Bolsistas neozelandeses chegam ao Brasil

Bolsistas neozelandeses chegam ao Brasil

Andrea Tissenbaum

17 Janeiro 2017 | 16h52

Bolsistas neozelandeses no consulado da NZ em SP | Foto: Marcia Alves, Agência Galo

Bolsistas neozelandeses no consulado da NZ em SP | Foto: Marcia Alves, Agência Galo

Turma de alunos neozelandeses chega ao Brasil para promover cooperação educacional e fomentar vínculos acadêmicos.

Eles comprovaram excelência acadêmica e capacidade de representar bem o seu país de origem. Mas, acima de tudo, treze alunos neozelandeses demonstraram um enorme interesse em conhecer a história do Brasil por meio de manifestações artísticas e culturais. Por isso, ganharam a Bolsa de Estudo do Primeiro-Ministro para a América Latina e conquistaram a oportunidade de passar um período entre São Paulo e Rio de Janeiro. Uma iniciativa inédita, que reforça concretamente os laços de cooperação educacional entre Brasil e Nova Zelândia.

O programa da visita de quatro semanas foi elaborado pelo professor doutor Genaro Vilanova Miranda Oliveira, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos da University of Auckland. E será desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e em colaboração com professores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Ao ser convocado para participar desta equipe multidisciplinar, o docente baiano teve um papel fundamental. “Antes, o foco do centro estava voltado apenas para os países de língua espanhola”, explica. “Esperamos que este curso tenha papel transformador na vida desses alunos. Eles conhecem o Brasil do Carnaval, da violência e do povo alegre, mas sofrido. Chegou a hora de mostrar que somos muito profundos. A ideia é propiciar uma cultural literacy, uma alfabetização cultural”, acrescenta. 

O curso Brazilian Visual Cultures, criado pelo professor Genaro, vai abordar as matrizes da formação étnica do Brasil, incluindo Europa e África, por meio de manifestações visuais e artísticas brasileiras – da arte indígena à produção contemporânea de televisão e cinema. “Isso é muito mal resolvido em livros didáticos. A ideia dos estudos é ir do Brasil institucional e rico ao das profundezas, de luta”, completa o professor.

As bolsas de estudo são parte do programa Innovative New Zealand, que tem investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão (761,4 milhões de dólares neozelandeses) para impulsionar a internacionalização do ensino superior da Nova Zelândia.

As atividades programadas começaram hoje com uma visita ao Consulado em São Paulo, onde os alunos foram recebidos por Caroline Bilkey, embaixadora da Nova Zelândia no Brasil.

“Temos certeza de que a rica experiência acadêmica e cultural que esses estudantes neozelandeses terão no Brasil irá colaborar para o fortalecimento dos vínculos entre os dois países”, explica Ana Azevedo, gerente sênior de desenvolvimento para educação da Education New Zealand. “A experiência cultural proporcionada pela educação internacional é sem dúvida uma das mais marcantes que se pode ter, ela transcende o conhecimento acadêmico adquirido e cria uma relação pessoal entre os participantes dos dois lados”, completa.

Vale lembrar que a Nova Zelândia é o país de língua inglesa mais pacífico do mundo (Global Peace Index), tem a melhor qualidade de vida (Legatum Prosperity Index) e todas as suas universidades estão listadas entre as 500 melhores do mundo pelo QS Univesity Rankings 2016/2017.

A educação é a quarta maior fonte de divisas da Nova Zelândia e para manter a posição neste ranking tão nobre e importante, o país não mede esforços para incentivar e financiar escolas e promover a cooperação educacional entre nações.

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Sobre a Education New Zealand
A Education New Zealand (ENZ) é a principal agência do governo para a divulgação e representação da educação da Nova Zelândia em âmbito internacional. Com o objetivo de tornar a Nova Zelândia conhecida como destino para estudantes internacionais e como a mais importante parceira para conhecimento e serviços ligados à educação, a ENZ conta com 70 funcionários em mais de 20 localidades e é dirigida por uma junta nomeada pelo Ministro de Educação Superior, Competências e Ofícios, Sr. Steven Joyce.

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Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter