Bolsas para graduação, mestrado e doutorado na Hungria

Bolsas para graduação, mestrado e doutorado na Hungria

Andrea Tissenbaum

05 de novembro de 2020 | 09h03

Universidade de Debrecen, Hungria | Crédito: Divulgação

Universidade de Debrecen, Hungria | Crédito: Divulgação

Cônsul cultural e de educação da Hungria em São Paulo explica em detalhes o programa Stipendium Hungaricum, que abre inscrições em 15/11.

Estudantes brasileiros agora podem estudar na Hungria, berço de algumas das melhores e mais tradicionais universidades da Europa. O programa de bolsas Stipendium Hungaricum, vai abrir suas inscrições no dia 15 de novembro. Realizado em cooperação com o governo brasileiro, oferece oportunidades para cursos de graduação, mestrado e doutorado em todas as áreas.

Esta semana, Balázs József, cônsul cultural e de educação da Hungria em São Paulo, explicou detalhadamente como funciona o programa. Segundo ele, interessados em programas de graduação e mestrado poderão se candidatar a cursos nas áreas de Ciências Agrícolas, Engenharia, Ciências Naturais, Esportivas, Políticas, Sociais e Artes. No caso do doutorado, todas as áreas de pesquisa são contempladas. Existe a opção também de concorrer a cursos em tempo parcial, os intercâmbios de um ou dois semestres.

“São 250 vagas destinadas aos novos estudantes brasileiros: 100 para cursos de graduação, 120 para mestrado e 30 para doutorado. Esperamos também estudantes para os cursos de mestrado em estudos nucleares, lançados especialmente para os bolsistas do programa Stipendium Hungaricum”, ressalta Balázs József.

Interessados podem escolher seu programa entre 300 cursos oferecidos em inglês nas mais variadas áreas. Há também a possibilidade de estudar em outras línguas, como alemão ou francês, ou mesmo em húngaro. A lista completa dos cursos disponíveis para os estudantes de cada país parceiro consta nos editais e também aparece no sistema online de candidatura. Os que quiserem estudar em húngaro, poderão participar de um curso preparatório de um ano antes de começarem seus cursos. Vale reforçar que o ano acadêmico na Hungria, assim como em todo o hemisfério norte, começa em setembro. Os novos bolsistas devem planejar sua chegada na Hungria com alguma antecedência para poderem começar seus cursos no início de setembro 2021, com tranquilidade.

“Como os programas têm exigências específicas, candidatos vão cumprir requisitos diferentes para cada curso”, explica Balázs József. “Por exemplo, para concorrer a um curso de graduação, terão que apresentar o diploma do ensino médio e assim sucessivamente. Mas todos os candidatos – com exceção dos cursos de dança – deverão ter 18 anos de idade completos até o dia 31 de agosto do ano em que começarão seus estudos na Hungria. Mas não há limite máximo de idade para concorrer à bolsa de estudos. Vale ressaltar que participantes não podem ser cidadãos húngaros, nem ter dupla cidadania Brasil-Hungria. Nesses casos podem concorrer à Hungarian Diaspora Scholarship, especialmente criada para eles”. 

Além disso, todos, independentemente do programa, terão que apresentar um certificado de proficiência em inglês de nível intermediário (dependendo dos requisitos da instituição pretendida). Doutorados terão que ter uma carta de recomendação do futuro orientador. Mas para os cursos de graduação e mestrado não é necessário nenhum contato prévio com a universidade de escolha. Por isso, é importante conferir o que o seu programa exige antes de fazer sua candidatura. 

> Leia mais: Porque é tão bom estudar na Hungria

O programa prevê a isenção total das taxas universitárias, um auxílio mensal de cerca de 120 euros para os cursos de graduação e mestrado e de 390 a 500 euros para o doutorado, durante o período de estudos. As bolsas também incluem alojamento gratuito ou uma ajuda de custo para acomodação de aproximadamente 110 euros mensais. Bolsistas selecionados têm direito a seguro médico no sistema público de saúde da Hungria e também recebem uma carteirinha de estudante, que dá direito a descontos no transporte público, museus, eventos etc. Os custos de passagens aéreas não são cobertos pela bolsa.

“É importante entender que o valor da bolsa é uma contribuição aos custos de vida na Hungria e que o candidato deverá completá-la com recursos próprios que podem ser trazidos de casa ou trabalhando na Hungria”, enfatiza o cônsul. A legislação húngara permite até 24 horas semanais de trabalho para quem possuir uma permissão de residência como estudante no país.

“Estudantes com excelentes resultados acadêmicos, vontade de ampliar seus conhecimentos e desejo de estudar no coração da Europa com o intuito de obter um diploma europeu são candidatos ideais. Além disso, devem mostrar flexibilidade e interesse para morar em outro país e interagir com novas culturas. Seu domínio do inglês, alemão, francês, ou mesmo húngaro é essencial”, complementa.

A partir do próximo ano acadêmico, 31 das 64 universidades húngaras participam do programa Stipendium Hungaricum. As instituições de ensino estão espalhadas por todo o país, incluindo as maiores cidades da Hungria e Budapeste, a capital.

“Atualmente mais de 300 estudantes brasileiros estão inscritos em alguma instituição de ensino superior na Hungria no âmbito do programa Stipendium Hungaricum e sua experiência tem sido muito positiva. Além da qualidade do ensino, elogiam o custo de vida relativamente baixo, a facilidade de viajar para outros destinos, a hospitalidade dos húngaros, a rica vida internacional das universidades, e acima de tudo nossa excelente segurança pública”.  Na contrapartida, “as universidades têm uma opinião boa sobre os estudantes brasileiros. Eles se integram bem nas comunidades estudantis e não têm grandes dificuldades em seus estudos ou comunicação”.

Com base no acordo assinado entre o Ministério da Educação do Brasil (MEC) e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Exterior da Hungria, responsável pela bolsa, o parceiro remetente realiza a nomeação dos candidatos. No caso do Brasil, o responsável por essa tarefa é o MEC em parceria com outras autoridades definidas por ele. Com base nos concorrentes que enviaram candidaturas válidas, o MEC encaminhará uma lista de candidatos que poderão ser contemplados no programa tendo em conta o acordo bilateral previsto. Informações mais detalhadas e contato sobre os parceiros remetentes podem ser encontradas na página do programa.

As inscrições abrem no dia 15 de novembro de 2020 e encerram em 15 de janeiro de 2021. Interessados podem se cadastrar online e enviar sua candidatura AQUI. Não é necessário fazer o upload de todos os documentos até o dia 15 de janeiro. Alguns, como cópias digitalizadas dos diplomas, histórico acadêmico ou certificados de proficiência de idioma podem ser apresentados até o final de julho de 2021.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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