A proficiência no fim da jornada

A proficiência no fim da jornada

Colégio Albert Sabin

31 Outubro 2018 | 12h00

Mesmo não sendo escola bilíngue, o Sabin consegue promover alto nível de bilinguismo entre seus alunos

Descritas como “nova tendência educacional”, escolas bilíngues seriam uma alternativa às supostas únicas opções que o brasileiro teria, até recentemente, para se tornar fluente em uma segunda língua: “um curso fora do colégio regular, um professor particular competente, uma das caríssimas escolas internacionais ou o aeroporto mais próximo”.

Mas, embora o interesse por esse tipo de instituição tenha crescido nos últimos anos, vale notar que, por um lado, há certa indefinição terminológica, e algum desconhecimento por parte da sociedade, quanto ao que se pode de fato chamar escola bilíngue e escola internacional. Também que, por outro lado, existem escolas como o Sabin, que, não sendo nem uma coisa, nem outra, oferecem há décadas – com resultados para comprovar – um ensino de segundo idioma que garante ao aluno altos níveis de proficiência. E com bons motivos para justificar o seu modelo.

Em linhas gerais, escolas bilíngues são as que ensinam parte de seu currículo em uma língua estrangeira, que não sejam as aulas da própria língua estrangeira. Como explica Antonieta Megale – coordenadora do curso de pós-graduação em Educação Bilíngue do Instituto Singularidades e professora de curso de extensão sobre bilinguismo na PUC-SP –, “a construção do conhecimento tem de passar por mais de uma matriz linguística”. Ela afirma, porém, que as definições de quanto e qual conteúdo precisa ser ministrado em língua materna e em língua estrangeira são “nebulosas”: “Não temos, no Brasil, uma regulamentação em âmbito nacional [sobre o termo]”.

Segundo a especialista, muitas escolas que se definem como bilíngues oferecem um currículo regular em língua materna e, em período estendido, um programa complementar em língua estrangeira. Por exemplo: o conteúdo teórico de disciplinas como Física ou Química é ensinado em português, e, no contraturno, aulas focadas em experimentos práticos são dadas em inglês. “Dá para pensar mil possibilidades de arranjo”, diz Antonieta. (Já para ser classificada como internacional, a escola responde a órgãos e legislação de seu país de origem, inclusive quanto ao calendário letivo.)

Como resume Denise Araújo, coordenadora do Departamento de Inglês do Sabin, escolas bilíngues, com programas bilíngues complementares ou escolas internacionais “ensinam por meio de língua estrangeira; no Sabin, optamos por ensinar a língua estrangeira”. Um ensino que, afirma Denise, garante ao aluno atingir o bilinguismo português-inglês até o fim do Ensino Médio. “O nível de proficiência mínimo a que nossos alunos saem expostos, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), é o B2”.

Segundo Giselle Magnossão, diretora pedagógica do Sabin, nesse nível, o aluno é capaz de “argumentar de maneira sofisticada sobre qualquer tema, escrever ensaios e resenhas críticas; não é apenas pedir orientações no aeroporto ou comprar lanche” (v. quadro para entender o CEFR).

Para Giselle, os resultados do Sabin comprovam não ser preciso um programa bilíngue para garantir o ensino de Inglês.

Denise Araújo aponta outros motivos para a escolha do Sabin. “Ter aulas de outras disciplinas em inglês pode representar mais horas de prática comunicativa, mas não A proficiência no fim da jornada Mesmo não sendo escola bilíngue, o Sabin consegue promover alto nível de bilinguismo entre seus alunos. necessariamente reforça o domínio de estruturas linguísticas, como regras gramaticais”, diz a coordenadora.

Além disso, diz ela, o projeto de Inglês do Sabin traz em si diferenciais em relação ao restante da matriz regular que potencializam o ensino do idioma, como aulas com turmas reduzidas desde o 2o ano do Fundamental (no máximo, 15 alunos por turma, algo não garantido por escolas bilíngues) e as quatro horas semanais a partir do 6o ano. “O ensino de Inglês – como tudo mais no Sabin – tem de ser encantador, motivador. E entendemos que essa quantidade de horas é uma medida ótima, supre nossos objetivos, sem o risco de cansar os alunos”.

É o suficiente, afirma Denise, para dar ao aluno “um nível de conhecimento rico, que o deixe confortável em situações acadêmicas, profissionais e sociais. O aluno sai preparado para cursar qualquer universidade fora ou fazer entrevistas de emprego em multinacionais tranquilamente”.

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