícolas e mais. Gozo é uma pequeníssima ilha famosa por sua culinária requintada. É um passeio gastronômico imperdível”.

Gozo, blue window | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Gozo, blue window | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Para quem gosta de esportes radicais, mergulho, escalada, parapente são apenas algumas das diversas opções da ilha. E é claro, as lindas praias são o espaço de lazer preferido. De pedra ou de areia, elas enchem os olhos de todo mundo!

Parapente em Bugibba | Foto: Karelj, via Wikimedia Commons

Parapente em Bugibba | Foto: Karelj, via Wikimedia Commons

Quer saber mais sobre a ilha? Acesse o blog by Brasileiros em Malta que a Daniela escreve. Esta simpática paulistana, formada em hotelaria, que vive fora do Brasil há 12 anos, tem muito para contar!

Por-do-Sol de Bugibba | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Por-do-Sol de Bugibba | Foto: Daniela Bernardes Loyola

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter