A jovem Universidade NOVA de Lisboa

A jovem Universidade NOVA de Lisboa

Andrea Tissenbaum

29 Maio 2018 | 12h51

Universidade NOVA de Lisboa | Foto: Colaborador da NOVA, via Wikimedia Commons

Universidade NOVA de Lisboa | Foto: Colaborador da NOVA, via Wikimedia Commons

Referência em Portugal e ranqueada entre as melhores do mundo, a NOVA adota um modelo multidisciplinar desenhado para os tempos atuais.  

Universidade pública de referência, a NOVA de Lisboa foi criada em 1973, em um período de expansão e diversificação do ensino superior em Portugal. Desde então, tem como proposta a adoção de um modelo multidisciplinar inovador no contexto universitário do país.

Estive na NOVA há alguns anos atrás, a convite do atual vice-reitor João Amaro de Matos, para fechar um acordo interacional e conhecer as instalações. Fiquei muito impressionada com o que essa jovem universidade oferece aos seus mais de 19 mil alunos. Até hoje recomendo a NOVA para quem quer estudar em uma instituição internacional de qualidade. Além de um belíssimo campus e um projeto singular, em menos de três décadas a NOVA posicionou-se com força no cenário internacional, destacando-se nos principais rankings mundiais.

Em recente visita ao Brasil, onde é professor visitante em instituições como o Insper, FGV e USP, João Amaro de Matos conversou com o Blog da Tissen sobre a NOVA e sobre as vantagens que a instituição oferece a alunos brasileiros interessados em estudar em Portugal.

João é um dos profissionais mais internacionais que conheço. Viveu no Brasil entre 1975 e 1988, formando-se em Administração pela FGV-SP e em Física pela USP, onde também se doutorou na mesma área. Na sequência, seguiu para a França, onde fez um novo doutorado em Finanças no INSEAD e um pós-doc na universidade de Heidelberg, na Alemanha.

Apesar dos vários convites que recebeu, em 1994 voltou para Portugal para ficar perto de sua família e de suas origens. Desde então, integra o quadro de professores da NOVA School of Business and Economics, promovendo o estreito contato da instituição com diversos países do mundo, especialmente o Brasil.

“Em um país onde as universidades são tão tradicionais, o diferencial da NOVA é ser inovadora. É uma instituição de ensino do seu tempo, jovem, transformadora em seus currículos, em suas abordagens e no valor agregado que oferece ao tecido social. A NOVA está mais preocupada em prover valor para a sociedade do que em defender sua tradição. É uma instituição de ensino que já se destaca internacionalmente. Somos a única universidade portuguesa ranqueada entre as 50 melhores do mundo no ranking Top 50 under 50 da QS”, explica.

Algumas áreas merecem destaque nesse ranking, uma vez que entre as jovens universidades europeias a NOVA é a 4ª universidade em Artes e Humanidades, a 6ª em Ciências da Vida e Medicina, a 7ª em Ciência Naturais, Ciências Sociais e Gestão e a 10ª em Engenharia e Tecnologia. A instituição tem 40 centros de pesquisa e oferece 25 programas de bacharelado, 12 mestrados integrados, 103 programas de mestrado e 79 de doutorado.

Cinco de suas faculdades aceitam candidaturas de estudantes internacionais: Ciências e Tecnologia, Ciências Sociais e Humanas, NOVA School of Business and Economics, Direito e a NOVA Information Management School.

“Nos últimos cinco anos, tivemos um enorme aumento da demanda de estudantes brasileiros pela NOVA. Hoje todos os nossos intercâmbios com o Brasil estão ativos, assim como os acordos de dupla titulação. Os alunos brasileiros se dão muito bem na instituição e se adaptam com facilidade à nossa cultura acadêmica e a Lisboa. Além da qualidade de ensino que oferecemos, Portugal está ranqueado como o terceiro país mais seguro do mundo e isso faz muita diferença na vida deles. As áreas mais procuradas, especialmente para a pós-graduação (mestrado e doutorado) são Economia, Administração, Engenharia e Ciências.

Vários desses estudantes ficam em Portugal ou seguem carreiras internacionais pela Europa. Os que estudam na NOVA e desejam retornar ao Brasil precisam revalidar seus diplomas. Sim, há um acordo entre os dois países que assegura a equivalência dos diplomas, mas as universidades públicas brasileiras têm autonomia para fazer essa revalidação. No entanto, a forte cooperação que mantemos com algumas dessas instituições e nosso reconhecimento internacional facilita esse processo”, reforça o professor.

João Amaro de Matos explica que, para candidatar-se à NOVA, não é necessário sequer ter a nota do ENEM. “Recentemente criamos o Semestre Pré-Universitário – SPU, um programa desenvolvido especificamente para estudantes internacionais que terminaram (ou estão perto de terminar) o ensino médio e que estão em busca de uma graduação internacional. Como as notas do ENEM só saem em janeiro, o que é muito tarde para quem quer começar o curso em fevereiro, nós adiantamos o processo fazendo uma análise do currículo dos candidatos, de suas cartas de recomendação e de sua carta de motivação. Algumas faculdades fazem um teste de matemática online e eventualmente podemos fazer entrevistas por Skype. O SPU definitivamente é o caminho ideal para quem quer se candidatar aos nossos cursos de graduação”.

Além de servir como excelente apoio aos alunos brasileiros em sua adaptação ao sistema de ensino europeu, o SPU prepara o caminho, já que uma vez aprovados nos cursos, os alunos são automaticamente aceitos pela NOVA. No SPU, o estudante escolhe matérias da faculdade, preparando-se para o programa de graduação de sua preferência. Ao longo de seis meses, cursa três matérias eletivas que são lecionadas em português e/ou inglês, de acordo com sua área de interesse. O programa multidisciplinar também inclui aulas de inglês para desenvolvimento das competências necessárias nesse idioma.

No entanto, se você quiser se candidatar diretamente para a graduação da NOVA, as faculdade de Ciência e Tecnologia e de Ciências Humanas aceitam a nota do ENEM. A NOVA School of Business and Economics e a NOVA Information Management School não aceitam o ENEM, mas fazem um teste online de matemática e uma entrevista por Skype em inglês.

Um lembrete importante: brasileiros com dupla cidadania que ingressam na NOVA via ENEM, SPU ou enquanto cidadãos brasileiros, são considerados estudantes internacionais e não podem, uma vez aceitos nessa condição, usar a cidadania europeia para reivindicar taxas de matrícula mais baixas.

Os valores anuais dos cursos da NOVA de Lisboa são muito razoáveis quando comparados à outras instituições de ensino europeias, oscilando entre três e sete mil euros anuais.  A instituição também oferece bolsas de estudo em alguns de seus programas, tendo sempre como foco o mérito acadêmico do estudante.

As candidaturas para a NOVA abrem em setembro/outubro para quem quer começar o curso em fevereiro. A razão disso é o período de quatro meses exigido para obtenção do visto de estudante. Para quem quer começar um programa em setembro, as candidaturas abrem tipicamente em fevereiro/março.

* Vídeo gentilmente cedido para divulgação pela Universidade NOVA de Lisboa

>> Leia mais: Estudar em Portugal

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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