Cresce o número de estrangeiros fazendo intercâmbio no Brasil

Cresce o número de estrangeiros fazendo intercâmbio no Brasil

Andrea Tissenbaum

20 de agosto de 2019 | 08h05

Os estudantes Tomás Ursi, brasileiro e Valério Cittadini, italiano - amizade em intercâmbio na USP | Crédito: Belta

Tomás Ursi, brasileiro e Valério Cittadini, italiano – amizade em intercâmbio na USP | Crédito: Belta

País vem se consolidando como polo educacional, como atesta pesquisa da Quacquarelli Symonds – QS, divulgada mundialmente em julho. 

Quando Valério Cittadini desembarcou no aeroporto de Guarulhos, maior terminal da América Latina e segundo mais movimentado, não imaginou que São Paulo oferecia a ele a oportunidade de crescer na carreira de engenheiro mecânico. Italiano e com fluência em outros idiomas, teve que aprender o português para conseguir cursar, por um período, engenheira na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP.

Regularmente acompanhamos na mídia o número de brasileiros saindo para estudar e trabalhar no exterior. No entanto, a cada ano, o número de estrangeiros que vêm estudar no Brasil também é bastante expressivo. Uma pesquisa da consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS) , divulgada no final de julho de 2019, mostra São Paulo no ranking Best Student Cities (Melhores Cidades para Estudantes). Mais de 87 mil intercambistas responderam à pesquisa. São Paulo não só é a melhor cidade brasileira para estudar, como também ocupa a 76a colocação no ranking.

Quem também mostra que nosso país está recebendo mais estudantes estrangeiros é a Study in Brazil, departamento da Belta, Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, desenvolvido para impulsionar programas educacionais brasileiros para estrangeiros.

Valério Cittadini precisava do português para concluir estudos em engenharia na USP. Com o aperfeiçoamento do idioma, conseguiu uma boa colocação profissional quando retornou à Itália, onde vive atualmente. O domínio do português e a experiência no Brasil agregaram valor ao seu currículo, fazendo com o que jovem adquirisse habilidades cobiçadas pelo mercado atual.

E não foi apenas em sua carreira que Valério percebeu uma grande mudança durante seu intercâmbio no Brasil.  Durante seus estudos na USP conheceu Tomás Ursi, que o ajudou com o português e com quem visitou várias partes do Brasil e da América Latina. “A viagem mais incrível que fiz na minha vida foi para o Amazonas. Mas também conheci Foz do Iguaçu e países próximos ao Brasil como a Argentina, Chile, Peru e Bolívia. A oportunidade de conhecer esses lugares fez minha experiência de intercâmbio ser ainda mais interessante”, afirma o jovem italiano.

“O Brasil oferece ótima gastronomia, hospitalidade, esportes, um clima ameno, uma história interessante e, é claro, o idioma, que também é oficial em Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Princípe e Guiné Equatorial. Apenas 250 milhões de pessoas falam português e aprender a língua é um diferencial no mercado no exterior”, explica Maura Leão, presidente da Belta.

“Sem dúvida, inglês e mandarim são os idiomas mais falados do mundo. Mas ir além deles é ser criativo, sair do comum – exatamente o que as empresas globalizadas estão buscando em seus profissionais”, ela reforça.

Não pode fazer um intercâmbio no exterior? Leia o post ‘Seja um cidadão do mundo sem sair do Brasil’ publicado pelo Blog da Tissen!

Sobre a Belta
Criada há 27 anos, a Belta – Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio – tem como objetivo ampliar o mercado de educação internacional no Brasil. Como única associação do setor sem fins lucrativos, tem como foco certificar, com o Selo Belta, agências de intercâmbio e viagens, por meio de um cuidadoso processo de análise. Atualmente, as agências especializadas Selo Belta representam 75% do mercado de educação internacional. A Belta também reúne 14 associadas colaboradoras que são associações internacionais de instituições de ensino de idiomas e de ensino médio, universidades e redes de escolas, assim como prestadores de serviços relacionadas ao segmento tanto do exterior como nacionais.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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Fonte: Belta

 

 

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