NeuroWHAT???

NeuroWHAT???

Berlitz Brasil

30 Janeiro 2017 | 09h55

 

Blog Chandre

Luiz Chantre

Ninguém mais discorda de que aprender um segundo idioma é fundamental nos dias de hoje. Não apenas para quem está no mercado de trabalho, mas muito também para os jovens que vivem em um mundo globalizado, sem fronteiras e com acesso à informação o tempo todo, 24/7… O problema ainda é como fazer para aprender de verdade.

Talvez o maior enigma que existe na cabeça de quem procura um curso de idiomas seja: ”Será que dessa vez vou aprender?” “Será que EU consigo aprender?”.

Afinal, onde acontece o aprendizado? Será que todos aprendem da mesma forma? O que ocorre para podermos aprender algo de verdade? Existe uma forma de sabermos como isso acontece em nossa mente? As respostas para essas questões, que raramente são respondidas, podem ser encontradas no nosso órgão responsável por tudo o que somos, fazemos e sentimos… Nosso famoso BRAIN…

A Neurociência nos ensina, dentre outras coisas, como o cérebro aprende. Nosso cérebro cria novos circuitos… Segundo um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e entre eles a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, há aproximadamente 86 bilhões de neurônios em nossos cérebros. Os neurônios enviam mensagens freneticamente por vários circuitos que conversam com outros neurônios e vão para uma área do cérebro responsável por armazenar o que aprendemos, a memória.

Se dormir é fundamental para o aprendizado, errar também é. Experimentar, evocar memória, ter desafios para lembrar, passar por dificuldades para resolver um problema –  a neurociência nos ensina que tudo isso é importantíssimo para o aprendizado. Sabemos também que, com certeza, ao entendermos melhor como o cérebro funciona, conseguiremos ajudar ainda mais nossos alunos a alcançarem seus objetivos. Nossos instrutores se valem desse conhecimento para aplicá-los em suas aulas de treinamento.

Saber que nosso cérebro é plástico, isso quer dizer, flexível (hoje é diferente do que era ontem e amanhã será diferente de como está nesse momento), nos ajuda a entender que mudamos e aprendemos o tempo todo e que isso é bom.

Mudar de caminho, experimentar um novo sabor, sentir um cheiro diferente – tudo isso resulta em mudanças no nosso cérebro e nos faz aprender.

Em nossos programas de ensino de idiomas, em nossas aulas, o aluno é motivado a experimentar, ousar, tentar utilizar novas palavras, frases, construções de formas diferentes, atividades que formam novos circuitos no cérebro. Quando temos que lembrar o que aprendemos, tentamos evocar a memória e sentimos aquela dificuldade para lembrar de uma palavra, frase, preposição…ai sabemos que o aprendizado está se solidificando.

Ouse, erre, misture palavras, tente novas estruturas… Seu Brain agradece e você aprende mais e melhor.

*Luiz Chantre é Supervisor de Instrução do Berlitz Brasil