Embaixador britânico no Brasil explica o programa de bolsas Chevening

Embaixador britânico no Brasil explica o programa de bolsas Chevening

Andrea Tissenbaum

16 de julho de 2020 | 09h19

Vijay Rangarajan, embaixador britânico no Brasil

Vijay Rangarajan, embaixador britânico no Brasil

Vijay Rangarajan fala sobre a bolsa de mestrado no Reino Unido que desde 1983 já contemplou mais de 1.800 estudantes brasileiros. 

As inscrições para o programa de bolsas Chevening, do governo britânico, destinado a estudantes internacionais que sonham em fazer mestrado em uma universidade no Reino Unido, abrem no dia 03 de setembro. Nesta próxima edição, é importante ficar atento ao prazo de encerramento, que acontecerá em 03 de novembro.

“Queremos desenvolver os talentos e capacidade de liderança de brasileiros de qualquer idade que queiram participar de uma jornada como essa. O Reino Unido tem excelentes universidades e uma história com fortes características de internacionalidade. Durante seus mestrados, os bolsistas Chevening aprendem sobre a cultura britânica e ficam imersos em um contexto bem diversificado culturalmente. Seus colegas vêm de todas as partes do mundo e trabalham em vários setores. Essa troca intensa de ideias e experiências é muito relevante para sua formação. Além disso, participam de uma série de eventos organizados por nós e por nosso grupo de alumni (ex-alunos). Passam a fazer parte de uma rede global de compartilhamento de informações. Hoje, cerca de 50 mil ex-alunos formam a rede Chevening global. No Brasil, mais de 1.800 profissionais já receberam a bolsa de estudos”, explica Vijay Rangarajan, embaixador britânico no Brasil.

“Buscamos alto potencial de liderança, pessoas que têm uma visão para seu futuro e para o futuro global. Queremos, com certeza, pessoas ambiciosas, que possam liderar organizações para mudar as coisas. Nossos bolsistas têm excelentes habilidades de relacionamento e sabem utilizar nossa rede para desenvolver projetos de impacto local ou global. As entrevistas que fazemos com os candidatos são sempre fascinantes, todos são muito interessantes e altamente qualificados. A escolha de quem serão nossos bolsistas não é fácil”, ele enfatiza.

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Candidatos Chevening devem ter uma ideia clara do porquê querem estudar no Reino Unido e de que forma essa experiência vai beneficiar suas vidas profissionais. Não há nenhum limite ou preferência de idade para candidatar-se à bolsa Chevening. “Não se trata só de ter um histórico acadêmico excepcional, mas de apresentar ferramentas pessoais e uma capacidade de liderança que serão potencializadas através das oportunidades oferecidas pela bolsa.

O que precisamos é de pessoas formadas que queiram fazer um programa de mestrado no Reino Unido, com no mínimo dois anos de experiência profissional. A diversidade dos candidatos é muito importante para nós, prezamos isso. O Brasil é um país com muitas desigualdades que queremos apoiar. Incentivamos pessoas de todos os estados a se candidatarem, mesmo as dos mais remotos, que muitas vezes por essa razão pensam que não deveriam participar. Os bolsistas Chevening brasileiros são um grupo que tem impacto nos dois países e podem atuar como intérpretes de ambos, identificando oportunidades para trabalhos e pesquisas conjuntas”.

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O embaixador conta que, em 2021, a conferência COP26 sobre mudança climática será sediada em Glasgow e que vários ex-bolsistas Chevening vão participar. “Muitos deles trabalham nas áreas de economia, desenvolvimento, finanças e energia renovável. Nossa rede de alumni brasileiros, aqui, será uma ponte entre os dois países, apresentando atividades e projetos realizados entre os dois governos e relacionados às temáticas do evento.

Divulgamos as diversas atividades que desenvolvemos em parceria com o Brasil na imprensa e nas redes sociais da embaixada. Futuros bolsistas também podem buscar esse tipo de informação nos sites das universidades britânicas. Há vários centros de estudo que estão trabalhando muito com o Brasil. Neste momento, a vacina da COVID-19 conta com um time que envolve a Unifesp, Oxford e diversos pesquisadores. Cinco cientistas brasileiras em Oxford fazem parte do grupo

Temos trabalhado também no ensino de inglês. Através do Skills for Prosperity, um programa do Prosperity Fund, fundo global de £1.2 bilhões do governo britânico, o Reino Unido vai apoiar nove países emergentes no desenvolvimento de competências e habilidades voltadas ao crescimento econômico e prosperidade. No Brasil, a parceria entre a Fundação Lemann, Conselho Britânico, Nova Escola e Instituto Reúna, vai oferecer capacitação e assistência técnica para o desenvolvimento da língua inglesa em cinco estados piloto: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul e Amapá. Estamos desenvolvendo produtos para que as escolas possam ensinar melhor o idioma, fortalecendo ainda mais nossos vínculos”.

Mas o embaixador afirma que não é necessário que sua pesquisa esteja vinculada ao que está acontecendo entre o Brasil e o Reino Unido. Novos assuntos podem abrir oportunidades de relacionamento em outras áreas. Vijay Rangarajan avisa que o programa Chevening vai continuar e que brasileiros interessados em qualquer área do conhecimento, devem se candidatar.

“É sempre fantástico ver o talento e a energia dos alunos brasileiros. Faremos o máximo para que essas pessoas tenham todo o apoio para se desenvolver em suas carreiras”.

As inscrições para o ciclo 2021-2022 do Programa Chevening abrem no dia 03 de setembro e encerram em 03 de novembro. A bolsa cobre integralmente mestrados de um ano em todas as áreas do conhecimento, inclui uma generosa ajuda de custo mensal e passagens áreas. Candidaturas devem ser feitas pelo site. Em 2019, 59 brasileiros receberam a bolsa Chevening e foram estudar em mais de 28 universidades do Reino Unido. Aproveite o tempo até lá para se organizar!

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
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