Elementary, my dear Watson!

Elementary, my dear Watson!

Berlitz Brasil

30 Junho 2017 | 15h23

Muitos de vocês já devem ter ouvido falar em Inteligência Artificial, a mais recente e revolucionária inovação tecnológica de nossos tempos. A alma da IA é a tecnologia Watson, da IBM, um supercomputador de sistemas cognitivos. O Watson entrou para a história ao derrotar oponentes humanos no programa de TV Jeopardy, de perguntas e respostas, em 2011. De lá para cá, houve muitos avanços.

Sempre atento a inovações, o Berlitz Brasil está se preparando para trazer o Watson para dentro da escola. Possivelmente será a primeira escola de idiomas no país a usar o sistema de modo contínuo. Como diz o Diretor Regional para a América do Sul, Diego Aristizabal, o Watson permitiria estudar melhor o estilo de aprendizagem e o perfil de cada aluno, personalizar deveres de casa, mais interessantes e relevantes para o aluno. Com isso, teremos classes mais produtivas e um melhor resultado nos estudos.

Hoje algumas indústrias, instituições financeiras e educacionais, museus e sistemas de saúde, no Brasil e no mundo, já aplicam a IA. Um de seus primeiros usos foi na oncologia: o Watson busca e cruza milhares de pesquisas científicas, levanta históricos de casos e dados de pacientes, que vão orientar os médicos sobre o diagnóstico e o tratamento com maior potencial de cura.

Quando você for à Pinacoteca de São Paulo, poderá se encontrar com o Watson. O projeto “A voz da arte” proporciona uma experiência única: os visitantes interagem com obras de arte do acervo do museu, fazendo perguntas e obtendo respostas. Na educação, também existem bons exemplos do uso da IA, em outros países. No Roosevelt Hunter College, de Nova York, os sistemas cognitivos do projeto Watson Master Teacher funcionam como conselheiros, auxiliando os professores em pesquisas, na identificação das limitações e dos talentos individuais dos seus alunos e sugerindo abordagens e métodos de ensino mais adequados para cada caso.

O Watson também já foi usado para responder dúvidas em um fórum online. O professor Ashok Goel, em seu curso de ciências da computação no Instituto de Tecnologia da Geórgia, contou com a ajuda da assistente chamada Jill Watson para responder mais de 10 mil mensagens enviadas por mais de 300 alunos. A tecnologia da IBM permitiu ao professor maior agilidade no atendimento aos estudantes. A computação cognitiva tem essa capacidade de interagir e formar contexto, de dar respostas diante de uma imensidão de dados, por mais complexo que o assunto seja. É impressionante!

Mas a popularização da computação cognitiva na aprendizagem e as grandes mudanças nesse processo ainda estão a caminho. A previsão é de que, em até cinco anos, termos salas de aula inteligentes. Os resultados dos testes, a assiduidade e o comportamento dos alunos seriam assimilados e elaborados pelos sistemas cognitivos. Esse material serviria de base para diversas ações, entre as quais a criação de um currículo adaptado para cada aluno.