A inovadora Universidade de Waterloo, no Canadá

A inovadora Universidade de Waterloo, no Canadá

Andrea Tissenbaum

28 Novembro 2018 | 09h37

Alunos da Universidade de Waterloo trabalhando em projetos na incubadora Velocity | Foto: Andrea Tissenbaum

Alunos da Universidade de Waterloo trabalhando em projetos na incubadora Velocity | Foto: Andrea Tissenbaum

Referência em engenharia, matemática, ciências da computação e tecnologia, Waterloo é uma instituição que faz os olhos brilharem. Confira! 

Eu já tinha uma simpatia espontânea por esta universidade, mas não sabia explicar de onde vinha.  Será que era por conta de seus criativos programas multidisciplinares ou por sua ênfase no empreendedorismo?

Na vanguarda da educação superior, a Universidade de Waterloo tem sido classificada como a mais inovadora do Canadá nos últimos 27 anos. Celeiro de pesquisas e novos projetos em diversas áreas, Waterloo está ranqueada entre as melhores do mundo em engenharia, matemática, ciências da computação e tecnologia. No Canadá mesmo é a top 1 em engenharia e a top 2 em ciências da computação.

Entrada do prédio de Engenharia da Universidade de Waterloo | Foto: Andrea Tissenbaum

Entrada do prédio de Engenharia da Universidade de Waterloo | Foto: Andrea Tissenbaum

Com mais de 33 mil alunos, dos quais 20% da graduação e 40% da pós-graduação são internacionais, Waterloo cria projetos que realmente mudam o mundo. Como a Velocity Garage, a mais produtiva incubadora do país e a quarta na criação de  startups “unicórnio”, ou os sistemas e tecnologias criadas pelos pesquisadores e seus alunos. Em Waterloo, eles estão fazendo as perguntas fundamentais sobre como as máquinas estão afetando nossa saúde, bem-estar, economia e relacionamentos. Além disso, a cultura da multidisciplinaridade entre os departamentos de ensino chama muito a atenção.

A incubadora Velocity da Universidade de Waterloo, no Canadá | Foto: Andrea Tissenbaum

A incubadora Velocity da Universidade de Waterloo, no Canadá | Foto: Andrea Tissenbaum

A professora de Física e Astronomia da instituição, Donna Strickland, recebeu o Nobel de Física em 2018. Ela foi a terceira mulher na história a realizar essa importante conquista. Strickland dividiu o prêmio com o americano Arthur Ashkin e o francês Gerard Mourou por avanços significativos na tecnologia de aplicação de lasers em diversas áreas. Entre elas, cirurgias oculares, tratamento de câncer e fabricação de stents

Em Waterloo, mais de 16 mil alunos de graduação participam do maior programa de educação cooperativa do mundo. O que isso quer dizer? Que alunos têm acesso a experiências profissionais com empregadores como Google, Facebook e Amazon e se formam com pelo menos dois anos de experiência no mercado. 98% dos estudantes internacionais de Waterloo saem de seus cursos empregados e formam uma rede de mais de 200 mil ex-alunos espalhados por 152 países.

A presença do físico Stephen Hawcking na Engenharia de Waterloo | Foto: Andrea Tissenbaum

A presença do físico Stephen Hawcking na Engenharia de Waterloo | Foto: Andrea Tissenbaum

Há diversas bolsas de estudo parciais para graduação e pós-graduação, mas se você não conseguir uma bolsa, saiba que no Canadá, alunos estrangeiros matriculados em uma universidade podem trabalhar até 20 horas semanais. Além disso, ao se formarem, podem ficar no país trabalhando por até três anos.

A instituição fica em uma cidade relativamente pequena, a aproximadamente uma hora e meia de carro de Toronto, que é o coração do polo de tecnologia do Canadá. O lugar é charmoso e bastante inspirador, confesso que fiquei encantada com tudo que vi. Apesar de ser da área de humanas, fiquei com vontade de estudar em Waterloo. É um espaço onde tudo é muito atual, que vibra criatividade e protagonismo. Uma instituição de ensino onde o aprendizado vai além da sala de aula e onde a experiência e a experimentação são altamente valorizadas.

Talos, o humanóide do laboratório Robohub em Waterloo | Foto: Andrea Tissenbaum

Talos, o humanóide do laboratório Robohub em Waterloo | Foto: Andrea Tissenbaum

Desde a sua criação, por um grupo de lideres empresariais em 1957, esta universidade foi desenhada para ser diferente. Ali, ir além é só o começo. Não é à toa que a instituição promove a curiosidade, o risco, a ousadia e a liderança entre seus alunos, todos os dias, o tempo todo.

Waterloo integra estrategicamente o ensino e excelência acadêmica, a educação experiencial, o espírito empreendedor e a pesquisa orientada para o impacto. Essa metodologia estimula não só a disposição dos alunos para assumir riscos, como sua abertura para viver experiências que os farão mudar e os ajudarão a crescer. Em Waterloo os estudantes são estimulados a se aventurar, a compartilhar e a transformar seu caminho profissional e sua comunidade.

Carros montados pelos alunos e alunos de Waterloo | Fotos: Andrea Tissenbaum

Carros montados pelos alunos e alunos de Waterloo | Fotos: Andrea Tissenbaum

E isso não é conversa não, mas uma realidade que está ali para ser aproveitada pelos que fazem parte dessa comunidade. É uma das instituições de ensino mais conectadas e inovadoras do mundo. Um lugar para visionários que querem mudar o planeta através do conhecimento e da aplicação de novas ferramentas e tecnologias.

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A Tissen viajou para o Canadá, a convite do Consulado do Canadá em São Paulo, entre os dias 15 e 25 de novembro de 2018. Viu tudo bem de perto e se apaixonou pelo país e suas instituições de ensino!

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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