Como aumentar as chances de ser aceito em uma universidade americana?

Como aumentar as chances de ser aceito em uma universidade americana?

Andrea Tissenbaum

22 de março de 2022 | 09h01

Foto: Courtney Wentz, via Unsplash

Foto: Courtney Wentz, via Unsplash

Conheça cinco passos que podem ajudar você no seu projeto de fazer a graduação nos Estados Unidos e conseguir uma bolsa de estudos!

Neto de caminhoneiro e filho de músicos, Diogo Ribeiro, ex-aluno de um colégio em Ribeirão Preto, viu nas profissões alternativas da família, um incentivo para atravessar o oceano apostando em uma carreira internacional. Tudo isso, sem deixar de lado a sua paixão pela natação. “No ensino médio, entrei na natação e comecei a pensar grande. Meu sonho era ser atleta olímpico, mas acabou me levando para uma nova trajetória e abriu muitas portas para sonhar com estudos nos EUA”, diz Diogo.

A oportunidade de um novo caminho veio com as orientações do EducationUSA, rede oficial do Departamento de Estado Norte-Americano e da Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil, que deu suporte ao jovem durante um ano inteiro. O resultado: uma bolsa de estudos de 90% em Grinnell College, uma faculdade em Iowa.  “Hoje, tenho uma variedade de opções para escolher minha carreira e formei uma verdadeira família no time de natação em Grinnell, somos mais de 80 atletas e é incrível poder contar com eles. Sinto que entrei para uma comunidade com amigos que me ajudam e incentivam além dos estudos”, ele conta. 

Para quem almeja estudar nos Estados Unidos e traçar uma nova rota para a futura carreira, a orientadora do EducationUSA, Simone Ferreira, com mais de 10 anos de experiência aconselhando alunos, deixa cinco dicas que potencializam as chances de ser aceito em uma instituição estadunidense:

1- Faça uma lista de universidades consistente, que se encaixe no seu perfil  

Além dos cursos de sua preferência, vale levar em conta a localização, clima, número de alunos, taxa de aceitação e o valor da mensalidade, dentre outros fatores.

2- Crie um cronograma   

Organização e disciplina são fundamentais para dar conta de todo o processo. Atenção ao calendário para os testes padronizados exigidos na candidatura, como a prova de proficiência em inglês, o SAT ou o ACT, bem como respeitar os prazos de inscrição das universidades. Dividir as atividades em blocos e ir fazendo aos poucos é bem importante. 

3- Faça redações que respondam exatamente aquilo que as universidades perguntam 

Não vale “enrolar” na redação, é preciso ser objetivo sem deixar de ser fiel a sua história. Sobretudo é importante ler as perguntas que as universidades fazem e respondê-las, contando uma história interessante que prenda a atenção do leitor.

4- Procure ressaltar seus pontos fortes 

Quais são suas áreas de destaque? Mesmo que sejam habilidades recreativas, como games, dança, música entre outros, é importante valorizar aspectos que tornam você uma pessoa única.  Os chamados soft skills, habilidades comportamentais, se destacam também nas avaliações das universidades estrangeiras.

5- Se engaje em atividades extracurriculares e conte sua experiência 

Universidades valorizam o vínculo com a comunidade, então é recomendável que os candidatos se envolvam com atividades que demonstrem seu senso de cidadania.

O carioca Antônio Pedro Gonçalves, ex-aluno de um colégio no Rio de Janeiro, também teve apoio da família. A decisão de tentar uma candidatura em uma universidade americana veio do incentivo dos pais, em prol de uma melhor carreira no futuro.  “Nós procuramos o EducationUSA pois não queríamos ser iludidos com a questão de me preparar para uma universidade na qual talvez eu não fosse passar ou que eu não tivesse o aporte financeiro para conseguir entrar. Os orientadores do EducationUSA sempre foram bastante claros, estudando meu perfil acadêmico e até minhas opções climáticas, e as informações de investimento.  Durante esses meses, foram moldando e filtrando cada vez mais minhas opções”, conta Antônio. 

Das 12 universidades americanas para as quais  se candidatou, Antônio foi aceito em nove. Hoje, ele está no terceiro ano da faculdade de Engenharia Industrial na Universidade de Oklahoma e conseguiu um estágio na Amazon.

“Entrar para uma universidade americana exige clareza na hora de fazer a candidatura, para que o perfil do aluno se encaixe bem com o perfil da instituição de ensino. Esse alinhamento potencializa as chances do candidato ser aceito. Procuramos individualizar o atendimento de cada um que nos procura, ressaltando seus aspectos acadêmicos e emocionais”, afirma a orientadora Simone Ferreira, que recomenda uma antecedência de um ano e meio para que o interessado comece o processo de candidatura.  

> Por que procurar o EducationUSA? 

O EducationUSA, a rede oficial do Departamento de Estado norte-americano para estudos nos Estados Unidos, orienta qualquer pessoa que queira estudar nos EUA no nível superior, onde quer que ela esteja geograficamente, seja qual for o nível de qualificação em que se encontre e independentemente de condições financeiras para concretizar os planos. O EducationUSA possui uma rede global de mais de 400 centros de orientação. No Brasil, são 42 escritórios situados dentro de universidades brasileiras, centros binacionais Brasil- Estados Unidos e Espaços Americanos (American Spaces). 

  “As universidades americanas estão de portas abertas para os estudantes brasileiros e queremos mais estudantes brasileiros aproveitando as oportunidades e aplicando para universidades e bolsas de estudos nos Estados Unidos. O EducationUSA faz parte da missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil e pode ajudar a todos os alunos  que queiram aplicar,” ressalta Anelise Hofmann, coordenadora nacional do EducationUSA no Brasil. 

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissenglobal@gmail.com

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