Como desenvolver um perfil internacional durante o ensino superior

Como desenvolver um perfil internacional durante o ensino superior

Andrea Tissenbaum

24 de junho de 2021 | 10h52

Foto: Lindsay Henwood, via Unsplash

Foto: Lindsay Henwood, via Unsplash

Opções oferecidas na graduação, mestrado ou doutorado em diversas instituições de ensino brasileiras possibilitam essa experiência, confira!

Já sabemos que estudar no exterior nem sempre está ao alcance de todos. Seja por questões financeiras, pessoais ou pela falta de interesse específica nessa vivência, as razões são as mais variadas. No entanto, a experiência internacional pode promover o desenvolvimento de algumas habilidades importantes para a vida e o mercado de trabalho. Dentre elas, se incluem uma melhor capacidade de comunicação em outro idioma, abertura para novas culturas e compreensões do mundo, sintonia com questões globais, criação de redes, flexibilidade e um melhor entendimento de sua identidade pessoal.

Mas como adquirir essas competências sem fazer um curso superior completo no exterior? Diversas instituições de ensino (IE) brasileiras, públicas e privadas, oferecem inúmeras oportunidades interessantes aos seus alunos. De um modo geral, elas são gerenciadas pela área de cooperação internacional/intercâmbio. Cada IE usa uma denominação diferente para esse departamento, mas pode ter certeza de que ele existe. Se você pesquisar vai se surpreender com o que vai encontrar. Sua iniciativa e protagonismo serão fundamentais nesse processo, então fique atento.

Desde 2018, a Unesp e a Universidade Federal de Pernambuco, têm oferecido aos seus alunos a possibilidade de cursar algumas disciplinas criadas em parceria com universidades estrangeiras, online. As jornadas interculturais, promovidas pelo programa de intercâmbio virtual BRaVe, uma iniciativa da Associação Brasileira de Educação Internacional – Faubai, já beneficiaram inúmeros estudantes.

Este ano, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) foram escolhidas para participar da versão virtual do PILA, Programa de Intercâmbio Acadêmico Latino-Americano, que envolve instituições de ensino argentinas, colombianas e mexicanas. Alunos interessados devem participar de um processo seletivo para compartilhar parte de seu aprendizado com colegas desses países.

Programas de mobilidade acadêmica, destinados aos que desejam estudar no exterior por um tempo limitado (seis meses a um ano), são oferecidos por quase todas as instituições de ensino aqui no Brasil, por meio de suas parcerias com universidades internacionais. As vagas, em geral limitadas, são bastante concorridas, mas vale a pena se dedicar em conseguir uma delas e ter isso em mente desde o primeiro dia de aulas, uma vez que ótimas notas e proficiência em um idioma serão exigidas. Dentre os ganhos e vantagens, além das já mencionadas, o custo para participar é bem mais baixo e as matérias cursadas, se condizentes com as regras estabelecidas, recebem equivalência no retorno do aluno ao Brasil.

Além dessas oportunidades, duplas titulações (graduação e mestrado) e os acordos internacionais de cotutela de tese (para mestrado e doutorado strictu-sensu) também fazem parte do “cardápio” internacional de várias IEs brasileiras. Nessa modalidade, os alunos recebem não só seu diploma local como também o da universidade parceira internacional, com a possibilidade de fazer parte do curso no exterior.

Então, se você achava que estudar no exterior ou ter uma vivência internacional estavam fora do seu alcance, entenda que estas são apenas algumas das oportunidades que existem para alcançar esse objetivo. É possível incluir essa jornada na sua capacitação como pessoa e como profissional.

Procure saber o que a sua universidade oferece aos alunos e trabalhe duro para fazer parte do grupo de beneficiados – mérito será sua principal ferramenta como candidato.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

Siga o Blog da Tissen no FacebookTwitter e Instagram.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.