A tecnologia está a serviço do aprendizado e da comunicação

A tecnologia está a serviço do aprendizado e da comunicação

Colégio Albert Sabin

21 Março 2016 | 09h00

Um site cheio de desafios, com objetivos a serem cumpridos e medalhas a serem conquistadas. Um ambiente virtual em que amigos se reúnem para conversar, publicar vídeos e trocar arquivos. Um aplicativo que permite a qualquer pessoa criar a sua própria história em quadrinhos e outro que põe à prova a extensão do vocabulário do usuário.

Nos últimos anos, ferramentas como essas vêm sendo empregadas pela equipe pedagógica do Albert Sabin, tanto por apresentarem interfaces convidativas para as novas gerações, com elementos de jogos e de redes sociais, como por darem aos professores subsídios para um planejamento de aulas mais assertivo e a melhor percepção do aprendizado de seus alunos.

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Cada vez mais, os resultados comprovam que, quando bem utilizadas, essas tecnologias contribuem muito para a aprendizagem. Tome-se o exemplo da Khan Academy, a biblioteca on-line de videoaulas e exercícios, com milhares de cursos gratuitos em diversas disciplinas para vários níveis de conhecimento. Utilizada até 2014 como experiência pontual por alguns professores do Sabin, a partir do ano passado a plataforma foi adotada por todas as turmas do 5º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio como recurso para as aulas de Matemática.

Os exercícios são propostos em uma interface semelhante à de um game, desde os elementos visuais e sonoros característicos até a ideia de que os conteúdos trabalhados são “missões”, com questões que, se respondidas corretamente, rendem “medalhas” e “pontos de energia”.

É uma ferramenta atraente para os mais jovens, mas o que a torna pedagogicamente relevante, de fato – e daí a decisão do Albert Sabin de ampliar o seu uso –, é que, como em um jogo, cada estudante avança em seu próprio ritmo, enquanto vê registrado seu progresso, suas habilidades já dominadas e aquelas que ainda precisa praticar.

Mais do que um bom instrumento de autoavaliação para o aluno, é um grande apoio ao planejamento do professor, que pode acompanhar o progresso de cada educando e da turma, identificar as carências individuais e coletivas e trabalhar de acordo com elas em sala de aula.

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Assertividade e personificação do aprendizado

“O professor consegue agir com mais assertividade, dirigindo melhor sua preparação de aulas a partir dos quadros da turma”, afirma Laércio Carrer, coordenador pedagógico do Ensino Fundamental II. “Personificar o aprendizado não significa isolar o aprendiz, deixando-o com a responsabilidade de avançar por conta própria. As tecnologias adaptam-se ao ritmo de cada um, mas também funcionam para o grupo – inclusive como meio de socialização”, ressalta o coordenador.

Ele se refere ao Edmodo, outra ferramenta cujo uso também foi ampliado em 2015 para todas as aulas de Ciências do E. Fundamental II, após pilotos realizados em 2014. Semelhante a uma rede social, o ambiente virtual de aprendizagem serve para a troca de informações entre alunos e professores sobre o conteúdo estudado, publicação de videoaulas e links úteis para estudos, compartilhamento de documentos, atividades e tarefas, realização de exercícios on-line, coordenação de prazos de entrega de atividades e divulgação de gabaritos – tudo com o controle do professor, que supervisiona as atividades e o progresso de cada aluno.

Assim como os professores de Ciências e de Matemática, Denise Masson também percebe as vantagens dos recursos tecnológicos para o planejamento de aulas da área de Humanas. Como assessora de Língua Portuguesa para os Ensinos Fundamental II e Médio, Denise acompanha o trabalho dos colegas e conta como o uso de aplicativos – utilizados em classe, nos tablets disponibilizados pelo Sabin – vem enriquecendo as aulas de Português e de Produção de Texto, como é o caso do Bitstrips, que permite criar histórias em quadrinhos. “Os alunos do 6º ano o utilizam para transformar textos maiores em ‘tirinhas’, trabalhando sua capacidade de síntese e a transposição de gêneros. Essas ferramentas facilitam o trabalho do professor e trazem novas possibilidades pedagógicas”, explica.

No 7º ano, o aplicativo Flashcards é usado para expandir o vocabulário dos alunos, com um elemento de jogo e desafio que torna a tarefa mais instigante: a partir de um banco de palavras, construído por alunos e professor, com definições e exemplos de uso, o aplicativo seleciona aleatoriamente algumas que devem constar nas redações. Já para 8º e 9º anos, o aplicativo DesignPad, de confecção de páginas, especialmente as de jornal, torna bem mais interessante o trabalho com gêneros jornalísticos, como notícias, legendas de fotos ou artigos de opinião. “Em setembro de 2014, os alunos do 8º ano montaram um jornalzinho de verdade sobre uma saída pedagógica que fizeram para Paranapiacaba”, lembra Denise.

Aprimorando a comunicação com o ClassApp

O uso da tecnologia também contribuiu para tornar mais eficaz a comunicação com os alunos do Ensino Médio, reduzindo interrupções de aulas. Desde 2015, o Sabin utiliza o aplicativo ClassApp, que permite aos estudantes visualizar, diretamente em seus aparelhos, de maneira simples, segura e em tempo real, os comunicados da Coordenação e da equipe de professores.

Especialmente projetado para uso escolar, a ferramenta, que foi incorporada aos meios de comunicação oficiais do Colégio, apresenta algumas características diferenciais: mantém todas as informações criptografadas e protegidas, não permite a troca de mensagens entre os alunos e possibilita o armazenamento de todo o conteúdo enviado, bem como o registro e o acompanhamento do recebimento.