Tecnologia no ensino: crianças e jovens dão o tom

Tecnologia no ensino: crianças e jovens dão o tom

Berlitz Brasil

02 Janeiro 2017 | 12h13

*Rosemary Paulon

Não podemos negar que a tecnologia está cada vez mais e mais presente em nosso dia a dia. Jovens e adultos utilizam os recursos oferecidos por plataformas digitais para estudar, se comunicar, comprar e se locomover. As crianças, os nossos Kids, estão crescendo nesse ambiente digital. É a geração Y ou geração do milênio. Quando levamos essa reflexão para dentro da sala de aula e a confrontamos com as metodologias, percebemos um grande impacto no processo de aprendizado, como, e principalmente, na relação  aluno, professor e conhecimento. Se bem aplicada, a tecnologia é uma grande aliada do ensino, seja de idiomas seja de outros níveis do conhecimento.

Crianças e jovens de todas as classes sociais, que têm acesso à internet no Brasil, estão prontos para uma interação cada vez maior entre aprendizado e tecnologia. Não faltam pesquisas que confirmam essa constatação. Uma das mais recentes, divulgada em outubro – TIC Kids, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (GGI.br) – indica que 80% da população brasileira entre 9 e 17 anos utiliza a rede de internet. Desses, 73% dos meninos e 84% das meninas, em um universo de 6,1 mil entrevistas presenciais, disseram que se conectam para fazer trabalhos escolares. A informação foi confirmada por entrevista com três mil pais ou responsáveis.

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Outra pesquisa, da Fundação Telefônica, divulgada em setembro (segunda edição do estudo Jovem Conectado), mostra que 92% dos jovens entrevistados (15 a 29 anos) concordam que a internet possibilita maior acesso ao conhecimento e a informações e 42% ficam mais motivados a estudar usando a internet. Além disso,  estão convencidos de que podem aprender mais se tiverem acesso a tecnologias em sala de aula. Eles estão nos apontando o caminho.

Diante dessa mudança de comportamento, muitas editoras, por exemplo, ao elaborarem os materiais didáticos, produzem tanto a versão impressa quando a digital, justamente para atender à demanda crescente por parte dos colégios. Em alguns casos, já optaram em oferecer apenas a versão digitalizada. Ao mesmo tempo, os modelos mistos de ensino a distância e presencial, com o uso de plataformas digitais integradas, e o uso de games também já são uma realidade no Berlitz e, certamente, em muitos colégios e universidades.

Mas, precisamos estar alertas. O fato é que o professor ou a escola que resista à inclusão da tecnologia, como ferramenta no processo de aprendizado, será considerado obsoleto. Sempre atendo às mudanças e a inovações que agreguem qualidade ao ensino, o Berlitz atualiza e treina seus instrutores para entenderem e aplicar adequadamente essas novas ferramentas. Pois sabemos que, quando bem empregada, a tecnologia consegue ampliar o conhecimento, abrir novos horizontes, dar mais vida e movimento às aulas, tornando-as mais dinâmicas e interessantes.

*Rosemary Paulon é diretora de Kids do Berlitz Brasil