Nem Humanas, nem Exatas

Nem Humanas, nem Exatas

Colégio Albert Sabin

09 de dezembro de 2019 | 11h00

Não há que separar a ciência humana física, da filosófica, da cientifica. Todas unidas e munidas de sabedoria, se misturam e roubam umas das outras o essencial para a vida, o viver.

Não houve uma Química entre Bentinho e Capitu. O personagem deixou a dúvida filosófica, traiu ou não traiu. Eis a questão.

Quantas fake news interfeririam até se chegar a uma resposta, ou a dúvida permaneceria? E o julgamento? No Brasil de hoje, com resquícios de uma sociedade patriarcal e autoritária, Capitu seria feminista? Qual seria o personagem de Machado de Assis no século XXI? Quem morreria, Bentinho ou Capitu? Com incertezas “duvidosas”, Bentinho se tornaria um marido traído? E Capitu, o que lhe restaria ser no século XXI?

A vida numa intenção de correr atrás de sua existência a despeito do ser ou não ser, da felicidade, da exploração entre os homens. O sim e o não, homens, mulheres, crianças, jovens e idosos seguem caminhando e passam por ruas com carros que atingem a velocidade maior que o trem. Quem chegará primeiro? Se o ônibus parar, quanto tempo transcorrerá até encontrar o carro? As fórmulas, cadê vocês?

A soma de bens e bons, a diminuição dos males, a multiplicação da vida, numa intenção de correr atrás de sua existência. O corpo humano musculoso, cheio de órgãos, esqueleto, veias, ossos que sustentam e garantem a existência da razão da vida. A divisão do trabalho de geo-grafia é assim que se escreve?

Os números, seres essenciais que sustentam os significados do salário, das compras, das dívidas, dos ganhos. A gota d’água presente na chuva, nos rios, nas nuvens, no corpo humano, vital para os seres vivos.

O zero no dez, no cem, no mil, nos trilhões e na geo-metria. O geo que pode ser de metria e grafia. O mapa que localiza a vida e direciona os caminhos nos vales e montanhas da existência.

A vida corrida, numa velocidade maior que a da luz e a do som. Quando a Humanidade alcançaria o foguete que levou a cadela Laika ao espaço?

Afinal, nesse mundo o essencial é conseguir entender que não é possível ficar um sem o outro. Que existe uma saída: a compreensão de que o humano é feito de todas essas ciências complexas, malucas, e que não conseguem sobreviver uma sem a outra.

 

Este texto foi elaborado pela professora Maria Isabel Pedroso Fragoso, professora e assessora de História do colégio Albert Sabin.

 

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